Valentina Herszage é uma grata surpresa em Hebe

A atriz rouba a cena vivendo a personagem-título na juventude

Publicado há um mês
Por André Santana
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Dentre as inúmeras qualidades da série Hebe, que a Globo exibe nas noites de quinta-feira, está a presença da atriz Valentina Herszage. Ela dá vida à Hebe em sua juventude e tem feito um trabalho bastante sensível e gracioso. Com isso, merece ser reverenciada como a grande revelação da série.

A atriz não é bem uma iniciante. Valentina Herszage acumula uma série de trabalhos no cinema. Na TV, estreou na novela Pega Pega, onde vivia Bebeth, a filha do personagem de Mateus Solano. Na trama de Claudia Souto, Bebeth já foi um grande destaque, colocando a atriz no radar da emissora. Tanto que já está escalada para uma das próximas produções das sete, e num dos principais papéis.

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Valentina Herszage se destaca em Hebe por vários motivos. Um deles é o fato de a jovem ainda não ser um rosto muito conhecido, embora não seja uma estreante. Como boa parte do público não tem muitas referências anteriores da artista, é mais fácil enxergar Hebe nela. Ao mesmo tempo, como o público também não tem referências da Hebe jovem, é também mais fácil acreditar nela.

Porém, isso não tira o mérito do trabalho da atriz. Pelo contrário, as vantagens deixam ainda mais evidentes o talento de Valentina Herszage. Mais do que caprichar no sotaque, a artista mostra um trabalho de composição bem desenhado, percebido em movimentos e maneirismos.

Para criar sua Hebe, Valentina Herszage se debruça não apenas na trajetória da personagem em si, que já é muito rica, mas também em seu contexto histórico e social. A maneira como Hebe se comporta evidencia a personalidade marcante da jovem, que se mostra à frente de seu tempo em várias situações. Ao mesmo tempo, tem um recato em que se nota o conservadorismo de sua época.

Com isso, a Hebe composta por Valentina Herszage traduz bem as contradições da personagem, algo que é sempre muito bem ressaltado no texto de Carolina Kotscho. Soma-se a isso o carisma natural da atriz, e, em cena, o que se vê é uma heroína graciosa, pela qual é fácil se envolver, torcer e se emocionar.

Não é nada fácil dar vida a uma mulher tão emblemática como Hebe Camargo, ainda mais pelo fato de a “verdadeira” Hebe ainda estar muito presente no imaginário do público. Por isso, tanto Andréa Beltrão quanto Valentina Herszage fugiram da tentação de imitá-la, apostando numa livre composição. O bom resultado da série mostra que a escolha funcionou muito bem.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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