“A novela vai pegar o público de forma surpreendente”, afirma Igor Rickli, protagonista de Apocalipse

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Na nova novela da RecordTV, Apocalipse, Igor Rickli vive o protagonista Benjamim. O rapaz ateu, que será apaixonado por Zoe, personagem de Juliana Knust, viverá um grande conflito de ideias com a moça, que é bastante religiosa. Gênio dos computadores, o personagem segundo o ator é alegre e solar. Em conversa com nossa reportagem, ele deu sua opinião sobre o tema da novela escrita por Vivian de Oliveira, responsável pelo sucesso de Os Dez Mandamentos. Confira:

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O que você está achando do tema da novela Apocalipse?

É uma sacada muito legal essa novela acontecer nos dias de hoje porque quero falar sobre esse tema na minha vida pessoal também. Acho importante a gente reaprender a conviver. Nós desaprendemos, pelo excesso de pessoas, pelo caos, e acho interessante pensar sobre como vai ser o futuro. Na trama, estamos falando do fim, mas como vai ser o começo que vai acontecer depois do fim? Eu quero preparar esse novo começo para o meu filho. Tento fazer o melhor para ele e ensiná-lo como se portar em relação às pessoas, com respeito, amor, cuidado,  que são coisas primordiais que foram esquecidas.

Você acredita que hoje já estamos vivendo isso?

Se é literalmente o apocalipse da Bíblia eu não sei, mas vivemos uma grande transição que nos exige muita força. No Brasil somos muito sortudos e não percebemos, mas existem outras desgraças acontecendo por aí. A gente reclama, só que aqui ainda estamos legais, mas se vamos para a Síria, vemos de verdade o que é o fim do mundo. O fim do mundo já está acontecendo mas não nos damos conta. Quando a água bater nos nossos pés, vamos sacar. Rezo e espero que não precise acontecer uma mudança tão drástica, mas o mundo é assim, e está acontecendo uma transição. Transições fazem bagunça, sujeira.

Você estava em O Rico e Lázaro, também como protagonista. O convite para Apocalipse sedutor a ponto de você não ter nem um descanso?

Foi. Na verdade eu recebi convites de outros lugares, e outros trabalhos como apresentar um programa, coisa que me fascina muito, e me deu muita vontade, mas quando veio o convite para entrar em Apocalipse, eu não pude resistir, pela relação que criei com a Record, porque sou muito feliz aqui. Fiquei triste quando pensei que não iria continuar aqui porque é um lugar que criei afeto. Quando rolou essa oportunidade de continuar para mim foi muito bom.

É uma grande produção não é?

Isso mesmo. A novela vai pegar o público de forma surpreendente. As pessoas adoram catástrofes (risos). As pessoas não gostam de maldade, mas catástrofes elas curtem. A novela vai ter um apelativo bem forte.

A irmã do seu personagem, Benjamin, vai traí-lo não é?

O Anticristo não é mole. Ele vai seduzindo as pessoas e corrompendo-as. O legal é que graças a Deus o Benjamim não cai nessa. Essa integridade dele é a melhor parte de tudo. Ele pode ter erros dele no começo, mas ele não é corrompido, acredita no que é certo.

Você é acha que o mal é sedutor?

O mal é extremamente sedutor. Não acredito só que a energia positiva é boa e a negativa é ruim, são complementares. A gente tem que aprender a equalizar isso.

O Benjamim é ateu. Você é religioso?

Eu tenho a minha própria religião. Sou espiritualizado, gosto de Deus, estar em contato com algo divino. Minha religião é o amor e o respeito. Meu pai me ensinou e quero passar isso para o meu filho.

Você suportaria uma traição de um familiar?

A gente tem que suportar. Todo mundo tem um lado errado dentro de si. Claro que em algum momento alguém vai fazer alguma coisa, que pode te prejudicar. A gente cuida para que não aconteça. É ingenuidade achar ninguém vai te trair algum dia. O mundo é um caos louco.

Você já passou por isso?

Já, e sou ótimo em perdoar. Já fui chamado de trouxa pelos meus amigos, porque realmente viro a página. O que me atingiu num certo momento, ajudou a me fortalecer, e o problema não estava em mim, e sim em quem fez o ato.

Você acredita que a trama possa estar prevendo um futuro como esse?

Não acho que o mundo está chegando ao fim, sim mudando um ciclo, até porque esse ciclo já aconteceu há milhares de anos. Eu espero que seja um ciclo de mais clareza, mais compaixão, menos hipocrisia.

Como você vai fazer para diferenciar personagens tão próximos como o Zac e o Benjamim?

Não tem muito o que fazer, até porque ele é diferente do Zac, é outra vibração. O Zac era um cara fechado, o Benjamim é contemporâneo, solar, do bem, tem outro estilo.

A que você atribui atores como você e outros viverem esse bom momento na carreira emendando trabalhos, enquanto outros não conseguem emplacar há anos em nenhuma produção?

Existem muitas questões. Estamos vivendo uma reinvenção da teledramaturgia, então não existem mais longos contratos. É um novo tempo para todo mundo. Vemos vários atores bons que ficaram sem emprego, e temos que aprender a nos adaptar. Não é só talento, mas saber se portar, respeitar os profissionais que chegam aqui de madrugada todos os dias. Não é só ter talento, é saber permear por esse meio e fazer a coisa acontecer. E uma hora todo mundo cai, e se levanta. Esse é o barato da vida.

Sua relação com sua esposa é linda, de muito companheirismo…

Graças a Deus. A minha esposa é mais que minha alma gêmea, é minha melhor amiga, parceira de caminhada. Rimos, choramos, falamos das nossas fraquezas, defeitos, e temos um filhote de 3 anos que é uma figura. Todo mundo gosta dele, fico tão feliz de ver. Eu sou muito feliz com a vida que tenho, e com a companheira que encontrei para estar do meu lado. Antigamente eu não conseguiria valorizar tudo como hoje valorizo, mas a gente vai sacando com a maturidade que tem coisas com valor e outras nem tanto. Me perguntaram outro dia se o mundo fosse acabar o que eu faria, e claro, eu ficaria com as pessoas que mais amo, é o que importa, nutrir relações de amor e ser nutrido por isso. É o que a novela vai falar. Colocar as pessoas pra pensar: o que quero para a minha vida?

Como foi para você essa volta do Rouge?

As meninas do Rouge bombando gente! Foi impressionante porque ninguém esperava o retorno e muito menos esse boom de esgotar ingressos em 1 hora. Elas estão gravando músicas, vão lançar em breve.

E você acompanha a Aline?

Acompanho ela desde sempre, sou grande incentivador dela. Trabalho solo é complicado, e o Rouge está trazendo uma maré de coisas boas para ela. Essas meninas fizeram muito sucesso e terminaram de forma muito esquisita, muito triste e está sendo lindo de ver como elas estão se amando e se curtindo. O público vai ao delírio. Eu não tinha noção do que era. Se vocês forem no show vão ver.

*Entrevista feita pela jornalista Núcia Ferreira.

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