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“É uma loucura, porque eu vivi essa época”, revela Bel Kutner sobre estar em Verão 90

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De volta as novelas da TV Globo, a atriz Bel Kutner estará em Verão 90, próxima novela das 19h. Escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral, a Globo volta aos anos 90 com uma história colorida e cheia de fortes emoções. Celestina, a personagem de Bel, é uma francesa que se apaixona pelo Brasil. Ela se tornará uma grande amiga de Janaína, interpretada por Dira Paes. Em entrevista ao Observatório da Televisão, a atriz falou sobre sua personagem e como é estar em uma novela que relembra o passado.

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Como é para você interpretar essa mulher tão pé no chão? Uma francesa que aposta no Brasil.

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“É uma loucura, porque eu vivi essa época. Eu era muito garota, mas eu tenho a lembrança total. Acho que a gente tem na memória, muito da época da adolescência. Então eu revivi muita coisa daquela época. E a Celestina é exatamente isso, é uma pessoa de fora, mas que ama o Brasil e eu amo o meu país, então é fácil de entender. Mas ela se frustra, toma uma rasteira da vida e aí ela vai ter que ir embora, mas sabe-se lá.”

Elenco

E como está sendo essa parceria com a Dira Paes?

“Dira é minha amiga há 20 anos. Eu conheço a Dira desde que ela veio para o Rio, trabalhar com ela assim juntinho, foi um prazer enorme e está sendo muito legal.”

Porque a Dira tem um personagem que é difícil, é um personagem que está ali para ouvir, certo?

“As duas estão passando por dramas. Então é legal, porque tem uma intimidade, uma troca e é exatamente isso, o conflito de uma leva para um lado e o da outra leva para outro. Mas elas são amigas, são parceiras e se ajudam.”

Trama

Tem um momento que ela diz que aquilo aconteceu com ela por causa do Jerônimo e depois ela se frustra. Como é compor essa mulher cheia de nuances?

“É um personagem complexo. Um personagem que tem profundidade, que tem cores. Isso é muito legal na novela, porque todos os personagens têm cores, não é só o bonzinho ou o malvado. São pessoas, como na vida. Às vezes você é uma pessoa maravilhosa, mas você fez alguma coisa na vida que pode ter me magoado muito. Você não é um vilão, mas na minha vida você foi um marco de alguma coisa que me frustrou.”

Você acha que a Celestina voltará para o Rio de Janeiro?

“Um dia. Não sei se na novela, mas acho que um dia ela volta de saudade.”

Retorno a TV

Como é esse retorno às novelas para você?

“Eu sou uma atriz e hoje sou gestora da Cidade das Artes, que é o maior complexo cultural da cidade do Rio de Janeiro. Eu estava com peça de teatro e fiz um filme também. Eu fiz Verdades Secretas, depois eu fiz uma participação em O Outro Lado do Paraíso, fazendo a filha da Fernanda Montenegro, gravando com a Giovanna que era a minha filha. Então para mim não é uma volta, porque eu nunca saí. Eu só não fico no ar direto, nunca fiquei. Eu nunca emendei uma novela na outra.”

Mas o público sente falta, não sente?

“Sente falta nada. Daqui a pouco eu volto. Vá ao teatro, vá ao cinema. Eu acho que é bom isso.”

Nas ruas as pessoas perguntam do seu pai (Paulo José)?

“Sim, muito e ele está bem. Não está trabalhando, já está aposentando. Mas está acompanhando as coisas.”

Passado

O que você mais lembra da década de 90?

“As músicas, as festas, a vontade de estar com meu grupo de teatro e meus amigos descobrindo as coisas.”

Você se arrepende de alguma coisa do passado?

“Muita coisa, claro (risos)! Quem não fez besteira? Mas nada que eu pense que se pudesse voltaria atrás. Acho que eu iria fazer tudo de novo, fazer as mesmas besteiras, outras besteiras e até mais besteiras.”

Futuro do país

Com um novo governo, onde a arte pode passar por tempos difíceis, você tem medo do que está para vir?

“Acho que a gente vem de um período muito difícil para todos os setores do Brasil. Difícil para a educação, para a saúde, para a segurança e para a cultura. Acho que está todo mundo buscando saídas. Qual o melhor caminho? Se eu soubesse, acho que eu estaria candidata. Então vamos ver o que vai acontecer e torcer para que as pessoas tenham competência para cada um realizar a sua função da melhor forma possível.

Que sejam justas, honestas e democráticas. É isso, eu estou na torcida. Mas eu sei o que é estar do outro lado da mesa de uma coisa pequena, as pessoas às vezes não sabem nem o que é ser sindico de prédio. Você trabalhar numa coisa governamental é muito complexo. Tomara que as coisas melhorem e o Brasil tem muito que evoluir. A gente tem um país muito rico, muito diverso e maravilhoso, só falta essa riqueza aparecer para a população.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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