Se Sobreviver, Case é o melhor reality nacional de resistência no ar

Programa tem participação de quatro casais e é exibido diariamente pelo Multishow

Publicado em 26/5/2021
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Esqueça o No Limite, já que aparentemente a TV Globo desistiu de aproveitar a boa onda de reality shows e resolveu tornar o seu programa lerdo e desinteressante. Reality de sobrevivência bom mesmo está na própria casa, na TV por assinatura, com o inebriante Se Sobreviver, Case, em cartaz no Multishow.

O programa de sobrevivência em condições naturais é uma espécie de Largados e Pelados (do Discovery) feito sob medida para o romântico público brasileiro, eterno fã de novelas. Formado por casais, parceiros, pares, ou o nome que se dê a duplas que já estavam em relacionamento amoroso, o reality está em sua segunda temporada e tem todo o bom entretenimento que o No Limite não está conseguindo entregar.

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Os quatro casais do momento no Se Sobreviver, Case ficaram isolados numa área de reserva ecológica com praias desertas, cachoeira e mata atlântica em algum ponto do lindo e selvagem Litoral Norte de São Paulo. O programa estreou no começo do mês nas noites do Multishow (22h30) quando ainda ecoava a grande final do BBB 21 da TV Globo. Talvez até por isso tenha passado meio despercebido – além, é claro, de enfrentar a concorrência com o também atraente reality de casais da Record TV, o Power Couple Brasil.

Além de ter de enfrentar a natureza selvagem, andar nu, a parte mais difícil deste reality talvez seja a convivência com o par, diante de tantas adversidades. Em Se Sobreviver, Case, falta comida, falta lugar adequado para dormir, sobram mordidas de mosquitos. Dormir em cabanas que se desmancham nas intempéries, passar frio noturno, enfrentar bichos e insetos são apenas alguns dos perrengues enfrentados pelos participantes.

Álisha e Gerson, Liwarie e Witch, Thais e Ricardo e Tuane e Jadson são os casais em disputa, de um programa que não promete prêmio em dinheiro, mas que tem por objetivo saber se, ao final, os participantes estarão aptos a dizer o sim no matrimônio.

São 20 episódios de Se Sobreviver, Case, exibidos de segunda a sexta, sem eliminação, embora em cada episodio alguém ameace desistir da empreitada no meio da jornada.

Diferentemente do atual No Limite, os participantes não eram influenciadores ou pessoas já conhecidas, e não têm preparo físico especial para modalidades esportivas. Todos receberam no início uma caixa com itens, que ao longo dos dias vão sendo ou não abastecidas pela equipe de produção com itens essenciais. A palavra o tempo todo é racionamento, numa xepa diária na selva.

Vez ou outra cada participante recebe ordem de se separar do parceiro e de se juntar a outros e até dormir com outro ou outra; há mudanças de acampamentos, em idas e vindas que movimentam o jogo.

Os borrões quadriculados nas partes íntimas dos participantes do Se Sobreviver, Case – que no entanto têm sempre seus traseiros bem à mostra – num primeiro momento atrapalham um pouco a visualização do todo. Mas aos poucos a nossa própria vista se acostuma com os vetos na tela. Há exuberância de natureza ao redor, e a nudez dos corpos fica mesmo em segundo plano.

As conversas entre os pares são ótimas, e há verdadeiras DRs (as famosas discussões de relacionamento) nos episódios.

A produção é assinada pela produtora Floresta – que tem propiciado produções originais de qualidade nos canais da TV por assinatura da Globo, como o excelente Lady Night, com Tatá Werneck. Vale dar uma espiada neste Se Sobreviver, Case, antes que acabe em casamento!

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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