The Voice Kids, Canta Comigo, The Masked Singer: TV aberta apresenta overdose de disputas musicais

Formato já está desgastado, mas ganha cada vez mais espaço

Publicado em 13/6/2021
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No ar desde a semana passada, a nova temporada do The Voice Kids devolveu às tardes de domingo da Globo a disputa de vozes infantis que acontece anualmente desde 2016. De novo, apenas as presenças de Márcio Garcia e Gaby Amarantos. Enquanto isso, a Record TV aposta na terceira temporada de Canta Comigo, desta vez sob a batuta de Rodrigo Faro.

Mas não para por aí. Recentemente, a Globo anunciou a produção de The Masked Singer Brasil, uma nova competição musical que será apresentada por Ivete Sangalo. Desta vez, a disputa será entre nomes conhecidos, que entrarão no palco disfarçados, e a brincadeira será descobrir quem está debaixo da máscara.

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E vale lembrar que a franquia The Voice ganhou uma nova versão em 2021, o The Voice+, com competidores com mais de 60 anos. Já o The Voice Brasil “tradicional”, exibido nas noites de terça e quinta, também deve ter uma nova leva de episódios ainda este ano. O Canta Comigo também estreou sua versão Teen, que terá nova temporada em breve.

Ou seja, são nada menos que seis competições musicais indo ao ar em emissoras e horários diferentes. Todos com basicamente a mesma fórmula: conta-se a história do participante, ele canta, é avaliado… Neste caminho, correm lágrimas de emoção (ou de decepção). E, no fim, um vencedor que, fatalmente, integrará uma galeria de cantores que provavelmente não terão uma carreira promissora.

Pandemia

É fato que as emissoras abertas estão preferindo realities, sejam de confinamento ou de talento, para preencherem suas grades neste período de pandemia. No entanto, nada justifica esta overdose de programas musicais. Salvo raras exceções, tal formato já tem passado indiferente diante da audiência há algum tempo.

É nítido que as competições musicais perderam fôlego. A audiência se vê em queda, as torcidas são cada vez mais silenciosas, e o vencedor acaba sendo esquecido. Mas, mesmo assim, canais como Globo e Record TV insistem no formato.

O excesso de programas neste estilo, todos muito parecidos, já deixam o formato esgarçado. O interesse já passou. A insistência neste tipo de programa só expõe a falta de criatividade crônica destas emissoras.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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