Totalmente Demais se firma como o maior acerto da Globo na quarentena

Trama repete o sucesso cinco anos depois e mostra que tem força

Publicado há 5 meses
Por André Santana
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Impossibilitada de exibir novelas inéditas na quarentena, a Globo recorreu às reprises. E, passados quase três meses da entrada dos títulos no ar, já é possível afirmar que Totalmente Demais foi a escolha mais acertada para um repeteco de emergência.

Enquanto as demais reprises parecem perder fôlego diante do “afrouxamento” do isolamento social, a novela das sete da Globo só faz engajar mais e mais público.

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É fácil entender os motivos. A primeira novela assinada por Paulo Halm e Rosane Svartman é extremamente simples na forma, mas bastante complexa no conteúdo.

Com uma versão contemporânea, mas ao mesmo tempo de contos de fadas, do clássico My Fair Lady, Totalmente Demais consegue, como resultado, uma história de grande alcance, capaz de atingir um público amplo e variado.

A saga de Eliza (Marina Ruy Barbosa) tem o apelo da transformação como chamariz. Menina humilde e sem modos, a jovem é orientada por Arthur (Fabio Assunção) para se transformar numa mulher elegante, vencer um concurso e se tornar uma modelo profissional.

Esta transformação romanceada, que tem o concurso como mote, meio Patinho Feio, encontra ecos na teledramaturgia com Betty, a Feia. Ou seja, na essência, a trama de Totalmente Demais não inventa a roda, mas faz bons usos de clichês para contar uma história contemporânea e encantadora.

Outras qualidades

Além disso, Paulo Halm e Rosane Svartman se mostraram grandes criadores de personagens em Totalmente Demais. A novela tem uma vilã humanizada, Carolina (Juliana Paes), que convence com suas múltiplas camadas. A aposta num triângulo amoroso entre Eliza, Jonatas (Felipe Simas) e Arthur também funciona, pois envolve e desperta a torcida do público.

Esta capacidade de tirar grandes histórias de temáticas simples parece mesmo uma habilidade característica da dupla de autores. Tanto que eles alcançaram um nível ainda mais elevado em Bom Sucesso, a novela seguinte, que teve a proeza de falar de morte com uma delicadeza rara.

Totalmente Demais já deixa claro que os novelistas dominam bem a técnica do bom folhetim, e revê-la agora reafirma a força deste texto. Não por acaso, a trama fez sucesso em 2015, e está repetindo o êxito cinco anos depois.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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