Por que a TV Cultura relega clássicos de sua história às madrugadas?

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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No ar há 50 anos, a TV Cultura de São Paulo se tornou sinônimo de qualidade no decorrer do tempo. E não foi à toa. Suas produções musicais, infantojuvenis, seu jornalismo, os programas de entrevistas, tudo fez e faz escola e marcou gerações. Alguns programas do acervo da Cultura têm sido exibidos há alguns anos do final da noite para a madrugada. Só para exemplificar, Cabaret Literário, Teatro 2, Vox Populi, História da Arte no Brasil e Festa Baile são alguns deles. Ocorre que, nos últimos tempos, atrações que ganhavam horários um pouco melhores, como entre 23h e 0h, começaram a passar para cada vez mais tarde. Hoje em dia, por exemplo, a faixa das 3h é a mais usual para os conteúdos clássicos. Evidente que o canal não pode viver de passado, e sempre deve buscar o prosseguimento de sua trajetória de qualidade e respeitabilidade. Todavia, o acervo da TV Cultura, um dos melhores e mais preservados em termos de quantidade, merece melhor aproveitamento. Inclusive para ajudar a cumprir as funções de uma emissora de televisão, uma das quais é favorecer a difusão da educação e da cultura para o povo por meio de sua programação – preferencialmente em horários acessíveis. As entrevistas do Vox Populi, os documentários de História da Arte no Brasil e os teleteatros de Cabaret Literário e Teatro 2, para falarmos só nesses programas, não apenas ajudam a conhecer e entender uma televisão de antigamente como também oferecem um painel do Brasil de sua época. De modo que não podem ser tratados ou encarados como simples tapa-buracos a fim de simplesmente manter a emissora no ar 24 horas por dia.

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