Em O Tempo Não Para, João Baldasserini será o vilão Emílio: “Ele age só no interesse”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Advogado, mau-caráter, ambicioso e calculista. Esse é Emílio, personagem do João Baldasserini em O Tempo Não Para – nova novela das 19h da Globo que estreia dia 31 de julho. Na trama escrita por Mario Teixeira, o rapaz não medirá esforços para conquistar seus objetivos. Um deles será roubar a fortuna de Dom Sabino.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, João falou um pouco sobre as artimanhas do vilão. “Ele só tem interesse. No sentimento dele nada é real”, garantiu. Confira mais detalhes do personagem a seguir:

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Como será o seu personagem?

O Emílio é um advogado. Tenho total certeza de que é o grande vilão da trama. É um personagem novo que eu venho trabalhando, acho que é um desafio. Um personagem bem vilão, mau-caráter, bem do mal. Ambicioso, oportunista e pensa nele, pensa em dar golpes. Eu acho que ele age só no interesse,

“As atitudes dele são baseadas em mentiras”, explicou o ator

Não é um cara que demonstra muita soledade, sentimentos, emoções. É um personagem mais duro, mais frio. Nesse momento das gravações, eu ainda estou descobrindo, tentando achar o melhor momento para colocar algum tipo de graça nele, se é que é possível.

O que mais te encantou nessa trama do Mario Teixeira? Parece que o seu personagem será preconceituoso. É isso?

A novela é ótima! Ela tem uma crítica social incrível porque se inicia no século passado e depois, quando atualiza, se percebe que ainda vivemos no passado. E eu acho que ela é nova, diferente e traz um humor muito gostoso. É muito legal de ler a novela.

Em relação ao meu personagem ter esse lado preconceituoso, racista, eu acho que o povo pode não gostar muito de mim nessa novela (risos). Mas faz parte, eu estou feliz.

O ator revela que seu personagem vai se envolver com Marocas

O Emílio também vai ser um homem mulherengo, né?

Totalmente! Como eu disse, ele só tem interesse. No sentimento dele nada é real. Mas, eu acho que a graça e o que pode surpreender é justamente é isso. Ele se envolve com a mocinha num certo momento. Eu espero que esse ser humano, o Emílio, consiga pôr para fora o coração dele. Ia ser bonito. Acho que aí pode ter uma catarse, uma mudança. Espero que ele se torne um cara melhor na vida. Eu acho que o espectador tem que se identificar com os erros, mas, melhor ainda, se identificar com os acertos, com a superação.

Assim como seus outros personagens, você acredita que o Emílio vai cair no gosto popular?

Esse é o desafio. Acho que esse personagem é bem mais maldoso, ruim, premeditado. Ele não erra porque foi sem querer. O Emílio é calculista. E, justamente, o desafio é tentar achar nele a curva, aonde ele pode cativar e mostrar que é uma boa pessoa.

“Ele quer poder”

O Emílio vai bater de frente com um dos congelados, o Dom Sabino (Edson Celulari). Como serão esses embates?

Ele vai trabalhar com o Dom Sabino. Ele quer o dinheiro do Dom Sabino, o poder, pegar para ele o máximo que puder. Então, ele se aproxima também da Marocas (Juliana Paiva) por interesse. E eu acho que justamente aí pode surgir o lado sensível, na hora que ele se envolve com a Marocas.

Acho que ali ele se depara com uma coisa que, talvez, não saiba como expressar. Talvez, ele fique: ‘como assim eu estou gostando de alguém? ’. Uma coisa parecida com o que o Beto, de Haja Coração, teve. Foi um personagem que teve dificuldade de assumir que estava gostando de uma pessoa.

João Baldasserini afirma que antigamente a relação entre as pessoas era mais pura

O Tempo Não Para fala também das décadas passadas e da evolução da sociedade. Você sente falta de um período?

Eu sou de 84, então na década de 80 eu era muito criancinha. A década de 90 é pura nostalgia. Eu era uma criança no interior, crescendo. Eu sinto nostalgia, eu gosto da época em que ainda a sociedade tinha uma outra relação com a informação. A relação com as pessoas era mais pura. Acho que a rede social, tanta tecnologia, afastou muito a gente da gente mesmo.

Você se considera uma pessoa contemporânea ou nostálgica?

Eu acho que sou mais nostálgica. Eu não sou total ligado as redes sociais, eu sou muito devagar. Não manjo de tecnologia. Meu irmão entende de tudo que está saindo na moda. Então, eu sou meio retrozão, gosto de uma coisa mais clássica.

“Não manjo de tecnologia”, afirma o ator sobre a vida contemporânea

E o que mais te tira do sério atualmente?

Acho que é essa obrigação de estar dentro da moda. É preciso ter seguidor? Assim, tudo bem que eu trabalho como uma pessoa pública, com imagem, mas é na televisão. Eu sei que a rede social é importante para atrair o público, mas eu gosto de ser e de me mostrar igual. Ter 1.500 seguidores faz a pessoa ver que eu sou igual a ela. Eu também tive 1.500 seguidores, não ligo para ter 30 milhões de seguidores.

Como você lida com os haters?

Eu ignoro. Acho que a melhor resposta para essas pessoas é o silêncio. Tem que gente que manda mensagem tentando chamar atenção para, apenas, você dar atenção para ela. Então, ela briga, xinga, fala e dar uma opinião. E aí ela espera o quê? Que você vá lá se defender.

Se eu vejo que o que ela falou é real e verdadeiro, eu posso até ir lá. Mas se ela está falando uma besteira, que eu não me identifico com aquela informação, eu fico quietinho na minha.

O ator fala de dedicação em seus trabalhos, ” Se é para ser mal, eu vou fazer o máximo possível para ser bem mal”

Novela das 19h tem um público familiar muito forte. Como seu personagem vai ser um mau-caráter, você está preparado para levar bolsadas das vovozinhas na rua?

Eu acho que com esse personagem é bem propício mesmo que isso aconteça, mas eu gosto. Se é para ser mal, eu vou fazer o máximo possível para ser bem mal. Eu quero fazer bem feito.

Você se sente privilegiado por construir uma carreira de sucesso em um país que não valoriza a arte?

Com certeza! Eu tenho muito orgulho da minha história. Lembro que a primeira vez em que entrei em cena eu não sabia atuar. Não era uma coisa que eu tinha facilidade. Não, eu não sabia atuar. Eu não tinha a mínima noção de como fazia isso quando fiz teatro pela primeira vez. Eu reconheço que foi uma coisa que aprendi e fui melhorando. Eu gosto da minha trajetória. Acho legal e bonito o fato de eu vir do início mesmo, de começar em escolas, depois trabalhando em eventos, animação.

Eu super respeitava isso porque era o que eu tinha naquele momento. Não achava: ‘eu quero chegar lá’. Não, eu queria estar ali. Acho que isso fez com que as coisas fossem acontecendo naturalmente. Eu tive grandes oportunidades de trabalho e que bom que consegui corresponder a eles. Eu estou aqui hoje, mais uma vez, feliz.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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