Salve-se Quem Puder consagra Daniel Ortiz como o “rei do triângulo amoroso”

Autor mostra habilidade em mexer com a audiência com seus casais

Publicado em 16/7/2021
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Novelista que vem construindo uma carreira bem-sucedida na faixa das sete com comédias românticas despretensiosas, Daniel Ortiz mostrou ser um craque na formação de triângulos amorosos que mexem com o público. Se na primeira exibição e na reprise de Haja Coração, o autor emplacou Tancinha (Mariana Ximenes), Apolo (Malvino Salvador) e Beto (João Baldasserini), em Salve-se Quem Puder ele chegou às últimas consequências num enredo com três triângulos centrais.

Ortiz até construiu um pano de fundo interessante para suas três protagonistas, que se uniram a partir de um crime e se viram dentro do programa de proteção à testemunha. Mas, ao encerrar a saga policial no início da última semana e dedicar os últimos capítulos apenas para desenrolar seus triângulos amorosos, o autor mostrou que, em suas novelas, o que importa mesmo é o romance.

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Goste-se ou não, trata-se de uma habilidade que deve ser reconhecida. Afinal, triângulo amoroso está na base do folhetim desde sempre. Porém, nas novelas modernas, eles perderam espaço para dramas mais intrincados. Sim, sempre há um triângulo amoroso, mas, normalmente, seus desfechos são óbvios. Salvo raras exceções, o espectador já sabe que a mocinha ficará com o mocinho. É fácil reconhecer qual o terceiro e mais frágil vértice do enredo.

Mas, em Salve-se Quem Puder, não foi assim. Mesmo com a novela indo ao ar toda gravada, por conta da pandemia, o autor fez questão de gravar vários finais para manter o mistério sobre os seus casais. A única que não mereceu segredo foi Alexia (Deborah Secco), que já se sabia que ficaria com Zezinho (João Baldasserini). Mas o final de Luna (Juliana Paiva) e Kyra (Vitória Strada) era um mistério.

Mistérios do final

Com o desfecho visto no capítulo final, dá-se a impressão que Daniel Ortiz tentou fugir do mais óbvio com o destino de Kyra, enquanto foi mais tradicional no final de Luna. Sobre Kyra, o público viu toda a construção do romance dela com Alan (Thiago Fragoso). Já com Rafa (Bruno Ferrari), houve menos envolvimento da audiência, já que eles passaram quase toda a novela separados. Por isso, o final com Rafa foi menos óbvio.

A máxima do envolvimento do público ficou mesmo com Luna. Afinal, o público viu o amor por Téo (Felipe Simas) nascer e se desenvolver. Já Alejandro (Rodrigo Simas) caiu de paraquedas e, por isso, era um candidato menos provável. Ou seja, desta vez, o desfecho foi mais óbvio.

Porém, até chegar a este desfecho, Daniel Ortiz fez enquetes e mais enquetes nas redes sociais, enquanto o público se mobilizou e torceu por seus casais preferidos. E novela é isso. Ela emplaca quando vira uma grande fofoca, capaz de gerar engajamento. Dentro deste contexto, Salve-se Quem Puder cumpriu sua missão.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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