“Acho que faltam Dandaras no mundo”, diz Jeniffer Dias sobre personagem militante em Malhação

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Em Malhação: Vidas Brasileiras, Dandara chegou com tudo. A personagem, interpretada por Jeniffer Dias, é filha do diretor do colégio Sapiência, Marcelo (Bukassa Kabengele). Em entrevista com a atriz, ela conta como foi a chegada ao elenco.

E revela como é a relação da personagem com pai, já que os dois terão fortes embates devido ao não posicionamento dele em questões que ela considera de extrema importância. Confira o bate papo com Jeniffer.

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Conta um pouco sobre a chegada da Dandara?

A Dandara é filha do diretor Marcelo. Ela chega de um intercâmbio no Canadá. É super ativista, defensora de várias causas, não aceita qualquer coisa, ela bate de frente mesmo, então ela está chegando causando.

Vai ter uma eleição do grêmio, como é que vai ser?

Exatamente, vai rolar uma eleição do grêmio estudantil da escola. Quem vão participar são a Dandara, o Hugo e a Fabiana.

Ela vai ter envolvimento com algum dos meninos?

Eu não sei se posso falar, eu acho que vai ter um envolvimento com o Hugo. Primeiro de briga, eles vão bater de frente porque as opiniões são muito diferentes. Mas depois eu acho que eles vão acabar se envolvendo.

Jeniffer Dias fala sobre relação de Dandara e Marcelo

Mas ela acredita nesse garoto, porque ele já tem um histórico, né?

Esse garoto é um embuste! É um boy lixo como as pessoas dizem, mas eu acho que ele vai acabar ficando legal e ela vai se envolver. Vai acabar se deixando levar por ele.

Como é a relação dela com o pai?

Ela bate de frente com ele. Apesar de ela amar esse pai, ela acha que esse pai deveria se posicionar mais. Ela acredita que o pai deveria ser um Martin Luther King, um Lázaro Ramos da vida, só que não. Ele fica ali naquela sala de direção, não faz mais nada, não escuta ninguém, só fica ali ouvindo conselhos, e ela bate de frente com ele por isso. Porque ela acha que o pai tem o poder nas mãos e não se posiciona, mas independente disso eles se ama.

Ela vai se envolver com o Hugo e eles são muito diferentes, eles começam com uma briga. Essa coisa de gato e rato que a gente vê na TV, você acha que na verdade reproduz a vida?

Eu acho que é mais ou menos isso. A gente briga com quem a gente gosta e eu acho que o que vai acontecer aqui é mais ou menos isso.

Ativismo

Você falou que ela é muito ativista e tem os ideais dela, o pessoal da escola tem simpatia por essas ideias dela?

Algumas pessoas sim, tipo a Talíssia, a Maria Alice, mas os meninos em geral zoam muito a Dandara, porque ela não deixa passar nada, ela não leva nada para casa. Então tem gente que gosta e tem gente não que gosta, assim como é na vida.

O fato dela ser filha do diretor cria algum conflito ou um bullying por causa disso?

Acho que não, nesse primeiro momento não.

Você acha que o mundo está em falta de pessoas iguais a ela, que retruquem tudo que as pessoas falam?

Eu acho que faltam Dandaras no mundo, no sentido de pessoas que se posicionarem mais. A Dandara é muito pavio curto, às vezes ela extrapola um pouco, porque ela é muito nova também. Eu acho que falta sim nesse sentido de se posicionar, de se defender, de abrir a boca para o mundo, de falar o que pensa e não levar desaforo para casa.

Juventude

Você acha que essa explosão dela, além de ser pelo fato de ela ser nova, é um reflexo dessa juventude mais militante que está por aí?

Com certeza! Eu acho que as meninas estão muito mais conscientes e eu acho importantíssimo ter a Dandara aqui falando para esse monte de gente, de ter essa voz, eu acho que é a primeira vez em malhação que eles abrem espaço para a gente falar o que acredita, o que precisa ser mudado.

Como é a Jeniffer nessa questão política, você se posiciona?

Na vida eu sou super ativista, a gente tem isso em comum. Eu tenho um projeto chamado projeto 111, que é um sarau de resistência cultural, sou eu e mais duas amigas, a Lorena e a Luiza, a gente diz que a arte deve ser respeitada e valorizada.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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