Sabrina Parlatore fala sobre o Popstar: “O programa me devolveu o brilho nos olhos”

Publicado há 3 anos
Por Leandro Lel Lima
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Sabrina Parlatore marcou toda uma geração de fãs da extinta MTV ao apresentar programas e grandes eventos do canal de música e comportamento destinado ao público jovem.

Ao sair do canal, a apresentadora buscou novos desafios na Band e TV Cultura e também pelo extinto canal pago Glitz. Há quase dois anos foi diagnosticada com câncer de mama, fez todo o tratamento e hoje, curada, realiza palestras e debates sobre o tema.

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Veja também: Sabrina Parlatore tem tudo para se tornar uma grande apresentadora na Globo

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Parlatore relembra momentos importantes da carreira, fala da conquista de um novo público, novos projetos, da bandeira que carrega ao falar abertamente sobre luta contra o câncer, e a sua prevenção, e, é claro, da sua participação no Popstar: “O programa me devolveu o brilho nos olhos”, destaca a apresentadora e cantora que realiza em outubro um show solo no Teatro Porto Seguro.

O seu lado apresentadora todos nós já conhecemos. Já o seu lado cantora existe há um bom tempo, mas por conta do programa (Globo) o grande púbico passou a conhecer ainda mais esse seu “novo” talento. O que te motivou a investir na carreira?  Como foi esse “namoro” entre você a direção da Globo?

Depois de quase vinte anos eu reapareço como cantora, então, foi uma surpresa pra muitas pessoas. Muitos jurados disseram que eu era a grande surpresa do Popstar. Pra mim foi uma grande realização. Foi uma delícia. Eu amo cantar. O programa me devolveu o brilho nos olhos. Eu nem sei como me ligaram para participar…Alguém do artístico me ligou, eu não conhecia ninguém de lá de dentro. Foi um casamento feliz. O feedback foi bem positivo por parte da direção da Globo.

Quais são as suas inspirações para cantar?

Madeleine PeyrouxCarla Bruni, Norah Jhones e Diana Krall. Estilo, jeito, voz e delicadeza pelo jeito de cantar.

Como era o processo de escolha de cada canção? 

Pra mim foi o mais difícil…Se apresentar ao vivo num programa ao vivo de TV…Eu fui meio que testando isso no meio do processo. O repertório estava meio que escolhido. Várias músicas que eu cantei, não teria escolhido. Fui fiel ao meu estilo e verdade. É uma coisa mais solft. Eu até posso cantar uma música mais agitada, mas vai ficar meio bossa, jazz…Eu passei uma lista com quarenta músicas e eles escolheram umas doze.

O que tem feito além de cantar?

Tenho atuado muito em debates e palestras sobre a prevenção sobre o câncer de mama. Apresento eventos como mestre de cerimônia. Agora tenho feito mais shows.

Sente saudade dos tempo em que apresentava programas na MTV, Band e Cultura? 

Eu não tenho saudade de fazer o que eu fazia por lá…Eu adoro apresentar também, mas tem que ser um projeto que caiba a minha profissão de cantora. Tem que conciliar as duas coisas e as campanhas sobre a prevenção do câncer de mama. Mas eu tenho vontade sim de fazer algo na TV como apresentadora.

No primeiro programa você revelou que sentia vontade de estar do outro lado, ou seja, cantado, e não só entrevistando os cantores. Com quem você já se apresentou durante esse período?

O desejo de cantar é antigo, desde a época da MTV. Mas veio na hora certa, tem um amadurecimento meu. Eu já cantei com o Jair Oliveira, o Léo Jaime, que foi um dos maiores incentivadores, e o Roberto Menescal.

E o público como tem reagido com o seu retorno à TV?

Foi espantosa, gigantesca. Amando, amando…E gente nova me curtindo também, né. Tenho um fã-clube no Rio Grande Sul organizado por uma menina de 17 anos. Olha isso que incrível.

Receber elogios e críticas, principalmente, não deve ser algo tão agradável, mas como administra tudo e como faz para filtrar cada julgamento? Fale um pouco de cada: elogios e críticas.

Eu lido bem com críticas, principalmente construtivas. Eu sou muito crítica, eu acho que eles poderiam ter me criticado mais…(risos). Eu me daria nota 6. (risos). Eu adoro receber criticas porque a ideia é melhorar. É importante ter essa humildade em saber ouvir e poder crescer.

Um elogio é sempre bem-vindo, é sempre bom quando algo reconhece o seu trabalho e é justo também naquela avaliação.

Tem um estilo próprio? O que toca na sua playlist?

Eu tenho um estilo próprio que ficou evidente no Popstar. Eu me aproprio da música, assim como a Ana Carolina falou. Eu coloco a minha personalidade na música. Ela falou aquilo no ar e também pessoalmente.

Jazz, MPB, clássica, samba, indiana para yoga, mas o que eu mais ouço mesmo é pop americano, blues, jazz…por aí.

A MTV, com seu estilo próprio e inovador, faz falta à TV?

Ela ficou no ar o tempo que ficou mesmo. Foi inovadora, ajudou na formação de muitos jovens. Hoje se tem mil possibilidades para se informar, obter conteúdo…Naquela época ela tinha todo um charme que foi só daquela época, uma TV só para os jovens, mas ela teve o tempo que tinha que ter.

Chegou a trabalhar com a Fernanda Lima na MTV?

Quando ela entrou eu já tinha saído, mas já nos conhecíamos em eventos. Ela me surpreendeu, é incrível. Ela arrasou ao apresentar o Popstar. Ela soube se colocar ao defender o programa, os candidatos, ao chamar a atenção da plateia ou de algum especialista. Quando me convidaram eu já sabia que ela iria apresentar o programa. Parece que já existe uma assinatura no programa. Eu já era fã e fiquei ainda mais.

Você enfrentou um câncer de mama há pouco tempo. Quais lições você tirou desse processo? E tem feito campanhas para falar sobre o tema?

Foi um período extremamente difícil. Hoje eu sou uma pessoa mais calma, segura, tranquila com a vida. Eu passei a valorizar mais o presente. Eu sempre fui ansiosa em relação ao futuro. Hoje eu vivo mais o presente. E isso me deixa mais feliz.

Como era os bastidores do programa e o clima entre os participantes?

Uma das coisas boas é amizade entre os participantes. Existia uma vibe muito boa, todo mundo trabalhando feliz, com empenho, brilho nos olhos…Difícil isso. E a música é responsável por tudo isso. Onde tem música tem coisa boa.

Serviço:
SABRINA PARLATORE no show Mistura Fina – Teatro Porto Seguro
Dia 17 de outubro, terça-feira, às 21h.
Ingressos: R$ 80,00 plateia / R$ 60,00 balcão e frisas.
Classificação: Livre.
Duração: 80 minutos.
Gênero: MPB/POP.

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