Alexandre Borges será o mulherengo e extravagante Quinzão em Verão 90: “Não tem pudor”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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No dia 29 de janeiro estreia Verão 90, nova novela das sete da Rede Globo. Entre os nomes que compõem o elenco do folhetim está Alexandre Borges, que viverá o poderoso empresário Quinzão.

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O magnata é dono de três impérios: uma boate, uma revista e um hotel. Casado com Mercedes (Totia Meireles), ele ostenta uma boa vida na alta sociedade carioca e, de quebra, demonstra ser um verdadeiro mulherengo.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Alexandre Borges falou um pouco sobre a vida nada simples do seu novo personagem. “O trabalho deles é, justamente, aparecer na mídia e divulgar as coisas”, explica.

Além disso, o ator também relembrou o início da carreira e seus momentos mais marcantes dos anos 90. Confira a entrevista a seguir:

O personagem

Por ser dono de uma boate, o Quinzão será um homem mulherengo?

O Quinzão e a Mercedes são um casal da noite. É um casal que tem um hotel, revista, boate. Eles meio que representam essa alegria e descontração do entretenimento, do turismo e da alegria. Nisso circula muita gente bonita. Ele é um cara que não tem pudor em achar uma mulher bonita e querer tomar um café, conhecer melhor, ter um papo e paquerar também. É um cara de uma década e de um papel bem liberado”.

O Quinzão é um homem completamente diferente de você, que é um cara mais reservado. Como é interpretar um homem assim?

Eu acho que é um pouco isso: são personagens que têm empreendimentos que são sucessos pelo o que é o casal, pelo astral do casal, pela energia do casal. Todo mundo quer estar com eles. Eles conhecem todos os artistas, todos os músicos. Todos os eventos são com eles: o Cassino da Urca, a boate Dr. Spock, as revistas.

O trabalho deles é, justamente, aparecer na mídia e divulgar as coisas. Mostrar a casa, mostrar a família, os filhos, sair nas revistas e tudo mais. Já o ator, vive intensamente o trabalho enquanto ele está acontecendo. Geralmente, quando acaba o trabalho é natural que se recolha, espere o próximo. Aí as coisas vão nesse ciclo”.

O homem dos anos 90

Existe uma diferença entre as ações do homem dos anos 90 e do homem atual?

“Às vezes, acho que vamos conseguir enxergar de uma maneira bem-humorada, lógico, do que é ser homem nos anos 90 e do que é ser homem agora no ano 2018. O que são os códigos, os limites. Eu acho que o respeito, independente de qualquer década, sem existiu para as pessoas com o mínimo de bom senso, educação, cultura. Nesse sentido do respeito ao próximo, seja homem ou mulher. Hoje em dia, eu acho que isso tudo está muito mais definido, coisa que não existia antes”.

A novela

Como está sendo trabalhar na novela Verão 90?

“Eu estou voltando a trabalhar com o Jorge Fernando (diretor artístico), com quem eu fiz a minha primeira novela: A Próxima Vítima. Voltar a trabalhar com ele, depois de tantas novelas também com ele, com a Cláudia Raia, Dira Paes… Estou tendo o enorme prazer de estar contracenando com a Totia Meireles, que eu nunca tinha trabalhado. Estamos fazendo esse casal, essa dupla. O Caio Paduan também é um ator muito talentoso. Um cara novo que traz ideias muito elaboradas e legais. Débora Nascimento também, minha filha. Então é um privilégio para mim”.

O estilo de vida do Quinzão e da Mercedes foi inspirado em algum casal socialite brasileiro?

É uma homenagem muito sútil, carinhosa à Gisella Amaral, que faleceu recentemente. Desse casal (Gisella e Ricardo Amaral) maravilhoso. Um casal que soube vender o Rio. Ricardo Amaral e Gisella Amaral tinham esse pique, organizavam as melhores festas. Estavam nos melhores lugares, mais badalados, mais modernos”.

Alexandre Borges nos anos 90

Como foram os anos 90 para você?

Eu vivi intensamente os anos 90, claro. Foi onde coisas importantes da minha vida aconteceram, como: eu casei com a Julia (Lemmertz), teve o meu início na Globo. Meu primeiro trabalho na Globo foi em 94, Incidentes em Antares. Então anos 90 para mim foi isso. Foi voltando de Portugal, as coisas começando a acontecer no teatro. Eu trabalhei com Zé Celso, fiz o filme Terra Estrangeira. Enfim, muitas coisas legais e bacanas”.

O que você guarda na memória sobre sua vida profissional nos anos 90?

O teatro na minha vida sempre foi a minha tábua de salvação. Eu sabia que a minha vida ia ser guiada por essa profissão, se eu tivesse sucesso ou não. Profissionalmente, eu já estava em São Paulo desde 85 e, mesmo antes, eu já fazia teatro amador. Nos anos 90, eu sempre tive uma coisa assim: ‘bom, até os 40 alguma coisa precisa acontecer. Eu preciso saber se sou um bom ator ou não. Preciso ver se minha carreira vai caminhar ou não’. Não adianta ter só um sonho e a coisa não andar. Então os anos 90 foi aquele momento que eu já tinha uma experiência”.

Qual projetos você já tinha no currículo naquela época?

“Tinha feito teatro, tinha viajados para festivais fora do Brasil. Já tinha feito um monte de coisa. Aí veio o Zé Celso, fiz o Teatro Oficina. Trabalhei com o Walter Salles. Fiz o Terra Estrangeira, que foi um filme fundamental para a retomada do cinema brasileira. Foi aquele momento em que eu estava me sentindo pronto para arriscar mais, e Deus me ajudou”.

Lembranças dos anos 90

Do que você sente mais falta dos anos 90? Algo que não tenha mais hoje em dia.

Cartinha de fã. Cartinha de fã é uma coisa que não tem mais”.

Você mantém alguma característica dos anos 90 no seu estilo de vida?

Eu quase parei nos anos 90. Para mim tem que ser uma coisa muito simples. Eu não tenho rede social, nem WhatsApp. Eu acho incrível toda a tecnologia, mas eu sou um ator. O ator vive do concreto, do real, do olho no olho, do momento. Eu não sou um jornalista que precisa ter WhatsApp, rede social, que precisa estar sabendo de alguma coisa. É uma ferramenta de trabalho. No meu caso, é uma ferramenta de pesquisa do que realmente pessoal. Eu acho que esse olho no olho e as coisas mais reais, o mundo já está começando a sentir falta também”.

Vida pessoal

Como você lida com o passar dos tempos?

Eu estou adorando os meus 50 (anos de idade). Essa década está sendo maravilhosa. O passar da vida, o passar das coisas. A gente passando e vendo as coisas acontecendo. Hoje, meu filho é um cara super ligado ao movimento hip hop, que lida muito com as justiças sociais e temas relevantes para a sociedade. É um cara engajado, faz rima. Está fazendo faculdade de jornalismo. Minha família, os meus pais, ainda tenho o privilégio de ter eles vivos. Enfim, coisas maravilhosas”.

Como costuma praticar atividades físicas ou procedimentos estéticos?

Eu acho que a gente sempre tenta buscar o básico. Aquela caminhadinha, se possível, diariamente de 40, 50 minutos. Abdominais, flexões. Uma limpeza de pele, uns creminhos. Uma alimentação melhor. Cortei refrigerante, cortei muito doce. Coisas que você vai se adaptando com a idade para ter uma coisa mais saudável”.

Você é um cara que assume os cabelos brancos, as rugas, etc. Você faria algum tipo de cirurgia plástica?

É o que temos. A profissão do ator é uma das mais antigas. O Shakespeare pegou a obra dele e já definiu o que é o trajeto de um ator: começa no Romeu e acaba no Rei Lear. Então, nesse arco de personagens, você pode ser um ator shakespeariano e ter emprego a vida toda, porque sempre vai ter personagens para pessoas de 50, 60, 70 anos. É você, com todas as limitações e coisas que vão acontecendo, se tentar manter apto para estar em cena, trabalhando e exercendo”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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