The Masked Singer Brasil é divertido, mas promove competição injusta

Programa deveria valorizar mais o mistério e menos a apresentação musical

Publicado em 11/8/2021
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Nova aposta da Globo, The Masked Singer Brasil é daqueles programas que podem ser considerados “bobagens inofensivas”, no bom sentido. Não é revolucionário, nem marcará a história da TV, mas proporciona um bom entretenimento a quem assiste. No entanto, a mecânica da disputa torna o jogo injusto.

A atração apresentada por Ivete Sangalo reúne 12 celebridades numa disputa musical. No entanto, todos aparecem devidamente fantasiados, e a brincadeira é tentar adivinhar quem são os participantes da competição. Na estreia, seis participantes duelaram entre si, a plateia definiu os melhores e os jurados “salvaram” dois dos três que obtiveram menos pontos.

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O grande acerto da atração é não se levar a sério. Ivete Sangalo brinca com todos, e os jurados Rodrigo Lombardi, Taís Araújo, Simone e Eduardo Sterblitch disparam bobagens a todo o momento, ao mesmo tempo em que tentam adivinhar quem está embaixo da máscara.

A produção também é caprichada. A cenografia é grandiosa, as fantasias estão belíssimas e os números musicais têm o tempo e a temperatura acertadas. Todo este conjunto proporciona o entretenimento, que é o único propósito da competição. Funciona.

Disputa sem sentido

O ponto negativo de The Masked Singer Brasil é a maneira como a competição acontece. Jurados e plateia são levados a eleger os melhores números musicais da noite. No entanto, se a brincadeira é tentar adivinhar quem está embaixo da fantasia, não seria mais interessante se eles realmente tentassem adivinhar? O jogo deveria estimular o participante a tentar se esconder, o que dificultaria a brincadeira.

Esta distorção ficou evidente no momento em que os jurados salvaram o Girassol, dispensando o Dogão. Na apresentação, ficou evidente ao público quem era o Girassol (não vou dar spoiler aqui, mas André Romano, colunista do Observatório da TV, já adiantou quem são os nomes; para descobrir, clique AQUI). Mas o Dogão enganou melhor.

Tanto que nenhum dos jurados acertou que Dogão era Sidney Magal, que alterou sua voz para enganar todo mundo. Mas teve jurado que já “matou” quem é o Girassol (aliás, acho que todos já mataram, mas preferem fazer suspense…). Ou seja, se o Dogão enganou melhor todo mundo, seria mais interessante ele seguir na competição. Assim, jurados e plateia deveriam promover chutes de quem seria a celebridade, e quem enganasse melhor seguiria.

Se a ideia é valorizar a apresentação musical, e não o mistério, então cantores profissionais terão uma vantagem. Afinal, eles estão mais acostumados a soltar a voz e envolver a plateia. Claro, isso não chega a estragar a experiência, já que se trata de uma grande brincadeira. Mas seria mais divertido se o mistério fosse, de fato, o principal elemento de The Masked Singer.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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