Tá Brincando: Otaviano Costa conversa sobre novo programa, inspirações e retorno às novelas: “Não volto mais para a dramaturgia”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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O Tá Brincando é o novo programa de entretenimento da Globo. O formato propõe desafios entre jovens e um Super Time de especialistas com idades a partir de 60 anos. As edições serão recheadas por quadros divertidos e histórias que são verdadeiras lições de vida. A apresentação  será comandada por Otaviano Costa.

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Na coletiva de lançamento do programa, realizada na quarta-feira (21), o apresentador não escondeu a animação com o novo projeto. “Ele é um programa que tem um organismo vivo muito óbvio. Ele é um programa popular. Você liga e ele vai fluindo na sua frente”, descreveu.

Agendado para estrear no dia 05 de janeiro de 2019, o Tá Brincando será exibido até a primeira semana de março. Questionado sobre a possibilidade da atração se tornar fixa na grade de programação da Globo, Otaviano afirmou: “É uma decisão da casa. Agora estamos mostrando que ele é provocador”.

Além de todos os detalhes do programa, Otaviano ainda conversou sobre sua trajetória artística, inspirações e aprendizados. Segundo o artista, se fortalecer como apresentador na TV brasileira é o seu maior objetivo. “Não volto mais para a dramaturgia”, revelou.

Sendo assim, o artista pretende continuar fazendo participações especiais nos programas globais como, por exemplo: A Escolinha do Professor Raimundo. Bem como os trabalhos de dublagens nos cinemas. Confira a seguir a entrevista na íntegra:

O programa

Como surgiu a ideia para o nome do programa?

O Tá Brincando foi um nome brilhantemente criado pelo Sérgio Valente e sua equipe. Ele é basicamente uma biblioteca de possibilidades. É tá brincando com a sua filha, tá brincando com a sua idade, tá brincando com os seus limites, tá brincando com seus amores e com suas emoções.

É um programa de plateia, de auditório. A gente teve que se controlar. Porque quando começamos a fazer as pesquisas, as possibilidades de conteúdo, de formatação e combinação foram intermináveis.

Você está exclusivamente no Tá Brincando ou segue fazendo outros projetos na Globo?

Essa é agora a minha principal atividade dentro da casa. Mas que não vai me impedir de fazer, por exemplo, A Escolinha do Professor Raimundo ou participações especiais em outros produtos da casa que sejam apenas pontuais.

Não sejam marcantes e nem permanentes. Esse é meu brinquedão, meu programa novo e eu vou estar me dedicando com a turma o tempo todo.

Há uma possibilidade de o programa ser fixo?

É uma decisão da casa. Agora estamos mostrando que ele é provocador. Provoca várias reflexões, não tenha dúvidas. Eu acho que a casa vai ter um xadrez para jogar e eu espero que jogue bem.

A temporada é instigante porque faz a gente trabalhar o melhor possível. Como se um dia ele for fixo também vai ser desafiador, porque fazer um programa semanal vai exigir muito da nossa equipe. Ambas situações vão ser muito felizes para mim.

“É um programa popular”

Qual a sua expectativa para esse primeiro programa solo na Globo?

A expectativa é, obviamente, a melhor possível. Quando eu vejo a edição do programa, a sensação que passa é que ele é um programa que acontece em um fluxo onde as pessoas não têm que ‘mastigar’ para entender do que ele é feito.

Ele é um programa que tem um organismo vivo muito óbvio. Ele é um programa popular. Você liga e ele vai fluindo na sua frente. Então se o público disser que é melhor ou não (programa), vai ser uma consequência.

Bastidores do Tá Brincando

Qual foi a sua contribuição para o processo criativo do programa?

Eu tive a licença poética de poder participar de todo o processo. Eu nunca tinha participado dentro da Globo do processo de produção e criação de um produto total. Eu sempre apresentei as pontas dos produtos.

O Vídeo Show, que é um programa de mais de 30 anos. Pegava o Criança Esperança para fazer uma participação. O Amor & Sexo, que eu era o louco que ficava na bancada. Eu nunca participava das cascas anteriores, das esferas anteriores de criação e produção.

O programa vai deixar inscrições abertas para participantes da segunda temporada?

Já estamos deixando isso claro em algumas gravações. Vamos ter uma plataforma preparada para receber as inscrições, tanto dos participantes quanto dos masters. Isso vai estar tudo organizado nas edições do programa.

Inspirações

O programa aborda muito sobre inspiração. Quem é sua inspiração na área da comunicação e apresentação?

É uma mistura que vai do Chacrinha, Fausto, Silvio, Bolinha, pelo Flávio Cavalcante, Luciano, Serginho. Eu vejo nesses colegas e nessas grandes inspirações uma porção de influências que formaram o comunicador que eu sou hoje.

Eu tenho termos de gratidão, especialmente, para o Fausto. Entrei no Fausto como ator de pegadinha, mas eu falei que queria ser repórter. Comecei animando plateia aqui na Globo e hoje eu estou aqui. Isso é demais!

E quais sãos as suas inspirações internacionais?

Acho que tem David Letterman, Jay Leno. O Jimmy Fallon também. Eu acho que é um cara contemporâneo, que brinca, canta, dança e é espontâneo.

Tem um cara chamado Craig Ferguson. Ele é músico também, toca piano e canta. Tem o Steve Harvey também. É ele incrível! Eu adoro ele.

Você acredita que criou uma identidade como apresentador?

Acho que criei, sem querer, um DNA próprio. Acho que quando as pessoas me veem no ar, mude só um pouquinho a cor do cabelo. Mas é o mesmo garoto, o mesmo cara, a mesma essência de tantos anos atrás.

Trajetória de Otaviano Costa

O que passa pela sua cabeça quando você percebe que é titular de um programa?

Amor. Amor a tudo isso aqui. Isso aqui para mim é sagrado. Eu já me emocionei muitas vezes. Eu estou emocionado. Realmente, é uma vida de muitas conquistas, lutas, derrotas e vitórias.

Eu fico muito feliz estar aqui, é um filme que passa pela minha cabeça. Para que ama o que faz, isso aqui é fundamental, é de uma conquista e tanto. Eu estou muito feliz!

Qual a importância do Vídeo Show na sua trajetória como apresentador?

Eu tenho um maior orgulho de ter feito uma escola tão grande junto com o Vídeo Show. Foi uma honra gigantesca fazer parte de um incrível entretenimento. Parece ser um programa pequenininho, mas ele é muito difícil de ser feito.

Esse programa pode ser um trampolim para um projeto maior na sua carreira?

Nós estamos no meu projeto maior. Eu acho que nada pode ser maior do que isso para mim.

Como fica o seu lado ator no meio desse desafio de ser apresentador?

Eu não volto mais para a dramaturgia, não para dramaturgia de novela. Eu vou fazer a Escolinha, vou fazer filme, vou fazer dublagem, como eu fiz em Os Incríveis e Divertidamente. Eu nunca vou deixar de ser ator, mas eu tinha que fazer uma escolha na minha vida.

Aprendendo com o programa

Como você sai dessa experiência de destacar a trajetória de pessoas com idades a partir dos 60 anos?

Eu saio melhor. Eu saio mais feliz, mais leve, mais divertido. Reverenciamos esse tipo de gente. Eles são um ponto de inspiração e transformação. Então a cada momento é um novo cara que surge. Eu saio compartilhando essa inspiração.

Eu tenho na minha família pessoas de 90 anos vivas até hoje. Meu pai, por exemplo, viveu mais de 90 anos.  E maioria sempre foi muito bem-humorada. Acho que eu trouxe esse DNA mais especificamente do meu pai. Eu na minha casa essa fonte da juventude em que eu bebo todo dia, sem querer.

Otaviano no palco do Tá Brincando

você lida com as suas emoções nos episódios do programa?

A minha emoção está mais fora da tela, está nos bastidores. Já chorei algumas vezes, mas não são aqueles choros terríveis em que ficamos feios. São chorinhos gostosos de inspiração, das palavras que eles dizem.

Você participa de algumas atividades radicais. Qual foi o momento mais difícil desse quadro esportivo?

O momento mais difícil é acertar (risos). Essa era uma concepção que o Ricardo já tinha com o Adriano. O que funcionou muito no Amor & Sexo foi o espontâneo, o não saber.

Isso é bom porque gera o riso, a faísca, o choro, o medo. Então eu falei para fazer esse quadro sem saber o que ia acontecer, e eles compraram a briga.

Você é adepto de esportes radicais?

Não sou um cara de adrenalina, mas sou um esportista. Adoro jogar meu tênis, futebol, basquete, vôlei.

Confira nossa vídeo crítica:

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