“A Globo jamais exibiria”, diz diretor de polêmico documentário sobre Os Trapalhões

Publicado há um ano
Por Leandro Lel Lima
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Trapalhadas Sem Fim, documentário produzido por Rafael Spaca tem dado o que falar. A produção contém mais de 70 horas de gravações mostrando os bastidores de um dos grupos mais amados do Brasil, Os Trapalhões. Didi, Dedé, Mussum (1941- 1994) e Zacarias (1934-1990) têm suas vidas reveladas na obra que começou a ser produzida em agosto de 2018.

O sucesso na TV Tupi, Excelsior, Record e Globo, nos cinemas, no HQs, no circo, as parcerias e até mesmo os conflitos do quarteto, que entre os anos 60 e 2000 alegrou gerações, são revelados em depoimentos de profissionais que trabalharam diretamente com os humoristas na frente e também atrás das câmeras.    

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Depoimentos

Angélica, Tony Ramos, Caetano Veloso, Regina Duarte, Fábio Jr., Elba Ramalho, Ary Toledo, Ney Matogrosso, Sergio Mallandro e diretores estão no documentário Trapalhadas Sem Fim, ainda sem previsão de lançamento, mas que poderá ser visto na Record TV, TV Cultura ou History Channel, além de plataformas de streaming e também nos cinemas, mas jamais na tela da Globo.

Ao Observatório da Televisão, Rafael Spaca, responsável por obras literárias sobre Os Trapalhões, contou detalhes do documentário e o porquê da TV Globo não exibir a obra em sua programação ou demais plataformas como Viva, onde está sendo exibida reprises da atração, ou Globoplay: “Jamais. É construção e desconstrução ao mesmo tempo. Os Trapalhões é um produto dela. Pelo teor de alguns depoimentos ela não colocaria no ar… Uma pena”.

Confira!

O que te motivou a produzir o documentário Trapalhadas Sem Fim?

A motivação partiu de uma pesquisa bem longa sobre Os Trapalhões. Em 2016 lancei um livro O Cinema dos Trapalhões porque fez e por quem viu. É um conjunto de 132 entrevistas de pessoas que trabalharam com eles, eram câmeras, técnicos. Um livro de quatro anos de pesquisa.

No ano seguinte, 2017, lancei outro livro, As HQs dos Trapalhões, sobre a fase dos HQs. Talvez esse tenha sido o único momento em que o Mauricio de Souza [criador da Turma da Mônica] se sentiu ameaçado por conta da vendagem.

Como não tinha nenhuma biografia sobre Os Trapalhões, talvez dois livros, Os Adoráveis Trapalhões e uma tese de mestrado, me sugeriam fazer um documentário, já que no Brasil as pessoas não leem muito.

Mas eu não queria que esse documentário fosse um repeteco do que eu já tinha feito nos livros. E aí passei a procurar por pessoas com quem eu nunca tinha falado, umas 80 pessoas.

História

Qual
é o legado do grupo?

O legado é vasto, enorme. Considero Os Trapalhões como o maior grupo de humor do mundo. Eles atuaram em todas as plataformas de mídia. Cinema sucesso, TV campeões de audiência, quadrinhos sucesso, as apresentações em circo sucesso. E isso foi por décadas.

Eles estão na memória afetiva de milhões de pessoas. Muitos humoristas têm eles como referências, anônimos como referências de humor, como o brasileiro leva a vida. Eles criaram o entretenimento pra família. O Gordo e o Magro, Os Três Patetas não fizeram o que Os Trapalhões fizeram.

O que o público pode esperar do documentário?

É um material valioso. São mais de 70 horas de depoimentos. Comecei em agosto de 2018. Não temos patrocinador e nem contamos com leis de incentivo. Os fãs vão se surpreender com a história. Quem não conhece, vai conhecer e quem conhece vai poder conhecer ainda mais a história dos Trapalhões.

A Globo
exibiria o documentário?

Jamais. Jamais. A gente nem vai procurar a Globo. É construção e desconstrução ao mesmo tempo. Os Trapalhões é um produto dela. Pelo teor de alguns depoimentos ela não colocaria no ar… Uma pena. Seria bem interessante, teria tudo a ver… A gente entende a política da Globo, eles gostam de valorizar o seu produto, sua história.

Tem sofrido alguma resistência por parte de algum canal?

Ao contrário. Cada vez mais desperta expectativas. Em breve a gente fecha com algum canal. A ideia é exibir na internet (streaming), TV e cinema.

Veja o trailer do documentário:

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