Tom documental caracteriza nova fase do Estrelas

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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No ar há 11 anos, o Estrelas nunca teve grandes mudanças de formato. Desde o início, o programa de Angélica teve como objetivo principal ressaltar o convidado, seja levando-o para um passeio, colocando-o para aprender algo novo ou ensinando alguma receita. Praticamente uma “Revista Caras eletrônica”. Em 2017, porém, a atração trouxe uma nova proposta e apostará em temporadas temáticas.

A primeira delas, Estrelas Solidárias, estreou no último sábado (08). E mostrou, realmente, uma grande mudança, comparado ao “velho” Estrelas. A proposta do Estrelas Solidárias é colocar as celebridades para conhecer e ajudar diversas ações sociais espalhadas pelo Brasil. Angélica, agora, não é mais uma entrevistadora. Ela é, também, uma personagem do programa, e, assim como seus convidados, irá conhecer e ajudar nas ações sociais mostradas. Na estreia, Estrelas Solidárias levou Débora Nascimento à Porto Alegre, onde visitou o Embelezamento Popular, iniciativa da cabeleireira Itanajara Almeida para ajudar mulheres desempregadas a recuperarem a autoestima. Também levou o ator Jesuíta Barbosa à Belém, no Pará, para atuar no Saúde e Alegria, projeto que constrói sistemas de água potável para comunidades que não têm acesso a esse bem básico. Enquanto isso, Angélica foi à São Paulo visitar o Instituto Flor Gentil, que reaproveita flores de eventos e lojas para montar arranjos e depois distribuí-los para casas de repouso e outras instituições assistenciais.

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Assim, Estrelas perdeu o tom de exaltação da fama alheia para ganhar um tom mais documental, com ares de reality show. A câmera acompanha de perto os artistas diante das ações sociais, mostra-os trabalhando e conversando com os demais voluntários das ações. O programa procurou mostrar o funcionamento de todas as ações, ressaltando a importância dos trabalhos desenvolvidos. Buscou, também, mostrar a pluralidade dos trabalhos pelo país, de Norte a Sul. Ficou bastante parecido com reportagens especiais que se vê no Fantástico, por exemplo.

Apenas no fim do programa que Angélica reassume seu posto de âncora e recebe seus dois convidados para conversar sobre o que viveram. Na estreia, tanto Jesuita quanto Débora se mostraram verdadeiramente transformados diante do que viveram, assim como Angélica. Os três artistas ressaltaram a importância do trabalho voluntário e a força do terceiro setor.

Estrelas Solidárias, assim, finalmente deu um novo rumo ao programa de Angélica, que demonstrava claros sinais de cansaço. A atração manda bem ao passar uma mensagem positiva ao público, sem se apegar demais à pieguice ou histórias de excessiva emotividade. É um programa simpático, de tom otimista, e que joga luz às boas ideias que são desenvolvidas pelo Brasil. E, ainda, tem o trunfo de ser um programa de temporada, com episódios fechados, já que não escapará de uma repetição daqui alguns episódios. O programa ainda não explora todo o talento de Angélica, exímia animadora de auditório, mas a coloca numa nova e interessante situação. Foi uma boa mudança.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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