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André Luiz Frambach defende Julinho, de Éramos Seis: “Ele tem boa índole!”

O ator também comemora a parceria com a namorada em cena

Julinho (André Luiz Frambach) em Éramos Seis
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Na televisão desde criança, André Luiz Frambach cresceu diante dos olhos da audiência. E, agora, amadurece em cena, ao mesmo tempo em que seu personagem, Julinho, em Éramos Seis, também se transforma. E o ator comemora a oportunidade de mostrar um lado mais maduro seu em cena, além da felicidade de contracenar com a namorada, a atriz Rayssa Bratillieri, que vive Soraia no folhetim das seis da Globo.

André Luiz Frambach analisa a trajetória de Julinho em Éramos Seis. “Antes de tudo ir acontecendo, a gente já tinha um desenho de como ele seria. E eu acho que tanto a Ângela (Chaves, autora) quanto o Carlinhos (Carlos Araújo, diretor), e eu, fomos criando e conseguindo humanizar o personagem. Porque todos os personagens são muito humanos. Eu acho que acabou essa história de vilão e mocinho. O Julinho é ambicioso, mas é humanizado, então a gente consegue entender o lado dele”, avalia.

O ator também analisa o triângulo amoroso que Julinho formou com Lili e Soraya. “Ele tinha sentimentos pela Lili. Mas a Soraia despertou nele não apenas um sentimento no sentido financeiro, mas uma visão que o fez se tornar mais homem. Porque, no fundo, ele realmente sempre foi encantado pela Soraia. Mas ele não se deixava levar porque tinha a Lili, que era algo mais fácil para ele, da mesma classe social”, afirma.

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A relação de Julinho e Soraia em Éramos Seis

Para o ator, a relação com Soraia foi um processo natural de amadurecimento de Julinho. “Depois que o pai morreu, ele começou a trabalhar com o seu Assad (Werner Schünemann), começou a viver a vida… Ele foi conquistando suas coisas, o que abriu o olhar dele para ele mesmo, para as ambições e conquistas dele e do que ele poderia conseguir. E a Soraia ajudou a despertar esse homem que existe dentro dele. Porque a Lili era um amor de infância, e ela era mais infantil. Já a Soraia é mais madura e mais decidida em relação à vida”, compara.

Apesar disso, André Luiz Frambach acredita que Julinho não é mau-caráter. “Ele tem uma índole boa. Mas ele é, também, muito malandro. Ele sabe o que ele quer, e ele é muito esperto. Ele vê muito mais à frente. Desde o início da novela, se a gente pegar os primeiros capítulos, tudo o que ele falava hoje está se concretizando. Ele sempre pensou no que ia fazer, sempre deu muita corda para depois lá na frente deixar a pessoa se embolar, ou puxar a corda certinho”, acredita.

O ator se lembra de uma cena recente na qual Lola (Gloria Pires) se decepciona quando descobre que o filho enganou Lili. “Eu queria muito, mais uma vez, agradecer a Glorinha. Essa foi uma das cenas que eu mais gostei de fazer, e que mostrou que o Julinho tem índole boa, porque quando acaba a conversa com a mãe, ele vai conversar com a Lili. E ele diz para a mãe ‘Eu não sou sem caráter, eu realmente gosto da Soraia’. Mas, ao mesmo tempo, ele enxerga que agiu errado, que enganou a Lili. Por isso que, quando termina a cena, ele fica com tanta raiva. Ele fala que podia ter feito tudo isso sendo honesto com ele mesmo”.

Julinho (André Luiz Frambach) e Soraia (Rayssa Bratillieri) em Éramos Seis
Julinho (André Luiz Frambach) e Soraia (Rayssa Bratillieri) em Éramos Seis (Divulgação/ TV Globo)

Romance na vida real e na tela

Com Julinho e Soraia, André Luiz Frambach e Rayssa Bratillieri repetem a parceria de Malhação – Vidas Brasileiras, onde interpretaram o casal Pérola e Márcio. Mas o ator acredita que isso não influenciou a torcida para que Julinho e Soraia ficassem juntos. “Não sei nem se era tanto pelo ‘PeroMar’ (como shippavam Pérola e Márcio em Malhação). Acho que foi a história mesmo que acabou sendo desenvolvida muito para o ‘Juraia’. Porque o Julinho com a Lili tinha uma coisa bacana, mas era um relacionamento infantil. A Lili tinha reações infantis, e o Julinho não tinha muita paciência, chegando a ser ruim com ela em certos momentos. E a Soraia colocava o Julinho para cima”, diz.

O ator diz que o fato de ser namorado de Rayssa na vida real não faz o casal da novela ser semelhante ao que eles são fora de cena. “É muito diferente! Quando eu beijo a Rayssa, é muito diferente de quando o Julinho beija a Soraia. É lógico que, por sermos namorados, a gente tem muita intimidade. A gente sabe o que vai funcionar, a gente tem intimidade de fazer a cena acontecer. Mas é algo supertécnico, tudo realmente muito coreografado”, analisa.

André também fala das vantagens e desvantagens de trabalhar ao lado da namorada. “Eu acho que o único ponto que pesa contra é que a gente não tem descanso, né (risos)? Porque eu tô com a Rá (Rayssa) na casa dela, a gente sai pra comer, e a gente está junto no trabalho também. Mas, ao mesmo tempo, a gente se dá muito bem! A gente até se policia muito, porque se deixar a gente faz absolutamente tudo junto: a gente trabalha junto, a gente gosta de fazer tudo junto. Então, se deixar, a gente acaba fazendo realmente tudo junto”, diz.

Intimidade

Mas o ator vê mais vantagens que desvantagens em repetir a parceria profissionalmente. “A gente estuda junto. Eu tenho um método de estudo totalmente diferente do dela, então a gente aprende um com o outro. A gente já chega no estúdio sabendo mais ou menos como vai ser. A gente já tem intimidade. Quando fizemos a primeira noite de Julinho e Soraia, por exemplo, não ficou um constrangimento, tipo ‘Eu vou encostar aqui na sua coxa, tá tudo bem?’“.

Ele diz ainda que a afinidade profissional surgiu em Malhação, ainda antes de eles iniciarem um relacionamento. “Antes de eu namorar a Rayssa, em Malhação, a gente sempre foi muito amigo, muito muito amigo. A gente já tinha intimidade, ela me contava coisas da vida dela, eu contava coisas da minha vida. Aí, mais tarde, a gente vira namorado, depois de muito tempo como amigo. No final da Malhação, quando os dois estavam desimpedidos, a gente acabou junto. Mas eu acho que a intimidade é o grande segredo”, crê.

Lola (Gloria Pires), Júlio (Antonio Calloni), Carlos (Danilo Mesquita), Alfredo (Nicolas Prattes), Julinho (André Luiz Frambach) e Isabel (Giullia Buscacio) de Éramos Seis
Lola (Gloria Pires), Júlio (Antonio Calloni), Carlos (Danilo Mesquita), Alfredo (Nicolas Prattes), Julinho (André Luiz Frambach) e Isabel (Giullia Buscacio) de Éramos Seis (Divulgação/TV Globo)

Versão anterior

Ao contrário da versão do SBT, na qual o Julinho de Leonardo Brício era “mandado” pela Maria Laura de Luciene Adami (personagem que equivale à Soraia no remake da Globo), André Luiz acredita que o atual não tem esta característica. “Eu evitei ver (a versão do SBT) porque eu sabia que, se eu visse, eu ia ficar tendendo para a mesma trajetória. Eu não sei como a autora vai escrever, mas eu acredito que o que Julinho encontrou com a Soraia não existe uma coisa de mandar e obedecer. Existe uma coisa de ela mandar e ele fingir que obedece para satisfazê-la”, acredita.

Maturidade

O ator também enxerga Julinho como o momento mais maduro de sua carreira. “Eu trabalho desde os oito anos de idade, então eu fui crescendo junto com os personagens e, consequentemente, os personagens foram crescendo junto comigo. Assim, o Márcio tinha 18 anos e estava na escola. O Julinho já tem 21. E, com a morte do pai e a morte do irmão, ele precisou amadurecer muito. E aí, consequentemente, o André também vem amadurecendo. O André está entendendo mais interpretação, o André tá entendendo mais sobre vida, o André tá crescendo também. Isso aparece na atuação. A gente sempre aprende muito com o personagem, ou o personagem sempre aprende muito com a gente. É uma troca que tem que existir. Se não existir, não fica real”, diz.

Além disso, faz parte deste amadurecimento profissional o encontro com atores veteranos. “O Werner (Schünemann, o Assad) diz que é o rei da improvisação, e é genial! É muito bom trabalhar com ele. Assim como é muito bom trabalhar com a Mayana (Neiva, a Karine). E com a Gloria, o (Antonio) Calloni (Julio), a Giulia (Buscaccio, a Isabel), o Danilo (Mesquita, o Carlos), a Rayssa… eu tô muito bem apadrinhado! Acho que a cada trabalho a gente se dá com pessoas e com atores diferentes, então a gente acaba amadurecendo também, com esses atores e com essas atuações. Eu converso muito com o Ricardo (Pereira), e com o Werner, que são homens mais velhos que eu, assim como converso com a Mayana, com a Gloria, mulheres mais velhas que eu, e a gente aprende, a gente cresce e evolui”, conclui.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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