“A Rita De Cássia é esse mulherão sem se dar conta do que é”, revela Flávia Alessandra sobre sua personagem em O Sétimo Guardião

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

De volta às novelas da TV Globo, após interpretar a vilã Sandra, em “Êta mundo bom!”, a atriz Flávia Alessandra viverá uma personagem bastante inusitada em O Sétimo Guardião. Flávia dará vida a Rita de Cássia, mulher do delegado Joubert Machado, personagem do ator Milhem Cortaz. A atriz contou em entrevista que está ansiosa para a estreia da trama de Aguinaldo Silva. Confira:

Leia também: Laryssa Ayres será lutadora em O Sétimo Guardião: “Estou na correria total”

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

O que você está achando da história de O Sétimo Guardião?

Primeiramente é uma delícia estar de volta com o Aguinaldo, a gente vinha se desencontrando um pouco nos últimos trabalhos. É muito bom a gente conseguir “casar” de novo e eu ter a oportunidade de estar nesse trabalho dele, que está voltando para o realismo fantástico. Eu peguei o Aguinaldo Silva na época de A Indomada, Porto dos Milagres e eu amo esse estilo que ele escreve. Eu acho que a gente está precisando dessa coisa de poder sonhar, de tirar os pés do chão. Está tudo tão difícil, tão duro e árduo, que está sendo um prazer enorme.

Personagem

Você vai fazer uma personagem diferente e bem sensual, como está sendo para você?

Eu nunca tinha trabalhado com o Milhem Cortaz e nem o conhecia de fato. Mas a gente já conseguiu ter uma troca muito boa. Quando a gente fez o workshop, na leitura, a gente foi encontrando ali caminhos muito bacanas e eu acho que o pessoal vai se divertir muito acompanhando esse casal. A Rita De Cássia é esse mulherão sem se dar conta do que é. E é algo muito natural nela. Eles são muito bem resolvidos como casal, então a gente achou um caminho delicado e sutil, que se torna comédia pelo que é. Mas estamos fazendo tudo com muita sinceridade, paixão e tesão de verdade mesmo. Está sendo curioso a gente se ver.

É diferente para você essa história do marido que usa calcinha, não é?

É diferente, mas a gente encontrou aí um ponto que é uma fantasia e não tem regras para fantasia. O que faz uma fantasia ser certa ou não? Não existe, um consenso do casal. A minha personagem depois revela para ele que também tem uma fantasia e aí começa a guerra entre os dois. O fato é que, quando a gente começa a colocar na balança quem está certo ou quem está errado, é muito curioso, porque não existe uma regra do que se pode para uma fantasia. E ele começa um dilema de permitir que ela realize a sua fantasia ou não.

Fantasia

Na sua vida tem alguma fantasia? Tem algo de diferente na sua convivência com o Otaviano?

Eu acho que a fantasia faz parte de todo casal, é necessária. Mas tem algo que é inusitado, qual é a regra para a fantasia? Não tem. Eu acho que cada casal tem que ter sim, tem que alimentar, portanto que não fira nenhuma das partes.

Como está sua expectativa para a repercussão da personagem?

A princípio a expectativa é muito grande. Porque a gente está abordando um assunto muito legal, de uma forma muito delicada e na própria leitura, quando a gente já estava lá lendo os capítulos mais altos, com a fantasia dela e a dele, já começou uma guerra na mesa entre as mulheres e os homens. Mas a gente vai levantar esse debate com humor, leveza e respeito.

Uma nova Flávia

Você modificou bastante o cabelo. Já se acostumou com essa nova tonalidade, essa nova Flávia?

Já. A gente fez a leitura e o workshop antes de eu viajar em julho. Então a mudança de visual foi no fim de junho, eu saí e foi muito bom ter sido com essa antecedência, porque de fato tem um estranhamento quando tem uma transformação rápida. Foi bom porque eu tirei férias com a família de visual novo, mas estava estranhando muito nas primeiras semanas. Já faz muito tempo, então eu já me acostumei a esse visual novo. Eu estou de alongamento, estava um castanho e agora está mais loiro.

A sua personagem sonha em ser uma grande atriz, como é que foi para você sendo atriz, interpretar uma mulher que sonha seguir a sua profissão?

Então, na sinopse o Aguinaldo fala que ela sonha em ser uma estrela de cinema mundial. O sonho dela é bem diferente do que eu sonhava, eu só queria ser uma atriz e viver da minha profissão. Ela já quer ser uma atriz internacional de cinema. Mas chega a beirar o patético, porque ela realmente acredita que isso vai acontecer, ainda mais por ela ser casada com o delegado da cidade e ele ser muito influente. Mas eu Flávia, não vejo dessa forma patética, eu acho viável e até muito fofo.

Entre quatro paredes

Existe um medo de descobrirem essa relação entre quatro paredes dos dois?

Existe, lógico. Ele é o delegado da cidade, a gente está em pânico. Porque iria desmoralizar ele como figura. Mas eu ainda não gravei a cena em que descubro a fantasia do meu marido, estou louca para gravar essa cena, porque o Milhem é aquele homem másculo, com a voz grossa e quando eu faço a tentativa de imaginar ele na calcinha… eu já falo que quero ver isso só no dia, para que a minha reação seja a mais espontânea possível.

Qual o balanço que você faz hoje em dia da sua carreira?

Muita coisa mudou, passa muito rápido. É uma loucura como cresceu tudo, mas a base e a essência é que para mim é como se eu estivesse de fato começando agora, a tensão e o nervosismo são sempre os mesmos. São trinta anos e se você perguntar para mim, se eu tenho mais tranquilidade para entrar, eu vou dizer que não. E às vezes é até ao contrário porque as pessoas têm mais expectativas sobre você.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio