Antonio Calloni fala sobre seu personagem em Assédio: “Todas as cenas foram difíceis”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Antonio Calloni interpreta o médico Roger Sadala em Assédio, nova série da Globo. O personagem foi baseado em Roger Abdelmassih, autor de um dos maiores escândalos envolvendo assédio no Brasil. Em conversa com jornalistas, o ator contou que todas as cenas que envolviam violência foram muito difíceis. E que inclusive, demandaram diversos cuidados com as atrizes em cena.

Assédio é uma obra ficcional que conta a história de uma rede de mulheres que se forma para denunciar uma série de abusos sexuais cometidos por um médico bem-sucedido e respeitado. A saga começa quando uma dessas mulheres rompe o silêncio. Ela resolve tornar público o que até então era restrito ao consultório. Confira o bate papo completo com Calloni abaixo:

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Você realmente teve que acreditar nesse homem para poder viver o personagem. Como foi para você no primeiro momento em que você soube que viveria esse cara?

Eu fiquei fascinado. Porque como ator e não como cidadão, eu gosto de personagens complexos, personagens que provocam, que fazem pensar, que estimulam o debate. Tudo isso como ator me agrada muito. Mas eu não tive dúvida nenhuma, eu falei que esse era um grande personagem e eu senti um prazer imenso em fazer. Agora é óbvio que como cidadão, Antonio Calloni, discutir esse tema é fundamental. Para as mulheres, para os homens, para a sociedade de modo geral. O assédio é inadmissível em qualquer nível, qualquer tipo de assédio tem que ser banido, de preferência do planeta.

Construção do personagem

Como foi a construção do personagem?

Eu me baseei principalmente no texto da Maria, que é muito bem escrito, muito bem delineado. Eu não tive dificuldades em construir esse personagem porque o texto era muito bom, o material de pesquisa de modo geral também era muito bom e como eu falei, é um personagem muito rico, muito cheio de contradições e nuances. Eu me baseei nessas coisas, principalmente no próprio texto da Maria.

Você como homem e ter que interpretar essas cenas de estupro, como foi isso? Como é separar isso tudo e teve alguma cena para você que foi mais pesada?

Não, todas as cenas foram difíceis. Todas as cenas de estupro ou não estupro. É óbvio que quando você tem uma cena de estupro, você tem que ter um cuidado com a atriz, com o que você vai fazer. Tem que combinar antes, onde é que vai estar a mão, como é que vai ser essa pegada. A gente combina antes e se propõe a fazer desse jogo a sensação de que está sendo uma coisa real, mas existe muita técnica envolvida. Não tem um desconforto interno, mas prazer e alegria em fazer um bom trabalho, isso ganha de qualquer outra coisa e é óbvio que tem que ter um respeito profundo pelas atrizes com quem você está contracenando.

Próximos projetos

Você tem algum outro trabalho em andamento?

Sim. Eu estou fazendo O Sétimo Guardião, do Aguinaldo Silva, onde eu estarei nos 16 primeiros capítulos. Eu faço o Egídio Arantes, um personagem bem bacana, super generoso, ele é o guardião mor da fonte milagrosa. Porém, eu vou até o capítulo 16, depois o personagem morre e é substituído pelo filho que é o personagem do Bruno Gagliasso.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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