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Por que a TV Cultura relega clássicos de sua história às madrugadas?

Emissora tem exibido programas históricos tarde da noite

Entrada da sede da TV Cultura, na zona oeste da capital paulista, vista de cima
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No ar há 50 anos, a TV Cultura de São Paulo se tornou sinônimo de qualidade no decorrer do tempo. E não foi à toa. Suas produções musicais, infantojuvenis, seu jornalismo, os programas de entrevistas, tudo fez e faz escola e marcou gerações. Alguns programas do acervo da Cultura têm sido exibidos há alguns anos do final da noite para a madrugada. Só para exemplificar, Cabaret Literário, Teatro 2, Vox Populi, História da Arte no Brasil e Festa Baile são alguns deles. Ocorre que, nos últimos tempos, atrações que ganhavam horários um pouco melhores, como entre 23h e 0h, começaram a passar para cada vez mais tarde. Hoje em dia, por exemplo, a faixa das 3h é a mais usual para os conteúdos clássicos. Evidente que o canal não pode viver de passado, e sempre deve buscar o prosseguimento de sua trajetória de qualidade e respeitabilidade. Todavia, o acervo da TV Cultura, um dos melhores e mais preservados em termos de quantidade, merece melhor aproveitamento. Inclusive para ajudar a cumprir as funções de uma emissora de televisão, uma das quais é favorecer a difusão da educação e da cultura para o povo por meio de sua programação – preferencialmente em horários acessíveis. As entrevistas do Vox Populi, os documentários de História da Arte no Brasil e os teleteatros de Cabaret Literário e Teatro 2, para falarmos só nesses programas, não apenas ajudam a conhecer e entender uma televisão de antigamente como também oferecem um painel do Brasil de sua época. De modo que não podem ser tratados ou encarados como simples tapa-buracos a fim de simplesmente manter a emissora no ar 24 horas por dia.

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