Allan Souza Lima, o Ubirajara de Novo Mundo, relembra preparação: “Uma das grandes experiências que eu tive”

O ator revela os próximos projetos e conta o que tem feito na quarentena

Publicado há 3 meses
Por André Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Mesmo vivendo uma pausa forçada em razão da pandemia, o ator Allan Souza Lima segue na ativa na televisão. Afinal, ele pode ser visto em Os Mutantes – Caminhos do Coração, nas tardes da Record TV, e também em Novo Mundo, trama das seis da Globo em reprise atualmente. Nesta última, ele vive Cacique Ubirajara, um trabalho que o marcou profundamente.

“Fomos pra Amazônia, ficamos em uma aldeia indígena. Foi maravilhoso. Uma das grandes experiências que eu tive”, lembra o ator, saudando a história de Alessandro Marson e Thereza Falcão. “Apesar de ter sido bem cansativo, por conta das pinturas que eu fazia diariamente no decorrer da novela. Mas, em termo de aprendizado do personagem, foi maravilhoso”, revela.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Justamente por conta da importância do Cacique Ubirajara em sua carreira, Allan comemora o retorno de Novo Mundo. “Acho interessante porque essa novela fala sobre a História do Brasil e é sempre bom relembrar o início de como tudo aconteceu na época do império. É um retrato do que a gente vive hoje”, compara.

“Falando de minorias, posso representar o núcleo que eu fiz, o índio, nossos povos originários, representando esse povo que é tão desvalorizado. E desde aquela época a gente vive esse reflexo até hoje. E é perceptível o que a gente vive. É cíclico”, avalia o ator, que vê nesta trama a oportunidade de ir mais a fundo na História. “As pessoas colocam que o país começou na descoberta do Brasil, esquecendo que existiam povos ali antes dos portugueses chegarem. E esse berço dessa nova civilização, o que nos deixa principalmente é a corrupção”, sentencia.

Deste modo, a experiência de viver um índio em Novo Mundo se revelou uma transformação para o ator. “Eu tenho uma ligação muito forte com a natureza. Sempre tive. Tanto que eu estava nesse período de isolamento isolado, perto da natureza. E uma coisa que eu levo e que ouvi de um cacique da aldeia parkateje, a aldeia que fizemos o processo de laboratório. Ele falava que todo índio é um só. O espírito de coletividade que é o que, como eles falam, o ‘homem branco’ não tem. Isso foi a maior lição que eu tive durante esse período da novela. Somos todos um só”, revela.

Além do aprendizado, Allan Souza Lima lembra de momentos de descontração nos bastidores da novela. “Teve um set muito gostoso. Dentro no nosso núcleo era incrível. Eu, Rodrigo Simas, Jurema Reis, Giullia Buscacio, era uma loucura”, diverte-se.

O ator também relembra de momentos em que a descontração foi além da conta. “Temos várias cenas icônicas que a gente entrava em crise de riso e os diretores ficavam malucos com a gente, mas eu falava que não era culpa nossa. A gente ria muito, se divertia. Daniel Dantas se divertia com a gente. Virou uma criança com a gente”, entrega.

Allan é só elogios à equipe de Novo Mundo. “O diretor artístico Vinícius Coimbra, o diretor André Câmara e todos os diretores sempre muito solícitos, educados, tinham espírito de coletividade”, encanta-se.

Pandemia

Por conta do isolamento imposto pela pandemia, Allan Souza Lima se viu obrigado a parar. O ator, então, decidiu dar uma pausa em sua vida artística. “Fiquei um tempo isolado na mata. Venho cuidando muito da terra, estudando sobre plantas, lendo, cuidando de plantação, estudando o significado da terra. Isso pra mim está sendo o maior aprendizado”, conta.

No entanto, o ator se mostra preocupado com o futuro de sua profissão. “Agora que cheguei na minha casa, vou começar a entender essa volta e como a gente vai viver isso, como vou me adaptar com isso, nós vamos nos adaptar, essa transformação artística né? Provavelmente vai mudar muita coisa. E o que eu falar fora isso vai ser mero achismo porque ninguém sabe o que vai acontecer”, crê.

Projetos

Allan Souza Lima revela os projetos que foram estacionados por conta da pandemia. “Eu ia estrear o filme da Suzane Ritchthofen, A Menina que Matou os Pais, em que eu faço o Cristian Cravinhos. Íamos estrear dia 3 de abril e, como muitos outros projetos, foi adiado e não tenho ideia de quando vão lançar o filme”, conta.

O ator, ainda, precisou interromper seu trabalho no teatro. “Estava com uma peça que eu ia reestrear, Ao Anoitecer (…). E estava com uma série engatilhada de uma plataforma de streaming, como protagonista, mas caiu por terra nesse período. Também estava começando a escrever meu monólogo, mas acabei parando também porque, como falei, acabei respeitando esse momento e resolvi buscar outras coisas, outros horizontes na minha vida”, finaliza.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais