Vera Fischer fala sobre a presença de digital influencer em Espelho da Vida e afirma sobre retorno:  “Eu precisava voltar”

Publicado há 2 anos
Por Cadu Safner
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A atriz Vera Fischer está prestes a retornar para as novelas em Espelho da Vida, a próxima da seis. A atriz dará vida à Carmo, uma estrela de cinema à moda antiga que é cheia de exigências. Ela é convidada para participar de um filme na pequena cidade de Rosa Branca e não gostará nada da presença de Solange – vivida por Luciana – na produção.

Escrita por Elizabeth Jhin, o folhetim tem direção geral de Pedro Vasconcelos e estreia marcada para o dia 25 de setembro. Em entrevista para o Observatório da Televisão a atriz fala sobre o retorno, relembra trabalhos antigos e faz revelações sobre digital influencers no universo das novelas.

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Fale um pouco sobre a novela?

Ela retrata a volta ao passado. Vamos fazer um filme dos anos 30 dentro da novela, que conta histórias de pessoas que existiram. É uma coisa muito bonita, que é dirigida pelo Pedro Vasconcelos e escrita pela maravilhosa Elisabeth Jhin. Acho que vocês vão gostar muito.

Sua personagem terá um pegada de humor muito forte. Como tem sido essa experiência?

Na verdade a novela começou a ser gravada há mais de dois meses. Eu comecei a gravar faz pouco porque eu entro só no capitulo 7. A história começa a contar desde o inicio uma serie de coisas onde eu ainda não entro.

“A personagem chega abrindo espaço para humor na novela”

Minha chegada é quando o grupo de cinema entra na cidade de Rosa Branca. Eu faço uma estrela de cinema meio às antigas. Ela conhece o médico e descobre que eles estudaram juntos. Então ela começa a inventar doença toda hora para poder chamar ele. Ela se insinua para ele, mas, ele fica tímido porque a mulher dele acabou de morrer.

Vera Fischer (Divulgação/TV Globo)

Aos poucos eles começam a se reconhecer de novo. Vão jantar juntos, começam a ficar mais juntos e eu acho bacana. Ela indaga sobre aquela cidade não ter uma sala de cinema, então ela vai até o prefeito pedir para abrir um cinema na cidade porque ela acha um absurdo não ter cinema na cidade.

Ela faz um discurso muito grande. Ela não quer que a cidade tenha só uma sala de cinema, mas que tenha uma sala para cuidar dos doentes, uma sala de aula. No fundo ela tem boas intensões, ela pede uma conscientização.

“Que historia é essa que quando a gente morre esse corpinho é comido pela terra e acabou?”

Você já viveu um Dejà vu ?

Eu tenho certeza absoluta que em alguns lugares que eu já passei, eu já teria passando antes por lá, mas, como explicar isso? Eu levei muito tempo da minha vida sem saber sobre catecismo.

Viajando muito com teatro você para em livrarias de aeroportos e você compra livros. Recentemente eu comprei muitos livros e livros da Zíbia Gasparetto, sem saber. Comecei a ler e comecei a gostar. É a história do catecismo,  até querer ler o Renan Kardec. Alias, como ele sabia ser moderno. Ele pensar direto com o que eu penso também.

Que historia é essa que quando a gente morre esse corpinho é comido pela terra e acabou? Não. Bacana achar que quando a gente morre nós vamos para um lugar branco. Por que branco? Por que branco é bonito, né? Eu acho assim, não importa a forma, não importa isso ou àquilo. Eu acredito fundamentalmente nisso.

“Na minha cabeça Pedro Vasconcelos ainda era um menino de 15 anos do Riacho Doce”

O que mais te instigou no convite para integrar o elenco da novela?

O Pedro Vasconcelos. Ele me ligou e aconteceu. Na minha cabeça ele ainda era um menino de 15 anos do Riacho Doce. Eu falei: “Meu bom jesus! esse menino virou diretor de núcleo. Eu vou correndo.”

Ele me abraçou e me apertou, uma coisa que diretor de núcleo não faz mais. Todo dia tem abraço, beijo e apertão. Ainda bem que a mulher dele não tem ciúme porque ela é minha amiga.

Como tem sido a relação com o elenco?

Nessa novela tem gente jovem, linda e bacana, eu já virei amiga da Kéfera, por exemplo. Nem todo mundo que tem 20 anos e tem conta no instagram é má atriz. Ela é ótima, e a Estrada é maravilhosa atriz também. Eu acho que tem algumas que não são atrizes, elas tem uma  conta miserável, mas não são atrizes. A gente tem que saber a diferença.

Eu estou me divertindo muito com essa novela, o elenco jovem  são todos maravilhosos. Todos jovens de 20 e 22 anos e eu lá, com 68 anos, eu estou adorando. Tem o outro núcleo da Irene, que é uma alegria só, um respeito. Eu estava precisando voltar nessa alegria e nesse respeito e harmonia de direção, produção e atores, estou muito feliz. Eu fiquei 6 anos sem fazer novela, fiz muito teatro, me ajudou muito esses anos de teatro, me ajudou a improvisar. Se cai uma cadeira eu falo com a cadeira, é tudo improviso. Tudo isso foi me ajudando muito. Eu fiz humor como a Cidinha de Perigosas Peruas e a Ivete de O Clone, que eram muito engraçada. A Carmo tem uma coisa ainda mais engraçada, é uma junção das duas.

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