Betty Faria integra família de moradores de rua em A Dona do Pedaço: “É bem marginalizada”

Publicado há um ano
Por Greicehelen Santana
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Além da rivalidade entre as famílias de justiceiros Ramires e Matheus, um outro lar promete dar o que falar em A Dona do Pedaço – próximo novela das nove da Globo que estreia de 20 de maio, substituindo O Sétimo Guardião.

Longe da fictícia cidade de Rio Vermelho (ES), mais precisamente em São Paulo, a família de Dorotéia (Rosi Campos) e Eusébio (Marco Nanini) vai aprontar todas no bairro da Bixiga. O casal chega na região paulistana após ser despejado pela polícia de um prédio ocupado.

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Os dois vivem com os filhos Rock (Caio Castro), Zé Hélio (Bruno Bevan) e a sobrinha Britney (Carol Garcia). Nesse lar de moradores de rua ainda cabe a mãe Cornélia (Betty Faria), mãe de Eusébio, e o seu marido Chico (Tonico Pereira).

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Betty Faria
falou um pouco sobre sua personagem, que pode ter vivido grandes histórias na
trama de Walcyr Carrasco. A atriz também falou sobre as gravações com os
veteranos colegas de profissão e como é viver de arte no Brasil. Confira a
seguir:

Como será a sua personagem em A Dona do Pedaço?

Eu não sou muito de falar de personagem antes
de fazer. Estou começando a agravar, fazendo um pouquinho. Acho que ela teve
história barra pesada. A novela começa com eles morando num prédio desocupado,
são expulsos, vão parar na rua e procurar uma outra casa para morar. Essa
família é bem marginalizada e acho que essa mulher tem uma história
”.

Sua personagem vai ter alguma caracterização especial?

Eu botei cabelo branco exatamente por isso”.

Como teve contato com moradores de ruas para compor a sua personagem e o universo dela?

Agora não, já tive em outras épocas”.

Essa experiência do passado te ajudou com a criação da sua nova personagem?

Todas as experiências que nós vivemos ajudam.
Todos os conhecimentos que nós temos do ser humano ajudam
”.

É a primeira vez que você contracena com o Marco Nanini? Como está sendo as gravações?

Fiz A Grande Família, mais de um (episódio). Já gravamos e está sendo prazeroso. E não é só ele, tem Tonico (Pereira) e a Rosi Campos”.

Personagens de Rosi Campos, Marco Nanini e Betty Faria (Foto: TV Globo/João Miguel Jr.)

A Tieta é uma personagem icônica, forte e à frente do seu tempo, que você eternizou na década de 80. Como você se sente por ser uma das primeiras atrizes da teledramaturgia brasileira a interpretar mulheres como essa? Fica feliz?

Se eu consegui comunicar alguma coisa boa,
ajudar alguém ou as mulheres a uma modificação, mudança de vida, que bom. Fico
feliz sim
”.

Você se considera uma pessoa agraciada por viver da arte no Brasil, uma país onde ela não é valorizada?

Você está fazendo uma pergunta muito pertinente.
Porque num momento em que o teatro está sem condições e o cinema com toda verba
num ponto de interrogação para fazermos nossos longas, quem tem a sorte de ter
um contrato tem que bater palmas e agradecer. Nesse momento do Brasil, eu tenho
muita gratidão de estar contratada, de estar escalada, de fazer parte do elenco
da TV Globo. Acho a Globo uma grande emissora. Dói meu coração ao ver tantos
ataques numa emissora que sempre fez os melhores produtos artísticos, emprego
para tanta gente. Tenho visto na internet ataques, coisas pejorativas. Dói meu
coração ver isso, uma onda de ódio
”.

Qual foi o maior ensinamento que você tirou da sua profissão?

São tantos. Realmente, eu não tenho um
especial. É muita coisa
”.

A nova geração de atores tem a sua carreira como uma das grandes referências. Como foi construir esse legado sendo mulher e vivendo em uma sociedade culturalmente machista?

Não é fácil ser mulher. Essas coisas eu nem
sei responder porque são tantas histórias, é tão forte. Nesse momento do Brasil
é um prêmio estar trabalhando. Você vê essa coisa da Lei Rouanet tirando
(verbas). Em São Paulo tem escolas com crianças e adolescentes fazendo musicais.
Todos com sonho, e aí não vão mais poder fazer esses musicais. Isso tudo é uma
dor no coração. Fico muito triste como o atual governo não tem olhado com
carinho os artistas, a cultura. Nós trabalhamos demais e espero que mudem
”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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