Anderson Di Rizzi confessa interesse de Márcio por Kim em A Dona do Pedaço: “Ele está envolvido”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Márcio (Anderson Di Rizzi) teve sua vida organizada completamente bagunçada após a chegada de Kim (Monica Iozzi), na novela A Dona do Pedaço. Noivo de Silvia (Lucy Ramos), o executivo foi surpreendido com as investidas da assessora, que acredita ter um relacionamento sério com ele.

A obsessão de Kim coloca Márcio em situações difíceis e, consequentemente, abalada o relacionamento dele com a professora de inglês. No entanto, no meio da confusão, o rapaz se deixa levar e acaba desenvolvendo um sentimento por ela. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Anderson Di Rizzi comentou sobre o romance do seu personagem com Kim.

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O ator também analisou que é muito cedo para afirmar com quem o conselheiro de Maria da Paz (Juliana Paes) irá continuar na trama de Walcyr Carrasco. Ostentando uma ótima forma física, Di Rizzi ainda falou sobre os cuidados com o corpo e alimentação, repercussão do folhetim e muito mais. Confira a seguir:

Carinho do público

Como está se sentindo como
todo mundo da imprensa reunido hoje querendo falar contigo?

Estou me sentindo acarinhado,
me sentindo o cara, o dono do pedaço (risos). Me perguntaram lá atrás o que
alguém precisa para ser o dono do pedaço, e eu disse que ele precisa respeitar
as pessoas
.”

Qual a repercussão do seu
personagem?

Eu estava falando com o Malvino sobre o sucesso da novela, e acho impressionante o talento do Walcyr (Carrasco). Ele faz acontecer, ele tem uma novela linda. Quando eu tinha lido os 12 primeiros capítulos, achei um novelão, a gente cria uma expectativa, mas nunca se sabe. Foi tudo muito rápido. Foi ao ar uma sequência minha com a Monica (Iozzi), cheguei muito cedo aqui na Globo, e já senti a repercussão das cenas de ontem. Da galera da técnica, dos colegas de trabalho, ainda não fui para a rua, mas vi na internet a repercussão. A gente percebe que a galera gosta e a acompanha a novela. Estou graças a Deus trabalhando muito.”

Apoio familiar

E o público da sua casa? O que
eles dizem?

Quando meu pai e minha mãe falam alguma coisa eu peço para eles criticarem porque todas as cenas eles acham bacana. É uma alegria para eles, porque sabem que não é fácil, que é uma carreira difícil, que batalhei muito, e sinto que eles se sentem orgulhosos quando se sentam em casa para assistir à novela. Eles não noveleiros mesmo, e consigo levar essa alegria para eles. A minha filha não vê a novela, mas a gente seleciona uma ceninha ou outra para ela ver. Esses dias fui para a casa depois de 10 dias, e falei com ela ‘filha, papai estava trabalhando’, e ela disse ‘papai tá na televisão’. Eu falo para a minha mulher que só agradeço, essa distância mexe com a gente, minha filha é tão pequenininha, e uma semana que seja, ela já está fazendo coisas diferentes da outra. Talvez se eu tivesse em São Paulo com ela, ou sem trabalho, não sei se eu estaria tão à vontade. Imagine, com uma filha, e correndo atrás com as coisas não acontecendo? Dá um desespero. Faz parte e só agradeço.”

Anderson Di Rizzi e a filha Helena (Foto: Divulgação/ Viviane Sodré)

Educação da filha

Como é educar uma menina nesse
universo tão machista, e agora também um menino que você teve recentemente?

Para a Helena, minha filha, já demos bonequinhos, carrinhos, coisas que são consideradas de meninos. Em casa não temos essa questão de que tal coisa é de menina, e tal coisa é de menino. O que a gente procura fazer em casa é na hora que ela começar a entender melhor as coisas, é que se ela tiver indo por um caminho – o filho de um amigo quis passar batom para ver como é e ele disse ‘filho, isso é de adulto, quando você for adulto, se quiser passar batom, você passa’. Ele não fala assim ‘isso é de menina’, então essa é a educação que a gente quer trazer para a Helena. Tenho amigos gays, e se meus filhos perguntarem ‘pai, aqueles meninos estão se beijando?’, vou responder ‘Sim, são duas pessoas que se gostam, e dois homens que se gostam podem se beijar’. Falo muito com a Thais para tomar muito cuidado para desenhar isso, não impor sexualidade.”

Parceria com o Walcyr

Você se transformou em um
coringa das novelas do Walcyr. Como é isso para você?

O Walcyr é meu padrinho. Comecei em Morde e Assopra com um papel muito pequeno, e em três meses de novela, era quase o protagonista. Ele é o autor que mais escreve, faz uma novela por ano. Na verdade, não crio muita expectativa, mas essa novela em si eu esperava que ele fosse me chamar, porque afinal de contas, mais um filho chegando aí e eu preciso trabalhar (risos). Graças a Deus, deu certo. É um autor que dá oportunidade para todo mundo. Se você ver O Outro Lado do Paraíso percebe que todo mundo teve boas cenas, até o elenco de apoio. Ele não se apega a fama do ator, ou a experiência. Se vai bem, ele investe e escreve. Venho tendo sorte, mas estudo muito. Esse personagem, o Márcio, eu tive uma referência da Amora (Mautner), vinda de um filme (Totalmente Selvagens), mas fui muito no Cake Boss, que tem um carisma, também está nesse universo de bolos, e fiz um trabalho de corpo durante alguns meses para deixá-lo mais fluido. No ar, eu vejo que funciona, diferente de outras coisas que fiz.

Os sentimentos da Kim

A primeira cena com a Monica
Iozzi, em que ela leva o Marcio para o apartamento dele, fica com ele, como foi
para gravar?

A Monica é uma jogadora! É muito talentosa, ela brinca, é parceira. Você chega com sugestões, ela aceita e não tem frescuras. Se tiver que virar ela de ponta cabeça, ela fala ‘beleza, vira aí’, ela é assim. Eu estava muito apreensivo com a cena de ontem porque às vezes você acha que está ficando de um jeito e está ficando de outro. Hoje sou talvez menos crítico que lá atrás, mas gostei de ver a gente junto. Acho que deu uma boa química ali. Achei que o casal tem tudo para o público apoiar, talvez não a atitude dele de trair a namorada, mas são cenas mais leves, que de certa maneira levam um pouco de alegria para as pessoas em casa.”

Márcio e Kim em cena na novela (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Você acha que ela está a fim
dele mesmo? Qual é a da Kim?

Sinto que o Márcio já se
envolveu também e não demorou muito. Ele é um cara certinho, todo organizado, e
chegou uma pessoa que tirou ele do eixo, ele ficou desconcertado. Isso nunca
aconteceu com ele, e ele tem prazer nisso. Cenas que vão ao ar, vocês vão
perceber mais envolvimento, embora ele goste mesmo da Sílvia
.”

Será que a Sílvia vai dançar?

É muito cedo para falar.”

A escolha do Marcio

O dilema dele de se envolver
com Kim, mas gostar da Sílvia. Como ele fica entre essas mulheres tão
diferentes?

Ele está muito encrencado. Ao mesmo tempo que ele é apaixonado pela Sílvia, quer casar e ter filhos com ela, é aquele casamento certinho, e ele se vê numa situação de sair do eixo. A Kim mexe com ele, e ele gosta, está envolvido, não sei se passa na cabeça dele que a Kim seria a mulher da vida dele, mas ele curte aquela sensação. É assim que estou construindo o personagem, senão ele falaria ‘não quero nada com você, vai embora’. Tem que ter um sentimento por ela, seja tesão ou desejo. Eu acho que se ele pudesse, ele falaria para a Sílvia ser assim de vez em quando, assim ele poderia dizer ‘tchau Kim, dá licença que agora tenho tudo o que eu quero’. Estou tentando dar uma solução.”

Os personagens Márcio e Silvia (Foto: Globo/ João Cotta)

Atuando com mulheres brilhantes

Você acabou atuando com duas
mulheres que tem raciocínio muito rápido que são a Tatá Werneck e a Monica
Iozzi, né?

Tem que ter ritmo, senão se perde. A Amora quando foi dirigir uma das primeiras cenas que fiz com a Juliana – olha, Juliana é uma das melhores atrizes com as quais já contracenei – eram duas cenas, a gente começou embaixo, fomos subindo a escada, outra escada, entrando no escritório, sentando na mesa. Cheguei em casa e até comentei isso. No ensaio a gente faz de um jeito, no gravando, ela já pega, se você fala algo diferente, ela já joga de outro jeito, ela brinca, e é muito parceira. Fiquei muito à vontade com ela, tanto que a direção tem falado que a gente combina muito bem em cena. O jeito que a Amora dirigiu, eu entendi o ritmo do personagem, ele tem um ritmo diferente, e é o ritmo não só do humor, mas de resolver as coisas. No começo, a gente está entendendo o universo, mas no geral vejo a galera toda muito bem. E nessa novela estamos muito unidos, um torcendo pelo outro, não tem essa vaidade de não querer que o outro faça bem. O Marquinhos Palmeira é o protagonista da novela, e veio me parabenizar pela novela, falei com ele que era uma honra um elogio dele. É muito legal ter esse feedback dos colegas, e do próprio Walcyr.”

Uma Kim na vida real

Você já teve alguma Kim na sua
vida?

Desse jeito não, mas já tive
uma namorada bem doida, que não consegui nem ser amigo dela depois. Era muito
mentira, que eu acreditava nas coisas que ela me falava, coisas tão pesadas que
eu não conseguia nem dormir direito para você ter ideia. Uma dessas coisas, ela
demorou 1 ano e 2 meses para dizer que era mentira, não posso falar o que é
porque é muito pesado. Depois descobri com a família que aquilo era um jeito de
ter as pessoas perto dela. E quando descobri não sabia o que fazer, se chorava,
ria, mandava ela embora
.”

Você ficou quanto tempo nesse
relacionamento?

Dois anos. Sou uma pessoa que sempre acha que as coisas vão melhorar. Depois que ela contou que tudo era mentira, durou mais uns três meses só. Agora da loucura da Kim, de achar que está namorando, é muito estranho. Eu já tive fase muito galinha, mas eu já deixava claro para a menina ‘eu não nada com você, se você quiser ficar com outro, você fica’. Mas sei que tem gente louca igual à Kim, vi um pessoal comentando hoje.”

Já tive uma namorada bem doida

E a Kim mostra que a mulher
pode ir para cima também…

A gente até brincou que ela é
o homem da relação, se é que a gente pode falar que ainda existe isso. Acho que
conduz a coisa, e hoje fomos gravar uma cena que ele fica com medo, mas fica
meio seduzido por ela, e resolve que precisa embora ao cair em si. Eu vi alguma
coisa na internet, a galera comentando ‘poxa, de novo colocando as mulheres
nessa situação’, e acho que isso acontece. Não estamos diminuindo as mulheres,
mas são histórias que estão aí
.”

Você já teve a fase de ficar
dividido também?

Acho que não. Já tive fases de curtir sim, ficar com um monte… Eu era terrível (risos).”

Cuidados com o corpo

Seu corpo me chamou muita
atenção e vi muita gente comentando sua barriga de tanquinho…

Vocês que estão falando
isso… Aqui também o pessoal comentou ‘pô, tu tá trincado hein irmão’ (risos).
A galera estranhou, ainda mais porque estou sempre de camisa, paletó, então
quando fui gravar no estúdio, quando tirei a camisa, os diretores que eu já conhecia
estranharam. Não fiquei assim para a novela, mas aproveitei. Estou no meio de
um filme, O Segundo Homem, em que interpreto um soldado que vai para a legião
estrangeira. Nós rodamos uma semana na França, e aí a gente ia rodar o filme
antes de começar a novela, e surgiram problemas que acontecem no cinema, como
dinheiro não sair, e fomos adiando. Aí terminando a novela volto a rodar o
filme e até falei, que agora vou ter que ficar a novela inteira em dieta. Essa
cena com a Monica, íamos colocar no Márcio uma samba canção, e eu pedi para
aproveitar, e colocar uma boxer. Ele é um executivo, mas ele treina. Tem muito
executivo que treina às 6 da manhã para ir trabalhar às 07
.”

Você faz o quê? Musculação?

Sim, musculação. Mas estou por exemplo há 10 dias sem comer um grama de açúcar.”

Márcio (Anderson Di Rizzi) em A Dona do Pedaço (Reprodução)

Cuidando da alimentação

E para gravar na fábrica, como
você consegue?

É difícil. É muito
bolo gostoso. Eu estou morando em hotel, imagina aquela mesa de café da manhã
todo dia. É um sofrimento, mas sou muito focado
.”

Mas o que você pode comer?

Eu não como carne, então
imagine, estou há meses comendo o mesmo peixe. Tem vez que dá uma enjoada.
Tenho que ter umas variações, porém não pode ser peixe frito porque não entra
na minha dieta, então é pouco carbo, bastante proteína, bastante exercício e bastante
salada. Emagreci sete quilos. Estava com 81,5, e estou agora com 74,5
.”

Você se considera em sua
melhor forma física?

Eu acho. O Thiago Luciano, diretor do filme que estava rodando, disse que me queria bem. E eu disse que queria estar ótimo ou não, porque meia boca não consigo fazer. Mergulhei, mas meu objetivo não era esse para a novela. A única coisa que eu pensava é que mais magro, o paletó encaixaria melhor.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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