“Amo meu namorado e gostaria que a relação sobrevivesse a essa exposição”, diz Hugo Bonemer

Publicado há 2 anos
Por Leandro Lel Lima
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Ator, dublador e músico. Hugo Bonemer tem o seu talento reconhecido nos palcos por conta de seus personagens, a maioria com destaque em musicais. Agora, ele marca presença no Canal Like, da Claro e Net, como apresentador.

Como ator coleciona participações em tramas da Globo, em especial de Malhação, 2013, da qual sente saudades da convivência com os colegas e da trama, onde deu vida ao vilão Martin. Hugo também esteve em A Lei do Amor e Alto Astral.

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Na TV paga integrou o elenco das séries Natália, Canal Universal, Os homens são de marte e é pra lá que eu vou, Os Canalhas, no GNT, Preamar, O Negócio e mais recentemente em A Vida Secreta dos Casais, na HBO, como o vilão Erick.

Em entrevista exclusiva ao Observatório da Televisão, Bonemer conta detalhes do seu mais novo trabalho nas telinhas,  discorda da categoria “melhores atores”: “Existem aqueles que emocionam a gente. E são muitos”. E fala também sobre o seu namoro com o ator Conrado Helt, com quem contracenou no musical Yank!: “Amo muito o meu namorado e gostaria que a relação sobrevivesse a essa exposição”.

Confira:

Como está sendo essa experiência de apresentar dicas de cultura no canal Like?

É um exercício de escuta, me sinto de volta à sala de aula. É muito gostoso.

Qual seu gênero preferido de filmes e séries? Comédia, terror, documentários, drama ou suspense?

Gosto de um pouco de tudo. Terror é o que eu vejo menos. Tenho medo (risos). Não gosto de ficar levando susto, não. Gosto do terror emocional, do diretor Guilherme del Toro. É o terror que eu assimilo melhor, tem um lugar humano e emocional muito potente.

Você e a Maytê Piragibe participam da criação de pautas? Dão ideias?

Eu costumo dar ideias para os roteiristas pedindo dicas de programas que eu gosto. Eles não se importam que eu dê opiniões pessoais ou mude o texto. Eu preciso ter muita propriedade do que estou dizendo como indicar um episódio específico de uma série, os personagens.

Além de estúdio, vocês também cobrem eventos ligados ao cinema. Como tem sido a experiência?

Eu fui cobrir o Festival de Cinema Francês Varilux, entrevistei alguns atores e o cinematógrafo, Vittorio Storaro, um poço de sabedoria. Me sinto trocando experiências, minha vida no Like está muito enriquecedora.

Tem algum filme ou série que tenha marcado sua vida? 

Angels in America [premiada produção da HBO, produzida em 2003, que aborda a Aids e a homossexualidade contando com as participações de Al Pacino, Meryl Streep, Emma Thompson, entre outros.]. Uma história incrível com atuações excelentes.

Melhor atriz, ator?

Não existem melhores atores ou atrizes. Existem aqueles que emocionam a gente. E são muitos. Isso é uma bobeira.

Tenho muita saudade de Malhação. Foi um ano gravando, sinto saudades, foi muito gostoso, foi bem diferente.

Como estão os preparativos pra segunda temporada de A Vida Secreta dos Casais, da HBO? Seu personagem se envolverá em mais polêmicas? Na primeira ele foi preso por pedofilia, além de cometer outros crimes. 

Foi muito grave o que ele fez. É o pior vilão que eu já fiz, na verdade o primeiro. Na segunda temporada vou seguir fazendo muitas maldades. Saí chorando muito depois de gravar a cena. Foi muito pesado, sai pedindo desculpas para todas as mulheres que passavam na minha frente.

Interpretar um ídolo não deve ser uma tarefa fácil, mas você é um dos atores mais requisitados para musicais. Como foi interpretar o Senna? Qual fase da carreira dele mais te marcou? Se recorda de algum comentário da família do Senna sobre a peça, sua interpretação, um conselho deles ou uma reação de emoção, por exemplo?

Esse foi o trabalho mais bonito e difícil que eu já fiz. Pela primeira vez eu não precisei contar quem ele é, e o público já vem amando esse alguém em cena. Na primeira cena as pessoas já estavam emocionadas. A mãe, a irmã e a sobrinha dele ficam muito emocionadas.

Novos projetos para o teatro?

Yank! deve voltar em novembro no Rio de Janeiro. Senna tem uma versão para o cinema, deve passar em streaming. Em junho tem a reestreia de Frame, fiz com o Daniel Rocha. Fizemos uma turnê por algumas capitais.  É um espetáculo que fala da preguiça de conviver, as pessoas vão levar pra casa uma reflexão sobre o momento em que a gente vive.

Como a arte pode contribuir para conscientizar as pessoas sobre seus direitos, deveres e acima de tudo a conquista pelo respeito de uma sociedade independente de suas escolhas, atribuições, desejos e orientações?

A arte é um espelho pra sociedade se ver. Algumas vezes, dentro do possível, propõe soluções, uma função mais da política do que da arte.  A arte promove questionamentos. A arte pode ajudar fazendo o papel dela, quando ela se permite acontecer. Pode existir o entretenimento com proposta artística.  A arte é ligada a todo tipo de pensamento filosófico e religioso.  Tá todo mundo querendo viver em paz. A gente que complica tentando dar nome as coisas e atrapalha tudo.

A imprensa passou a te “vigiar’ mais de uns dias pra cá. Isso te incomoda? Acredita que essa “curiosidade” deve passar? 

Eu nunca tinha tido um relacionamento público, é tudo muito novo pra mim. Ainda estou descobrindo como vai ser. Gostaria muito que, independente do que aconteça, meu relacionamento durasse.  Amo muito o meu namorado e gostaria que a relação sobrevivesse a essa exposição.

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