Estreante em novelas, Valentina Herszage comenta admiração por Mateus Solano: “Aprendo muito com ele”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Valentina Herszage está em Pega Pega, sua primeira novela e já com uma personagem bastante densa. A atriz de 19 anos, interpreta Bebeth, uma adolescente que com problemas psicológicos enxerga uma canguru de pelúcia ganhar vida, e se tornar uma amiga.

Nesta entrevista, a jovem fala sobre a personagem e o que mudou em sua vida após o reconhecimento.

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O que mudou na sua vida após a novela?

Acho que está sendo importante porque estamos vendo o trabalho no ar, e todos os atores conseguem se assistir e ver o que precisam melhorar ou mudar. As crianças têm gostado muito, falando sobre a canguru, e uma galera me parando e falando “A Flor é uma graça”.

Você tem sido reconhecida?

A rede social bomba, porque as pessoas começam a querer saber de você, veem aquele personagem e de alguma forma se identificam. Eu estou começando a entender essa dimensão, entender que o Brasil todo assiste televisão. A novela está com uma audiência muito boa, e como está no início ainda, temos meses pela frente.

Você tem conseguido sair?

Não muito. Gravo todos os dias, apenas aos domingos que eu consigo ver meus amigos e familiares.

Todo mundo está acompanhando os problemas da Bebeth, e existe nela aquele carinho imenso pelo pai, que é o Eric. Como é a personagem para você?

É uma personagem muito sensível, e já no início da história existe esse estranhamento tipo “o que será que ela tem? Ela vê um canguru vivo. O que é isso?” Acho que a primeira impressão que ela passa, é esse estranhamento, depois as pessoas vão começar a entender que tudo veio desse trauma, por ela se sentir culpada, e ela vai se aproximando do pai. Essa relação é demais, e as cenas estão muito bonitas. É muito bom contracenar com o Mateus Solano. Agora a Flor, que é a canguru, foi embora da história e a Bebeth vai ter que sobreviver sem a amiga.

Como é a nova vida da Bebeth?

Ela tem que voltar para a escola, porque ela ficou um tempão sem ir para a escola. Isso vai ser mostrado, ela vai provavelmente começar a fazer amigos.

Você está com 19 anos e tem uma cara muito de menininha na novela. Você tem algum cuidado especial com a alimentação?

A personagem tem 15 anos, mas muitas coisas ajudam, como o figurino, o corte de cabelo, a forma como posiciono a voz. Tudo isso compõe a personagem. Tenho só o cuidado com corpo porque não posso do nada engordar muito ou emagrecer muito.

Você tem alguma semelhança com a Bebeth?

Tenho a questão da sensibilidade, de se interessar pelo outro, mas aos 15 anos eu não era rebelde como ela.

O amor do Marcio por ela é muito importante?

É uma fofura! Os dois são uma fofura. O Marcio ajuda a Bebeth, e ele está ali como uma base para ela. Eu e o Jaffar Bambirra já temos intimidade como amigos, estávamos nos preparando há muitos meses, e isso ajuda nas cenas.

A Bebeth se enveredou por vários cenários e já foi aprender um pouco de cada coisa no hotel. Você é prendada?

Eu não sei cozinhar. Todo ano falo com a minha mãe para a gente fazer um curso de culinária e acabamos nunca fazendo, mas gosto de ter minhas coisas arrumadas, fico nervosa dentro da bagunça. Agora que estou fazendo cenas na cozinha, tem um chef acompanhando a gente e ele tem ensinado algumas coisas.

O Matheus Solano comentou conosco que daqui 20 anos se sentirá orgulhoso de ter trabalho contigo em sua primeira novela. Como é a sua troca com ele?

O Mateus e eu nos demos bem logo de cara. Ele fez muito teatro, e eu também. Estudamos mais ou menos nos mesmos cursos, então temos essa identificação de trajetória ainda que a dele seja o triplo da minha. Fizemos exercícios para estimular essa intimidade de pai e filha e ele é maravilhoso. Aprendo muito com ele, muito de observar não só atuando dentro de cena, mas na vida. Ele tem uma calma, uma inteligência de quem já está há muitos anos trabalhando.

Os seus pais apoiam a sua profissão?

Os meus pais me apoiam muito, me dão bastante liberdade, mas estão sempre querendo saber de tudo. Assistem à novela todos os dias, quando não conseguem ver na hora devido ao trabalho, eles gravam, e estão torcendo muito por mim.

Já fizeram brincadeiras na rua com você devido a Canguru?

É o que mais acontece. Pessoas perguntando “Cadê o canguru?”, “Cadê o coelhinho?” (risos).

Você é muito jovem mas passa muita segurança. Como foi a preparação até chegar à televisão?

Eu comecei a fazer teatro aos 6 anos. Fazia dança, sapateado, teatro e circo. Atuei em um curta pelo qual ganhei um prêmio em Maringá, depois fiz uma série para a Multirio, e aos 15 anos fiz meu primeiro longa chamado Mate-me Por Favor.  Por este filme, ganhei um prêmio da crítica do Rio e da crítica de Veneza, que é o Bisatto D’odo.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.

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