Sucesso da reprise de Bela, a Feia reafirma a força da história original

Publicado há um ano
Por André Santana
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A Record TV foi bastante feliz ao escolher Bela, a Feia para ocupar um de seus horários de novelas da tarde. A adaptação de Gisele Joras de Betty, a Feia, um clássico de Fernando Gaitán, tem mantido o canal na vice-liderança em seu horário de exibição, com bons índices de audiência. Este bom resultado mostrou que a história da secretária pouco atraente, mas muito eficiente, tem uma força que ultrapassa barreiras sociais e territoriais.

Bela, a Feia foi exibida originalmente em 2009. Na época, a Record mantinha um acordo com a Televisa para a produção de adaptações de novelas mexicanas. E a Televisa, por sua vez, tinha os direitos do texto de Betty, a Feia, uma novela originalmente colombiana. O grupo mexicano já havia produzido sua versão da história, A Feia Mais Bela, que também fez muito sucesso. E vários outros países já tinham sua própria versão da história. Assim, havia chegado a vez do Brasil de ter sua própria feia.

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Deste modo, a autora Gisele Joras foi escalada para a função de adaptar o enredo. E a novelista, que vinha do inesperado sucesso de Amor e Intrigas, conseguiu construir uma nova história. A autora bebeu não apenas do original, mas também das mais diversas adaptações da trama, além de injetar sua impressão digital ao enredo. Assim, ela manteve a espinha dorsal com o romance entre Bela (Gisele Itié) e Rodrigo (Bruno Ferrari). Porém, muito do universo de Bela, a Feia lembra a versão estadunidense, Ugly Betty, sobretudo na figura da vilã. Verônica (Simone Spoladore) lembra demais Wilhelmina Slater (Vanessa Williams), a deliciosa vilã da série americana.

Outras referências

Além de elementos de Betty, a Feia original e da série Ugly Betty, Bela, a Feia também carrega semelhanças com A Feia Mais Bela no que se refere ao tom non sense do humor. Mas a novela também tinha um jeitão próprio, bem alinhado com as novelas que a Record produzia na época. Um exemplo claro disso é a trama envolvendo Ataulfo (André Mattos), que deu contornos policiais ao enredo. Na época, a emissora se caracterizava pelas tramas policiais.

Com isso, apesar das inúmeras referências, Gisele Joras conseguiu dar identidade própria à sua Bela, a Feia. Por conta disso, mesmo o público brasileiro já tendo visto Betty, a Feia duas vezes na RedeTV!, e ainda A Feia Mais Bela e Ugly Betty, exibidas no SBT, a trama conseguiu chamar a atenção. Teve uma estreia tímida, mas foi crescendo e terminou sendo considerada um sucesso.

Reprise agradou

O fato de praticamente todas as versões desta história terem feito sucesso no Brasil é realmente algo que chama a atenção. Isso mostra o quanto o enredo criado por Fernando Gaitán é poderoso. O novelista colombiano conseguiu criar uma personagem pura, que traduz em seus gestos e atitudes a insegurança que todos nós temos ou tivemos. Ou seja, Betty (ou Bela… ou Lety…) gera imediata identificação e empatia.

Isso explica porque, dez anos depois de sua exibição, Bela, a Feia ainda agrada. Assim como qualquer reprise de Betty, a Feia, A Feia Mais Bela ou Ugly Betty sempre será bem recebida pelo público. Trata-se de uma história universal e irresistível.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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