Um Lugar ao Sol acerta ao mesclar o folhetim clássico com o drama psicológico

Trama de Lícia Manzo faz uso inteligente da batida trama de troca de gêmeos

Publicado em 08/11/2021 23:10
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Conhecida pelas tramas construídas a partir de dramas humanos, com muitos diálogos e conflitos psicológicos, Lícia Manzo levou seu estilo muito marcado ao horário nobre da Globo. E foi esperta ao estrear às 21 horas com uma trama que carrega seu DNA, mas também bebe muito da fonte do folhetim clássico. Um Lugar ao Sol faz uma mistura eficiente do novelão e do drama psicológico.

Centrada na história de irmãos gêmeos que não se conhecem, Um Lugar ao Sol começou com um primeiro capítulo que espelhava a saga dos dois personagens. Christian (Cauã Reymond) e Renato (Cauã Reymond) foram apresentados diante das mesmas situações, porém em contextos diferentes, ressaltando o abismo das realidades dos gêmeos separados no nascimento.

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Com isso, o primeiro capítulo fugiu da mera apresentação de personagens habitual para estabelecer um jogo instigante junto ao público, já que trouxe Christian como um mocinho que é cheio de virtudes, mas questiona a própria existência diante de suas ambições. Ao saber que tem um irmão gêmeo que foi adotado por uma família rica e, provavelmente, tem tudo o que ele queria ter, Christian se coloca como uma vítima, numa autopiedade que não costuma combinar com heróis.

É justamente neste ponto que o texto de Lícia Manzo traz o seu diferencial. A autora faz um uso muito particular dos mais batidos elementos do folhetim. Pois o faz com um olhar humano que dá a Um Lugar ao Sol um sabor diferente.

Sabe-se que, mais adiante, Renato morrerá e Christian assumirá o seu lugar. Ou seja, Um Lugar ao Sol é uma trama de gêmeos clássica, com a infalível substituição. Porém, o que a torna diferente é que esta troca é levada por questionamentos que vão além da vingança, ou da ambição. É um homem que questiona a própria existência e vê diante de si a oportunidade de começar uma vida nova, mesmo que esta vida não lhe pertença de verdade.

Christian não é um vilão que troca de lugar com o mocinho para prejudicá-lo de alguma maneira. É um homem em busca de si mesmo. Com isso, Um Lugar ao Sol leva a clássica história dos gêmeos para outro lugar. Talvez não seja uma abordagem 100% original, mas é muito mais instigante do que a velha rivalidade entre irmãos.

Por isso, Um Lugar ao Sol é promissora. O fato de ela usar todos os elementos típicos do folhetim ao seu favor pode ajudar a chamar a atenção do “noveleiro clássico”. E seu viés psicológico pode agradar o espectador mais exigente. Uma mistura que tem tudo para dar certo.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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