Agatha Moreira revela futuro de sua personagem em Orgulho e Paixão: “A Ema vai trabalhar”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Ema Cavalcante surgiu em Orgulho e Paixão no maior estilo patricinha do século XX, cercada de luxo e mimos. Alegre, confiante e super gentil, a mocinha, interpretada por Agatha Moreira, cresceu acreditando no amor e desenvolveu um talento como casamenteira – sendo reconhecida na região do Vale do Café como a melhor no ramo.

Com uma reviravolta na trama, a neta do Barão de Ouro Verde, Afrânio Cavalcante (Ary Fontoura), levou um verdadeiro choque de realidade ao saber que a família perdeu toda a fortuna. E para contar como Ema irá se sair nos perrengues da vida simples, Agatha Moreira bateu um papo com o Observatório da Televisão.

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A atriz também comentou sobre os amores de Ema – que não foram poucos ao longo da novela. “A gente não tinha na nossa sinopse, não era uma coisa esperada, e foi muito surpreendente a aceitação do público”, disse ela sobre o romance de sua personagem com Ernesto Pricelli (Rodrigo Simas). Confira:

Veja também: Agatha Moreira e Pedro Lamin terminam namoro de dois anos

“A Ema mudou sua forma de viver”, afirma a atriz Agatha Moreira

Como vai ficar a vida da Ema nos próximos capítulos?

Pois é, já tive três pares românticos nessa novela (risos). Eu acho que a curva da personagem está sendo muito legal por ter passado por diversas coisas, por ter mudado a forma dela de viver, a forma dela de olhar para o mundo também. Ela está passando por um processo difícil porque ela foi criada num mundo completamente burguês, a boronesinha, e agora está se vendo apaixonada pelo Ernesto, que não tem nada a ver com esse mundo.

O Ernesto também está despertando paixão em outras moças na trama, né?

Eu acredito que a maioria. Eu não sei o que acontece. Esse menino Rodrigo tem muitas fãs, elas criam vários fã-clubes. Eu acho que nunca tive tanto fã-clube de casal na vida (risos).

Edmundo (Nando Rodrigues) e Ema (Agatha Moreira) em Orgulho e Paixão (Divulgação/ TV Globo)

E a Ema vai começar a trabalhar?

Sim, sim! A Ema vai trabalhar e vai ser legal porque ela vai trabalhar com o que gosta. Vamos ver como vai ser a adaptação dela.

Assim como a personagem, você já teve alguma mudança drástica na vida?

Eu acho que a única mudança drástica foi quando eu fui morar sozinha pela primeira vez. Eu acho que para todo mundo é assim, ainda mais eu que fui morar sozinha fora do país com 17 anos. É aquela fase que você tem duas opções: ou você amadurece ou você amadure (risos).

Agatha fala sobre a repercussão da personagem com o público da novela

Te surpreendeu a torcida do público para que a Ema fique o Ernesto?

A gente não esperava. Não sei como foi para o autor, mas lendo os nossos capítulos foi acontecendo naturalmente. Não era uma coisa prevista, a gente não tinha na nossa sinopse, não era uma coisa esperada, e foi muito surpreendente a aceitação do público. No início até que não, algumas pessoas, fãs muito antigos nossos desde Malhação, falavam assim: ‘eles são irmãos para sempre’. Mas eu acredito que todo mundo já mudou de opinião, está todo mundo amando o casal (risos).

Como foi ter o Rodrigo Simas como parceiro de cena novamente? Vocês têm uma amizade forte, né?

De seis novelas, três foram com ele, então já são alguns reencontros. Eu amo trabalhar com ele. Somos muito amigos, isso é bom. Eu sempre falo que o clima atrás das câmeras faz total diferença na hora de ir para o ar. Essa novela, por exemplo, é uma em que eu não recebo críticas de galera que não está gostando, que está achando ruim. Eu não ouço ninguém falar mal da novela, eu não ouço ninguém falar mal de nada da nossa trama, isso é muito legal. Está todo mundo gostando, é praticamente unânime, e eu acho que isso tem muito a ver com o nosso clima por trás das câmeras com certeza. O elenco é nota 10!

Ema (Agatha Moreira) em Orgulho e Paixão (Divulgação/ TV Globo)

Analisando a Ema e a Domitila, sua personagem em Novo Mundo, houve uma mudança do tratamento do público com você?

Isso é engraçado porque eu acho que isso, de certa forma, muda um pouco como você se sente no dia a dia. A Ema é muito adorada, solar, e a Domitila só recebia palavras de ódios. Eu sabia que estava fazendo meu papel bem, mas eu saia meio… mas era uma delícia!

“Eu nunca pude entender porque meninos podiam fazer certas coisas e meninas não.”

Orgulho e Paixão é uma novela que fala bastante da força feminina. Você tem lido algo para estar por dentro desse mundo feminista?

Tem muita diferença em o que eu busco para a Ema. Hoje, no atual momento da minha vida, está em completa oposição do que eu busco para mim. Tudo bem que eu me acho uma minifeministinha desde criança (risos). Eu nunca pude entender porque meninos podiam fazer certas coisas e meninas não. Então eu soltava pipa com os meus primos, jogava bola, passava cerol, enfim.

Essas lutas e conquistas que a gente está tendo a cada dia estão cada vez mais presentes na minha vida agora que eu estou com 26 anos, agora realmente me formando como mulher. Só que eu estou fazendo uma personagem que é o oposto disso. Eu estou fazendo uma personagem em que eu tenho que acreditar completamente nos valores dela, que são completamente diferentes dos meus. Para fazer a Ema crível, eu também preciso acreditar muito no que ela está falando, eu preciso entender muito esse universo dela e não julgar. Entender a forma como ela foi criada e por que os pensamentos dela são tão convencionais.

Mas você tem estudado historicamente para entender essa forma de pensar da Ema?

É difícil, mas não precisa busca só em livros de história, também tem diversas séries antigas. Os próprios filmes baseados nos livros de Jane Austen já mostram muitas coisas sobre o que foi aquela época.

Agatha Moreira (Divulgação/TV Globo)

Agatha fala da responsabilidade de dar vida à personagem que já foi interpretada por outras atrizes

A Ema é uma personagem que já foi interpretada por grandes atrizes. Pintou um medo quando você recebeu essa missão?

Eu acho que é uma grande responsabilidade, eu também fiquei preocupada. Sei que são completamente diferentes, mas fazer duas novelas de época bate um medo de as pessoas ainda lembrarem da Domitila, que era tão odiada. Fazer a Ema ser tão humana e doce, mesmo com os absurdos que ela fala, para que as pessoas tenham algum pingo de compaixão foi um grande desafio.

As críticas positivas te surpreenderam?

Com certeza! Todos os medos que eu tinha foram por água abaixo porque o que eu recebi do público foi justamente o contrário, só respostas positivas.

Você gosta de se assistir atuando?

Gosto! Eu sou muito crítica comigo, mas eu acho que isso é essencial no nosso trabalho. Eu sei que cada um trabalha de uma forma, mas na minha cabeça, no meu ver, é essencial para eu saber o que estou fazendo.

O sonho das meninas da trama é casar. Você também tem esse desejo na vida real?

Nunca tive, nunca foi um grande sonho da minha vida casar, entrar na igreja, mas eu acredito em companheirismo, parceria. Eu tenho muita vontade de ter filhos, tenho vontade de formar uma família, mas eu acho que isso é completamente independente de um casamento que dure para sempre, ou não. Independente disso, eu acredito muito mais na cumplicidade e parceria entre duas pessoas. O amor, isso vai muito além do sonho de ter véu e grinalda. É completamente compreensivo esse romantismo, eu não tenho nada contra, possa ser que um dia eu tenha muita vontade de me casar, eu acho lindo. Todo casamento que vou eu choro. Eu acho que desde criança eu sempre sonhei mais em ser mãe do que em casamento.

Quando o assunto é namoro, Agatha é bem direta

Você está solteira, né? Está curtindo essa fase?

A gente está experimentando isso aí (risos). Eu confesso, sou muito namoradeira, emendou um namoro no outro. Passei o Dia dos Namorados solteira, descobri que não passava o Dia dos Namorados solteira desde os meus 13, 14 anos, e foi ótimo. Me senti muito bem namorando comigo mesma.

Qual característica sua te agrada mais?

Eu acho que gosto muito de mim como amiga, amiga para todas as horas, e acho que sou muito divertida. Se eu tiver de mau humor, eu vou ficar em casa, não irei sair com você. Se eu for sair com você vai ser para te divertir (risos).

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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