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Pâmela Tomé aposta na união de Jane com a sogra em Orgulho e Paixão: “Acho que elas vão ficar amigas no final”

Pamela Tomé
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Jane (Pâmela Tomé) carrega um grande fardo em Orgulho e Paixão: a sogra Julieta. A amarga Rainha do Café, vivida por Gabriela Duarte, já deixou claro que não aceita o romance da mocinha com o seu filho Camilo (Maurício Destri) e vive arrumando empecilhos para impedir a felicidade do casal. Uma de suas maiores crueldades, sem dúvidas, foi contratar um falso padre para celebrar a união dos jovens enamorados.

Mas, apesar de todas as dificuldades, a mais velha das irmãs Benedito segue lutando para ficar com seu grande amor. Com o Observatório da Televisão, a atriz Pâmela Tomé conversou sobre a personalidade de Jane, que em meio a tantos furações consegue se manter meiga. “O que mais me encanta é essa bondade dela, o coração puro.”

Pâmela também falou sobre a decisão que sua personagem teve de ir trabalhar como lavadeira para ajudar no sustento da casa, a reta final da novela, preconceito e muito mais. Confira entrevista na íntegra a seguir:

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Está sendo difícil cuidar desse cabelo loirão da Jane?

Eu estou adorando ficar loira. Eu tinha ficado loira aos 13 anos de idade, bem coisa de adolescente querendo mudar o cabelo. Eu fiquei platinada, depois voltei para a minha cor natural. Quando eu cortei o meu cabelo curtinho, eu estou de mega hair, e pintei, eu gostei e quero manter esse loiro por um tempo. Eu quero terminar (a novela), tirar o cabelão e ficar com o meu cabelo curtindo loiro.

A atriz revela que dobrou a atenção com suas madeixas

Dá um trabalho, são muitos cuidados, tem toda a tintura para o personagem, tem uma cor muito específica. Não é um loiro muito platinado, é um loiro dourado para poder parecer natural. Eu sempre fui ligada nessa coisa de beleza, cabelo, mas dessa vez eu estou muito bonitinha cuidando do cabelo. Eu faço tratamento para não estragar, estou toda hora no salão. Então assim, requer muita atenção o cabelo loiro.

E como os seus fãs estão acompanhando essas mudanças no visual desde Malhação: Seu Lugar no Mundo?

É impressionante! Porque a Alina marcou bastante, todo mundo fala. Quando eu comecei (a novela) todo mundo falava: ‘aí, que saudade da Alina’. E foi realmente um papel muito especial para mim, eu tive a oportunidade de brincar em vários setores. Eu fiz um pouquinho de comédia, fiz a boazinha, fiz a vilã na mesma personagem. E os fãs de Malhação são muito fiéis, todos os fã-clubes que me seguiam na época de Malhação estão comigo até hoje. Eles compraram a Jane, outras pessoas surgiram com a Jane. Isso é muito legal!

Jane (Pamela Tome) e Camilo (Mauricio Destri) de Orgulho e Paixao
Jane (Pâmela Tomé) e Camilo (Maurício Destri) de Orgulho e Paixão (Divulgação/TV Globo)

A atriz revela encanto pela personagem e afirma que Jane é um dos seus maiores presentes na carreira

Como é Jane para você?

A Jane é um presente! Eu me encantei por ela quando li (a sinopse), ela tem um coração puro, é uma menina muito bondosa, não vê maldade nas pessoas e fala de amor. A Jane é uma pessoa muito romântica.

Eu acho que no mundo que estamos vivendo hoje, no caos que está, é muito legal você poder levar um pouquinho de amor e alegria para as pessoas, mostrar que ainda tem como acreditar nas pessoas e nas coisas. A Jane, para mim, representa um pouco isso, no acreditar no ser humano, no acreditar no amor, dar uma nova chance, tentar fazer o bem. Foi o maior presente, ela é um doce. Quando eu li a Jane eu me encantei e o que mais me encanta é essa bondade dela, o coração puro. Eu me surpreendo quando leio as cenas, eu falo: ‘meu Deus, eu achei que ela ia fazer isso’.

Ela perdoa, chora, sofre, se resguarda, ela é muito sensata. Como atriz, é um desafio muito grande a Jane porque ela é completamente diferente de mim. Eu sou mais expansiva, extravagante, com tatuagem, enfim. E ela é a típica mulher da época, onde o sonho dela é casar, ter filhos, fazer comida, esperar o marido. Isso é lindo, é lindo! Minha tia no Sul tem essa vida. Então é legal poder contar essa história, essa transformação dessas meninas que vão descobrindo que podem também tomar a frente da sua vida.

Pâmela não revela o próximos rumos de da personagem mas faz suas apostas

A Jane perdoará Julieta ao saber que seu casamento com o Camilo é inválido?

Eu já li algumas coisas, só que eu não posso contar ainda. Eu acredito que ela vai perdoar, mas eu acho que tem que ter um ponto final nisso porque a Jane me surpreende também. Ela é muito sensata e está se tornando uma mulher de verdade, madura. Então eu acho que ela faz as pessoas entenderem a força dela por outros caminhos. Ela mostrou que ia dar um voto de confiança para a Julieta quando ela incentivou o Camilo a ficar amigo dela. Não é um simples: ‘eu te perdoo’.  É por outras vias. Então eu acho que a Julieta tem que pagar um pouquinho pelo o que fez. Eu acho que elas vão ficar amigas no final.

Pelo menos, a sogra foi boa ao contar que o Camilo estava trabalhando como lutador em um galpão clandestino, né?

Isso foi ótimo porque foi uma mudança para a Julieta também. Só que ela não contou tudo. E o que eu mais leio no Twitter é isso: ‘o que vai acontecer quando descobrirem o casamento? ’. Eu não posso contar, mas é coisa boa.

Em Segundo Sol uma personagem, assim como a Jane, escondeu para o marido que estava trabalhando. Como é para você saber que ainda existem mulheres que não têm essa autonomia?

Eu acho que na história da Jane e do Camilo não teve tanto peso com o fato da mentira, porque ele estava mentindo muito mais para ela. Então o sujo não pode falar do mal lavado. Não é nem por questão de defender, mas eu achei a mentirinha dela tão pura porque era para colocar comida dentro de casa, era para ajudar o marido, e lavando roupa. Na cabeça da Jane mulher ainda não podia trabalhar, ela está entendendo isso agora.

“Quando falam de feminismo, eu vejo a Jane em transformação”, explica a atriz

A gente não chegou ainda no voto da mulher. Ela está ainda descobrindo que a mulher pode fazer as coisas, ela está desabrochando. Ela descobriu que pode colocar uma comida em casa, que pode pagar o aluguel, mas ao mesmo tempo ela não queria que ele se sentisse diminuído como o homem da casa. Porque naquela época era assim, o homem era quem sustentava, quem fazia tudo.

Ofélia ( Vera Holtz ) e as filhas: Elisabeta (Nathalia Dill); Jane (Pamela Tomé); Cecília (Anaju Dorigon); Lídia (Bruna Griphão) e Mariana (Chandelly Braz) em Orgulho e Paixão
Ofélia ( Vera Holtz ) e as filhas: Elisabeta (Nathalia Dill); Jane (Pamela Tomé); Cecília (Anaju Dorigon); Lídia (Bruna Griphão) e Mariana (Chandelly Braz) em Orgulho e Paixão (Divulgação/ TV Globo)

Muitas histórias já saíram sobre a Jane. Uma delas dizia que ela iria ganhar muito dinheiro ao longo da trama. Existe essa possibilidade?

Eu não li nada sobre isso ainda, mas pode ser que venha alguma coisa nos próximos capítulos.

Pâmela revela sobre seus trabalhos antes da fama

Como você analisa essa luta da mulher para ter o direito de trabalhar?

Isso para mim é a coisa mais normal. Minha mãe é o meu maior exemplo de mulher. Meus pais são separados desde quando eu era pequena, e minha mãe trabalhou com tudo que você imaginar para me sustentar. Minha mãe trabalhou de camareira, fez faxina, fez tudo. E eu, graças a Deus, cresci com essa visão de mulher. Eu estou aqui, sou atriz, mas se eu precisar um dia, eu vou trabalhar. Já trabalhei como vendedora, dei aula de informática para me virar, já tive blog de moda para ganhar um dinheirinho extra. Eu acho isso a coisa mais normal. E acho que as mulheres têm poder que elas quiserem para fazerem o que quiserem.

A novela também fala de preconceito. Você já passou por isso na sua profissão por ser bonita?

Eu já tive perguntas assim bem no comecinho da minha carreira, quando comecei em Malhação. Eu lembro que uma repórter perguntou se a minha beleza tinha me ajudado a conquistado o papel. E eu respondi para ele, e continuo achando a mesma coisa: ‘a beleza é um bônus, mas não é o que diz se você é uma boa atriz. É o seu talento’. Mas eu acho que no Brasil as pessoas ainda têm esse preconceito com a mulher bonita, não dá para fugir dele. Mas isso não é uma coisa que me incomoda. Eu não ligo para essas besteiras, eu acho muito pequeno. Eu quero trabalhar, fazer o que amo: atuar, emocionar as pessoas, contar histórias.

E preconceito com relação aos trabalhos que sua mãe já desenvolveu?

Em relação ao trabalho da minha mãe eu nunca sofri preconceito nenhum. Ao contrário, as pessoas sempre acharam a nossa história muito bonita. Sempre deram muito valor para isso. Eu já dei várias matérias contando um pouco da gente. Ela é muito presente, mora comigo, então toda matéria eu uso minha mãe porque, realmente, ela é um exemplo. Inclusive, saiu uma matéria em que eu digo que pego inspiração da minha mãe para fazer a garra da Jane.

“Maior desafio até agora”, revelou a atriz

É difícil dar vida a uma personagem tão meiga e boa como a Jane?

É um desafio muito grande. Foram um dos maiores desafios que eu peguei até agora. Agora a gente já está na metade da novela e tudo já se torna mais fácil porque você já entendeu o personagem. Mas no começo quando eu lia, eu via que tinha que me colocar num lugar completamente diferente de mim. É bom! Acho ótimo, eu gosto de desafios. A Vera Holtz brinca muito comigo porque um pouquinho antes da cena eu começo a ficar concentrada, quietinha, e ela fala: ‘está recebendo. Está chegando. Está chamando a bondade’ (risos). E é meio lúdico. A nossa história tem essa coisa lúdica. Agora a gente vai ter um musical, um monte de coisa acontecendo.

Quando o assunto são as diferenças entre atriz e personagem, Pâmela afirma que é mais direta para resolver os problemas

O que a Jane já fez na trama que a Pâmela faria completamente diferente?

Normalmente, esses rompantes de sofrimento em que ela foge ao invés de enfrentar. Eu sou ao contrário, eu enfrento. No sarau, por exemplo, ele (Camilo) falou tudo aquilo e ela sai chorando desesperada. Não! Eu ia questionar porque ele estava me falando tudo aquilo, o que aconteceu. A Jane tem uns tempos muito largos. Agora ela descobre que o Camilo está lutando e coloca ele para fora de casa. Isso é legal porque ele fica sofrendo de um lado e ela do outro. Aí os dois vão remoendo, entendendo, até que se encontram. Eu acho lindo isso, é um outro tempo, mas eu não tenho esse tempo. Eu vou atrás e resolvo a coisa (risos).

Pâmela Tomé
Pâmela Tomé (Divulgação/ TV Globo)

O público gosta bastante do casal Jane e Camilo. Te surpreendeu esse carinho?

É muito bonitinho. Desde o começo, o público entendeu muito a Jane. Isso foi muito maneiro porque a galera entendeu o romantismo dela, os tempos dela e compraram isso. Eu fiquei muito surpresa, inclusive, porque a Jane sempre foi na falta de palavras. É muito legal você ver o público entendendo o que está se passando, lutando e querendo que dê certo. Todo mundo fala que quer ver a Jane sendo amiga da Julieta, e que o Camilo e a Jane fiquem juntos sem nada para atrapalhar.

Isso me deu muita vontade de continuar, porque novela é uma aposta. A gente começa uma novela e não sabe se vai fazer sucesso. A gente começa uma novela com uma intuição. Com uma construção minha, pessoal, com a construção do diretor, com o que vem no meu texto. É um tiro no escuro. E quando você vê as pessoas entendendo, você vai ganhando mais forças e coragem para fazer. Você vai acreditando mais no que está fazendo.

Você acredita no amor à primeira vista que une a Jane e o Camilo?

Eu acredito muito. Não encontrei ainda o meu, mas acredito muito (risos).

A Jane é conhecida pelas obras da Jane Austen. O que você sentiu ao saber que iria dar vida a uma personagem que já tem uma relação com público?

Eu acho que essa é uma das partes mais complicadas porque, às vezes, as pessoas não estão tão abertas a ver. É livremente inspirada. O texto é outro. A gente teve cenas no começo que eram exatamente iguais aos livros. Inclusive, tinham os textos parecidos, que são as pecinhas que vão mudando a história.

“Eu gosto dessa fidelidade. Eu li o livro, vi algumas cenas dos filmes, achei lindas, e eu não quis me apegar mais.”

Eu apaguei tudo e falei que ia fazer a minha Jane. Eu leio comentários de pessoas que dizem que eu estou fiel ao papel. Isso é muito doido porque foi total na intuição. Eu peguei as características principais e coloquei outras coisas, mas existia já um caminho. Ela é a mais romântica, a sensata, a mais silenciosa também, a que acredita no amor. O sonho da vida dela é casar, ter filho.

Isso já me alimentava para um caminho. Eu acho que no começo existia uma pressão, mas a gente foi conquistando (o público). Eu não senti muita pressão, sou muito desencanada com essas coisas. Acho que essa é uma das minhas qualidades que mais funcionam para eu trabalhar no que eu trabalho.

Você já conhecia o trabalho da Jane Austen?

Eu sou fã da Jane Austen. Eu amo o texto, o jeito que ela conta, amo tudo. Então eu peguei uma guia e fui na minha intuição. Eu acredito na intuição. Às vezes você programa uma cena, chega aqui e não é nada daquilo, termina fazendo uma outra coisa, e funciona.

Uma das características da Jane é a vestimenta azul. Como está sendo ter essa cor no seu dia a dia? Já enjoou?

Ele está bem mais presente agora (risos). Eu comecei a olhar mais para o azul e também a fugir um pouco. O figurino é todo azul, tem vários tons. Também tem tons que eu estou descobrindo. Eu acho incrível o nosso figurino. No começo o figurino era o que mais me ajudava a entrar no personagem e o cabelo. A caracterização é incrível. É a minha primeira novela de época, é diferente. Até se acostumar com a maneira de falar, a maneira de se comportar, o sentar, não encostar, coluna reta, você se sente um pouquinho ET, uma coisa estranha. Então o figurino me ajudava quando eu o colocava.

Faltam três meses para Orgulho e Paixão acabar. Você sentiu que a novela foi rápida demais?

Eu estou meio desesperada com isso. Já estou com saudade, triste. Eu recebi o capítulo 109! Quando você começa a fazer uma novela, faz um monte de amizade, ganha um monte de pessoas novas na sua vida. Em Malhação eu sofri muito quando terminou porque fiquei tipo: ‘meu Deus, cadê aquelas pessoas? Cadê o Lucas? ’.

Porque é muito intenso. A gente passa, sei lá, 12 horas por dia aqui (Projac) com as mesmas pessoas. No fim de semana sai com as mesmas pessoas, que são seus amigos. Eu coloquei, desde o começo, que tenho que aproveitar cada segundo porque faltam seis meses, daqui a pouquinho um e depois não tem mais. Aí vem outro projeto e começa tudo de novo. Eu comecei a enxergar como um projeto que tem início, meio e fim.

Pâmela fala sobre a dificuldade de se despedir de um personagem

É difícil se desapegar da personagem?

Acho que é o mais difícil é dar adeus ao personagem. Eu tenho coisas da Alina em casa, da Paty de Sol Nascente. Eu vou guardando.

Já sabe o que vai querer da Jane?

Eu vou querer alguma coisa azul (risos). Tenho uma saia que é xodó. O aventualzinho também era uma boa para guardar. Eu lembro que o casamento da Alina com o Uodson foi muito especial para mim. Eu guardei a aliança deles, e tenho um anel da sorte que elegi. No começo da novela eu peguei um anel e fiquei com ele em todas as cenas. Não fazia nenhuma cena sem o anel, eu me sentia nua. Aí no final da novela a figurinista, a Sabrina, me deu. Da Paty eu peguei uns colares. Ela era bem rock and roll.

**Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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