Márcio Garcia revela ‘brigas’ nos bastidores do Tamanho Família: “Tem arranca-rabo”

Publicado há 2 anos
Por Leandro Lel Lima
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Em esquema de temporadas, o Tamanho Família de Márcio Garcia conquistou não só o público, mas também os excecutivos da Globo e até os críticos de TV por conta do formato apresentado aos domingos, tendo as relações familiares como destaque sem ser apelativo.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Márcio Garcia revelou curiosidades da atração que encerra mais uma temporada. O apresentador afirmou que o programa passou por ajustes e que a atração promove o amor e o respeito entre as famílias.

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Garcia também deixou escapar que vez ou outra rola uma “dr” (discutir a relação) entre os convidados: “As famílias saem dizendo que rolou uma espécie de terapia. Às vezes tem um arranca-rabo, mas sempre positivo”, disse o global.

Confira!

O Tamanho Família está chegando ao fim de mais uma temporada, mas o que mudou no apresentador desde a primeira temporada para hoje?

Os meus cabelos estão mais brancos (risos). Eu sempre me emociono, mas é uma fórmula minha de trabalho, claro que a cada ano que passa e não é nem a cada temporada, mas a cada programa você aprende muito e a minha preocupação é não aparecer, e não me tornar o protagonista da história.

Família

Estou ali para ser o intermediador, o interlocutor. Recebo muito feedback dos meus convidados e o que eles mais gostam no programa, e essa ficha cai só no dia seguinte.

O pessoal sai de lá meio atônito e começa a me mandar mensagens pelo celular, dizendo ‘que maravilha a família’.

Homenagem

Os atores estão acostumados a circular nos programas, em estúdio, mas a família não. E a família no final do programa encara o palco pra fazer uma homenagem.

Vejo muitas situações que a família está desesperada, porque a mãe nunca cantou na vida e vai cantar pra filha, pra plateia, e as pessoas querem amarelar, mas explicamos que se trata de uma brincadeira, porque é muito nervosismo.

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Nervosismo

Eu que sou apresentador, fico um pouco, agora imagina quem não é sabendo que tem que fazer um show para o artista da família para a plateia, que mal ou bem, está julgando a performance, que pode não ser a melhor do mundo, mas vai ser visto, então a cada programa é uma novidade porque a família é diferente.

Mãe do lado

Às vezes eu conheço determinado convidado, mas uma coisa é seu ‘eu’ aqui e outra é com a mãe do lado.

Se eu estiver com a minha mãe do lado, é outro Márcio, já vou me posicionar diferente. Ela vai ficar ‘não fala isso não meu filho’. Mãe é mãe, pode ser do Pelé, do Cristiano Ronaldo, do Neymar.

Talkshow, game show

Costumo dizer que essa é a fórmula e o programa tem que ser despretensioso, não precisa de grandes receitas.

Há quem diga que é um talkshow, game show. Eu digo que é um bate-papo, uma brincadeira porque nós estamos conversando e brincando.

Troféu

O último quadro a princípio valeria ponto, o que eu acho um disparate, porque você não pode colocar uma pessoa que não é cantora pra ser julgada numa competição. No final damos um troféu para as duas famílias.

DR em família

Esse é o grande barato, uma grande marmelada. Nós vamos brincar, conversar e as famílias saem dizendo que rolou uma espécie de terapia, porque como estão na frente de todo mundo, elas saem mais unidas, mas às vezes rola uma “DR”, mas sempre positivo.

Já pensou em fazer ao vivo?

Eu acho que não rola fazer ao vivo, é muito difícil. Primeiro porque saem coisas muito espontâneas, que, às vezes, para o horário não pode ser legal, quer dizer, até é legal porque as pessoas ficam mais soltas.

Arranca-rabo

Depois de uma hora de programa, a pessoa está no sofá e esquece que está com a mãe, o pai, o irmão, e, às vezes, tem um arranca-rabo.

Para não ter essa exposição, nós fazemos gravado porque é mais seguro, mas seria incrível, mas teria que ser exibido às onze da noite.

O final é a cereja do bolo! Nós tínhamos ali na primeira temporada a última brincadeira que a princípio como eu disse, daria pontos, mas pedi pra que tirassem o valor dessa apresentação, pra não sobrecarregar os familiares, e foi uma grande jogada.

Apresentar e cantar?

Eu sou um apresentador, se você disser que eu tenho que cantar a música do Frank Sinatra, vou ficar branco. Esse quadro terminou virando uma homenagem e deu super certo, porque a prova acaba e o programa se encerra e ninguém leva dinheiro.

Pressão e prêmios

Imagina você em casa, com a crise que o país está passando, vendo a Tatá Werneck ganhando cem mil reais. Não é nem justo. Não tem pressão, não tem obrigação.

Homenagem

Às vezes eu jogo com o Felipe [filho] e ele está muito esperto, e essa vibe, esse astral de família, de ter a disputa acirrada, tem que ser levado na brincadeira, mas realmente o momento que mais faz sucesso, é a homenagem que as famílias fazem.

Redes sociais

Leio as redes sociais e tem uma pessoa que me ajuda também. Lógico que na minha rede pessoal a galera dá uma aliviada, porque é só minha, mas te juro, eu já recebi críticas de público e de críticos, e é zero.

Crítica

Nunca li uma crítica negativa sobre o programa.

Foi o único trabalho que eu fiz na minha vida que nunca ouvi críticas. Juro pra você! Eu entro no Gshow, na Globo, no post dos convidados, são quinhentos comentários positivos.

Eu já chorei muito. Algumas pessoas reclamam que choram muito, essa é a única queixa.

Vitória

A maior vitória é da família porque o que nós conseguimos resgatar é muito bacana, e estamos sempre tentando ratificar esse raciocínio de que a família não é a nossa tradicional.

Nós temos uma família tradicional, de pai, mãe e filhos, mas se o cara tem um marido, se a menina tem uma esposa, ou se resolve chamar o cachorro de filho, ou não ter filhos, eu não sou melhor do que ninguém.

Carinho e respeito

Sempre tentamos de alguma forma dar esse recado. O importante é o carinho, o respeito, a cumplicidade, porque, às vezes, você é irmão de alguém com quem não se dá bem.

Família é aquela que você decidiu conviver e vai compartilhar o seu dia a dia. Esse é o maior barato.

Seu último trabalho na televisão foi em Babilônia em 2015.  Pensa em retornar a carreira de ator?

Por enquanto, só apresentador, talvez eu volte ao cinema, estou dirigindo e produzindo e quem sabe eu faça uma participação num filme, baseado no livro de Alexandre Fraga, chamado “Oeste”, que é a história do jogo do bicho, com o Cauã Reymond, protagonista.

O nome do personagem é Rogério, mas pode ser que mude, e eu faço o segundo cara que é o grande adversário dele, outro bicheiro. Eu dirijo um filme chamado Delação, com parceira com a FOX Filmes, mas só será lançando mais pra frente.

Você apresenta um programa aos domingos, que tem uma concorrência muito forte, mas ainda assim, fez muito sucesso diante do grande público. Era algo que você esperava?

Certeza não tínhamos de nada, mas confesso que depois que começamos a testar as provas, ouvir a opinião das pessoas, tivemos um grupo dentro da emissora que analisava o programa.

Três famílias

Tínhamos um formato anterior, que não era tão bacana, tinha uma bancadas, na verdade eram três famílias e não tinha sofá, mas briguei porque não achava o programa orgânico.

A minha ideia sempre foi fazer com que as pessoas de casa pudessem participar um pouco das provas, tentando adivinhar e ninguém tem bancada em casa, o que elas têm é sofá.

Formato

Fomos simplificando o programa sempre com um pouco de medo, porque não temos a bancada, não temos o prêmio em dinheiro, então o que nós temos?

Um bate-papo, uma brincadeira, porque quando jogamos com os nossos familiares, não apostamos com dinheiro na mesa.

Humano

Nós queríamos entrar nesse viés que é o da família, sinto muito, mas não podemos apelar, se apelarmos, estaremos fazendo um jogo que não queremos.

O Tamanho Família nasceu com o conceito humano, verdadeiro.

Longas gravações

Nós estamos desmistificando e para o público é muito interessante ver o ídolo na condição de gente como a gente. Ele deixa de ser o ídolo e se torna família e óbvio nesse bate-papo, gravamos mais ou menos três horas de programa.

Programa leve

Editamos muito, mas nesse tempo de gravação serve para que as pessoas se sintam à vontade, principalmente parentes que não são do ramo. É um formato que simplifica a vida.

O programa tem uma fórmula despretensiosa, leve, onde as famílias estão sempre em primeiro plano. Os convidados ficam despidos de paradigmas das celebridades, e se tornam parentes como qualquer outro.

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