“A empresa deu um super suporte”, revela Débora Nascimento sobre levar a filha na preparação de Verão 90

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Longe da TV desde o seriado Cidade Proibida, a atriz Débora Nascimento está de volta logo após ser mãe. Ela será Gisela em Verão 90, uma mulher que teve a adolescência bastante problemática. Dava trabalho aos pais com festas e sempre se metia em escândalos. A princípio, é muito frágil e sofreu muito por não ter a atenção que queria da mãe. Já adulta, ela conhece Herculano (Humberto Martins), através de sua amiga Diana (Maria Carol) e acaba engravidando dele. Isadora (Duda Wendling) nasce e ela adora a menina, mas não tem juízo algum para ser mãe.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Débora falou sobre sua personagem na trama e também como está sendo a vida de mãe da pequena Bella.

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Nos conte um pouco sobre a Gisela?

“Ela é inconsequente, doida, não pensa duas vezes. Com ela não tem oito ou oitenta, ela é oito mil. Ela é bem barraqueira, não faz a linha discreta, já chega chegando e adora se divertir. Ela trata o Rio de Janeiro como se fosse o quintal da casa dela. A Gisela é da família mais poderosa do Rio, então ela sempre teve tudo o que ela quis, então ela não sabe lidar muito bem com a frustração. Quando ela se frustra, quando ela recebe um não, ao invés dela se isolar, ela vai para a festa.”

Triangulo

Ela vai se envolver em um triangulo amoroso, né?

“Na verdade, ela é casada. Quem se envolve no triangulo amoroso é a Janaína (Dira Paes). A Gisela é casada com o Herculano (Humberto Martins), mas ele se apaixona completamente pela Janaína e a Gisela fica sem saber o que fazer, porque ela é desesperadamente apaixonada pelo Herculano. Ela tem uma certa dependência dele, uma dependência emocional, porque ela é frágil e sensível. Ele fica também nesse impasse, de deixar a mãe da filha dele e ficar com o amor da vida dele.”

Como é interpretar essa mulher que é humilhada pela própria mãe e que não tem autoestima?

“É maravilhoso fazer um personagem completamente diferente de mim. Ela é frágil, inconsequente, doida, mas tem uma autoestima em um lugar que eu não tenho, porque ela sempre tudo e nunca precisou fazer esforço nenhum, mas continua sem saber lidar com as frustrações.”

Os anos 90

Qual sua memória mais marcante dos anos 90?

“A primeira paixão de escola, o primeiro celular, a internet veio aparecendo. Essas coisas todas foram surgindo e eu tive na minha adolescência um momento de descobertas, então eu fui descobrindo muitas coisas nessa década. É uma década que tem para mim um frescor, que é inconsequente e que você não tem compromisso, então eu trouxe isso para a Gisele e ela tem uma parte dessa Débora infantil, ela é completamente infantil.”

E como está sendo deixar a filha em casa para voltar a trabalhar?

“Eu comecei a preparação da novela, ela estava com quatro meses e aí eu a trazia, porque ela estava com amamentação exclusiva. A empresa deu um super suporte, foi incrível e eu até me surpreendi. Eu fiz alguns dias de preparação, fiquei em casa até os cinco meses e meio, que foi quando ela começou a comer, aí eu comecei a vir mais a gravar.”

Maternidade

Como é para você dar a vida para a Gisela, que deixa a filha com a babá e vai para Nova York?

“Não querendo defender o personagem, mas ela não sabia que a filha iria passar mal. Ela tem um médico lá em Nova York e foi pegar o remedinho dela. Mas eu jamais deixaria, a gente tem um acordo que a Belinha (filha) é nossa parceira. Ela é parte da equipe, sou eu, José e a Belinha.”

Depois da maternidade você se tornou outra pessoa?

“Eu sou uma Débora que descobriu, sentiu e entrou em contato com vários lugares que eu não acessava. Você passa por sensações e percepções dentro de você, que é uma coisa muito louca. Não tem nem muito a ver com o bebê, é mais uma percepção interna de você mesmo. É tudo muito louco e você sente umas coisas que não está escrito.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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