André Luiz Frambach conta que evitou se inspirar nas versões anteriores de Éramos Seis: “Quero achar o Julinho da Angela Chaves”

Publicado há um ano
Por Muka Oliveira
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Na vida artística há mais de 10 anos, André Luiz Frambach volta a brilhar nas telinhas interpretando Julinho, no remake de Éramos Seis, da TV Globo.

Em conversa com o Observatório da Televisão, o galã conta será o seu personagem da versão de 2019 da trama, relembra sua passagem em Malhação e fala como é contracenar ao lado de sua namorada na vida real, dentro da novela de Angela Chaves.

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Confira a entrevista:

Esse é seu primeiro trabalho em que a caracterização exige um bigode. O que está achando?

Eu estava com uma barba muito grande, aí antes de fazer a caracterização eu tirei e deixei o bigode acreditando que eles pediriam para tirar, afinal o personagem
tem 20 anos, mas eles gostaram. Eu estou adorando, é bom que muda o rosto, tira essa carinha de criança.

E como é o Julinho?

O Julinho está amadurecendo e quer se sentir um pouco mais velho, ele é uma mistura controlada do gênio certinho do Carlos, com o gênio do Alfredo.
Ele tem um quê de estudioso como o Carlos, mas admira a lado revolucionário do Alfredo, e assim criou sua própria malandragem. Em casa é certinho, na rua, com as mulheres, mais sagaz, ambicioso,
vai comendo pelas beiradas.

Você está curtindo esse personagem? Dá pra lembrar do seu papel como Márcio em Malhação: Vidas Brasileiras?

Estou amando porque é possível construir algo diferente, e não dá pra lembrar. É totalmente diferente. O Márcio era um jovem revoltado,
talvez se assemalhasse mais ao Alfredo. O Julinho já é ambicioso, tem essa malandragem, raciocina tudo o que fala, e tem o foco mesmo nas ambições, no que quer.

Quem fazia o seu personagem nas versões anteriores?

Vários atores já o interpretaram, inclusive o Tony Ramos. Eu até assisti a capítulos de outras versões, mais para entender a época,
não para me inspirar, porque por todos eles terem feito tão bem, a gente pode acabar pegando uma coisa ou outra. Acredito que o personagem tenha que nascer dentro da gente. Precisamos entender suas motivações,
os sentidos, e quero achar o Julinho da Angela Chaves.

O público tem um carinho imenso com essa novela. Você considera uma responsabiidade fazê-la?


Nas ruas quando falamos que vamos fazer Éramos Seis, as pessoas de todas as idades reagem. É uma responsa, isso
é um fato! Mas até por ser uma responsa, se ficarmos muito ligados em ver como os outros fizeram, podemos gerar um peso maior. Prefiro fazer o Julinho do André, e fazer com verdade. Quando a gente faz
com verdade, o público compra. Estou nessa fé e nessa vontade.

Você acha que o seu personagem em Malhação foi responsável por você conseguir um papel em Éramos Seis?

De certa forma Malhação me deu sim essa visibilidade. Quando trabalhamos desde pequenos, como é meu caso, somos sempre considerados atores mirins. Às
vezes é difícil para as pessoas enxergarem essa mudança, então quando viram o André como Márcio beijando na boca, pensaram ‘caraca’, então foi importante Malhação
acontecer para haver essa transição. Mas este é um trabalho que conquistei com muito esforço e dedicação, e com muitos testes. Foi sim um presente porque os diretores acreditaram em
mim.

A Rayssa Bratillieri também está em Éramos Seis. Como é contracenar com a namorada?

Nossos personagens vão se encontrar por aí. A Soraya, personagem dela vai ficar junto com o Julinho, mas não sabemos se ela é apaixonada por ele.
Somos muito parceiros. Antes de haver uma relação como namorados, sempre fomos muito amigos, e respeitamos um ao outro, a intenção do outro, sempre nos demos muito espaço. No nosso casal
anterior (Pérola e Márcio), deu certo porque um queria que o outro se sobressaísse mais em cena.

O público já está torcendo por vocês?

O pessoal já está falando em ‘Juraya’, o que é incrível porque a Rayssa e eu não somos ficar postando stories, nem de ficar postando
fotos juntos no Instagram o tempo todo. Como os fãs não vêem nada, perguntam se estamos bem, mas claro, não precisamos mostrar que estamos bem. Gostamos de viver nossa vida. O que construímos
tanto como casal como individualmente é sensacional.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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