Sem estrelas, sem Chaves e com pouca produção, programação do SBT vive período crítico

Emissora tenta se reerguer em meio a uma forte crise

Publicado há 24 dias
Por André Santana
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Nas últimas semanas, o SBT vem anunciando a dispensa de vários artistas. Os mais recentes são Leão Lobo, Mamma Bruschetta e Lívia Andrade. Eles se juntam ao elenco de Poliana Moça, aos jornalistas Rachel Sheherazade e Roberto Cabrini, entre outros. A emissora também anunciou que Maisa Silva não deve renovar seu contrato. Ou seja, vem acontecendo uma grande movimentação na Anhanguera.

A crise econômica e a pandemia do novo coronavírus afetaram todos os canais abertos brasileiros, é fato. E todos eles vêm promovendo mudanças. Mas a situação do SBT chama mais a atenção porque envolve a saída de muitas de suas principais estrelas. Além disso, há estrelas que não foram dispensadas, mas estão sem gravar por pertencer ao grupo de risco, como Carlos Alberto de Nóbrega, Raul Gil e o próprio Silvio Santos.

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Esta não é a primeira crise do SBT, e provavelmente não será a última. De tempos em tempos, o canal recorre a enxugamentos para oxigenar seu caixa e investir em programação mais adiante. Em 2003, por exemplo, a emissora também dispensou estrelas, cancelou projetos e recorreu a reprises. No entanto, o canal ainda tinha vários curingas para sua grade de programação.

Naquele momento, contratos com grandes distribuidoras, como Warner e Disney, garantiam uma sacolada de séries, desenhos animados e filmes para o SBT. E a grade foi tomada por enlatados. Além disso, o principal curinga de Silvio Santos, Chaves, ainda batia ponto no canal e ajudava a alavancar horários prejudicados.

Foi uma fase difícil, em que o SBT praticamente produzia apenas os programas de Silvio Santos, Hebe Camargo, Ratinho e Gugu Liberato. Até Celso Portiolli encarou uma severa geladeira, e seu Curtindo uma Viagem era exibido apenas em reprises. Mas o canal conseguiu preencher a grade com enlatados e foi levando sua vidinha, até conseguir se reerguer.

Desta vez, a situação é mais crítica. A emissora já não tem tantos filmes e séries para preencher a grade. Muito menos o “salvador” Chaves. Com isso, recorre a reprises de programas de entretenimento, ou “programas tampão”, como Notícias Impressionantes. Felizmente, Ratinho, Eliana e Celso Portiolli seguem gravando programas inéditos, garantindo algum conteúdo novo ao canal. Mas é pouco.

Luz no fim do túnel

É triste ver tantos profissionais sendo dispensados num momento tão crítico. Por outro lado, é interessante notar também que o SBT vem se mexendo para driblar a crise. O canal vem tomando atitudes drásticas para não quebrar. Há a busca pela operação saudável, o que pode trazer benefícios a longo prazo.

Por isso, neste momento, o canal deve se concentrar menos em bizarrices e partir para apostas mais certeiras do ponto de vista comercial. O investimento em esportes pode trazer o prestígio que o canal precisa. A parceria com a CNN, que vem sendo ventilada pela imprensa, pode finalmente resgatar a credibilidade perdida do jornalismo da emissora, que apostou em coisas como Primeiro Impacto.

Ou seja, é um momento crítico. Mas pode ser, também, uma preparação para o renascimento. Que assim seja.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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