Ágatha Moreira explica por que não considera a Josiane, de A Dona do Pedaço, uma psicopata

Publicado há um ano
Por Felipe Brandão
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Ágatha Moreira anda mais em alta do que nunca na telinha. Há seis meses, ela é odiada diariamente dentro dos lares de todo o Brasil cada vez que aparece como a terrível Josiane, da novela global A Dona do Pedaço.

A atriz, inclusive, afirma estar muito contente com o feedback do público em relação à personagem. “90% das pessoas que vêm falar comigo vêm com um discurso de ódio contra a Josiane, mas ninguém deixa de falar que está gostando do meu trabalho, que eu estou mandando muito bem. Ainda bem, porque é muito legal ouvir isso do público. Pra gente é uma das coisas mais importantes“, celebra.

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Confira nosso bate papo completo com a adorável ‘megera’ das 21h.

OBSERVATÓRIO DA TELEVISÃO – Como foi para você gravar aquela cena tão chocante, em que a Jô ataca o Teo (Rainer Cadete) com um picador de gelo?

ÁGATHA MOREIRA – Pois é… Quando a gente está gravando é tanta concentração, né? Estamos ali, tentando fazer tudo dar certo, que ninguém se machuque, que esteja tudo bem com todos… A gente demorou bastante tempo pra gravar [essa cena], foi de 3 da tarde até 10 e meia da noite. Foram tantos planos, tantas coisas… Até porque é uma cena muito violenta, muito forte, então era preciso um cuidado grande, sobre o que ia aparecer na TV… Como cada horário tem a sua ‘censura’ e tal, às vezes a gente grava e nem tem ideia de como vai ficar, né? Aí, quando eu vi no ar, eu mesma fiquei chocada! [risos] Porque a novela estava ali, tudo muito emocionante, tudo muito feliz, a Maria da Paz ganhou o Best Cake, o que me deixou super emocionada… Comecei a chorar, pela Maria da Paz, que ganhou, finalmente essa mulher feliz na vida… [risos] Daqui a pouco, do nada, pesou o ambiente! [risos] E o capítulo acabou comigo boquiaberta na sala, sem ar!

Que balanço geral você faz dessa novela? O que achou de A Dona do Pedaço?

Achei essa novela maravilhosa! Incrível! Eu sou suspeita pra falar, porque amo a novela! Sou apaixonada! Fico muito feliz também de o público ter comprado muito a nossa história. Claro que eu estou vivendo dentro desse universo, mas a repercussão foi muito grande. Eu vejo por amigos que não estão acostumados a assistir novela, ou que trabalham até tarde… Muitos deles assistem pelo GloboPlay, depois do trabalho, perdendo uma hora do sono pra assistir à novela… [risos] Teve uma repercussão muito grande, a gente está muito feliz com isso.

Jô e Régis (Reynaldo Gianecchini): essa dupla vai continuar?

Eu não sei. [risos] Fica essa questão. Se eu te disser que não sei nem mesmo o meu final…

Que final você, Ágatha, daria para a Jô?

Não sei dizer… Só sei que eu quero ser vilã até o fim e acho que ela tem que pagar pelo que ela fez.

Você acha que a morte seria muito pouco para ela? Ela tem que sofrer, uma unha de cada vez?

[risos] Eu acho que ela tem que dar uma sofridinha sim! A Maria da Paz, que é uma mulher maravilhosa, sofreu tanto na novela, então a Jô tem que sofrer sim!

Fazer esse tipo de cena, com a sua personagem praticando um assassinato, mexe muito com você? Ou você consegue enxergar com certo distanciamento artístico?

É aquilo que eu falei… É tanta coisa na hora, são tantos planos… Às vezes você faz um plano que é só o seu braço levantando! [risos] Então é muita técnica, que não dá pra você se aprofundar na situação. Você tem que estar muito concentrado e fazer tudo muito tecnicamente, porque pode machucar, porque às vezes é perigoso. Algumas cenas usam até a nossa equipe de dublês. Então não te abala tanto, você está muito preocupado ali em fazer tudo certinho.

Nessa cena do ataque ao Teo, foi necessária a presença de algum dublê?

Não, nessa cena não.

A Jô já foi várias vezes descrita na novela como uma psicopata, até porque ela não demonstra sentimento por ninguém. Você concorda com essa classificação a respeito dela?

É difícil diagnosticar, porque eu não sei se o psicopata teria todo esse temperamento da Josiane. Ela se descontrola, ela erra, sabe? Eu acho que o psicopata seria mais frio e calculista do que ela.

Como tem sido o feedback que você recebe nas ruas, especialmente agora, após essa cena tão forte?

Então… Nesse momento eu não estou indo à rua. [risos] Mas pelas redes sociais eu acompanho, o pessoal está bem chocado. Mas por outro lado é engraçado, porque muita gente falou: ‘bem feito, otário!’ [para o Teo] [risos] Tadinho do Teo, gente, meu Deus…

O que mais impressiona é que a Jô é uma vilã, a quem o Brasil inteiro está odiando, e mesmo assim a publicidade segue amando você, não é?

Ainda bem! Mas isso é muito legal, porque 90% das pessoas que vêm falar comigo vêm com um discurso de ódio contra a Josiane, mas ninguém deixa de falar que está gostando do meu trabalho, que eu estou mandando muito bem. Ainda bem, porque é muito legal ouvir isso do público – ‘eu estou te odiando na novela, mas você está arrasando, parabéns!’ Pra gente é uma das coisas mais importantes que tem, a gente ter esse reconhecimento do nosso trabalho.

Você e o seu namorado, o também ator Rodrigo Simas, vieram de dois trabalhos muitos fortes agora – você em A Dona do Pedaço, ele em Órfãos da Terra. Vão aproveita para se curtir um pouquinho agora?

Vamos! Espero que sim.

Muitas atrizes têm um ritual de despedida para os seus personagens ao fim de um trabalho – seja viajando, mudando o cabelo… Você tem algum?

Eu me despeço chorando, vivendo um ‘luto’… Acordando e pensando: ‘e agora, tem que gravar? Como que é isso?’ É muito estranho, uma sensação, um vazio gigantesco, que você só vai preenchendo aos poucos… É igual à morte de alguém. É como se eu tivesse uma pessoa muito próxima na vida, uma pessoa que conviveu comigo durante um ano, e de repente ela vai embora e você nunca mais vai ver essa pessoa na vida. Eu nunca mais vou interpretar a Josiane na vida! Isso é muito louco. Pra mim isso é um luto mesmo, de verdade.

Quais são seus planos para depois do fim de A Dona do Pedaço?

Primeiro, viver a vida da Ágatha, né? [risos] Porque hoje eu vivo duas vidas: eu vivo a minha um pouquinho [risos], e vivo a vida da Josiane por mais tempo. Mas… Não sei. Eu quero descansar agora, não sei qual vai ser meu tempo de férias – a gente nunca sabe, né? Mas, se eu tiver um tempo grande – coisa que acho que nunca tive nesses sete anos dentro da casa [risos] -, eu tenho muita vontade de fazer um curso fora daqui, fora do Brasil, experimentar de outras formas, conhecer novos mestres, professores, que me ensinem coisas diferentes… Crescer profissionalmente. Mas, se tiver que trabalhar, tudo bem também.

E Verdades Secretas 2? Vai rolar mesmo? Você vai participar?

Olha, eu sou uma pessoa que não cria expectativa no coração pra depois não me frustrar, entendeu? Estão me falando que é isso aí, mas, até estar lá gravando, não vou falar essa verdade pro meu coração, porque senão eu vou ficar muito decepcionada depois. [risos]

Se Josiane e Régis acabarem juntos, em Verdades Secretas 2 vocês voltam de novo, não é?

Pois é! Vão aprontar mais ainda, essa duplinha… [risos]

Você foi homenageada recentemente no Arquivo Confidencial, do Domingão do Faustão. Como foi pra você essa experiência?

É uma loucura, né? O coração sai pela boca, rolando no chão… É um susto. Mas foi muito legal, muito emocionante ver a minha família toda ali… Foi muito bom.

Você tem esperança de que, mesmo que no último capítulo, a Josiane consiga olhar com um pouco de emoção para a Maria da Paz?

Olha… Pode ser que escrevam dessa forma… Mas eu, Ágatha… I don’t trust that bitch [‘eu não confio nessa vagabunda’]. [risos] De jeito nenhum! Não confio mesmo!

Quais são seus planos para Natal e Ano Novo? Pretende viajar?

Pretendo, a gente vai passar o Reveillon provavelmente em Noronha. Fim de ano tá aí, tem que levar as crianças pra Disney, porque eu sou tia… De crianças que não são mais crianças, né? Meu sobrinho mais velho tem 19 anos, o mais novo tem 14, meu irmão também tem 14… Ainda bem, pelo menos já são ‘crianças grandes’, porque eu naquele espaço com criança pequenas seria impossível. [risos] Mas vai ser divertido ter esse momento com eles, a gente nunca viajou juntos… Acho que vai ser superlegal. Vamos eu, meus dois sobrinhos, meu irmão e dois primos.

(entrevista realizada pelo jornalista André Romano)

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