RedeTV! 2017: aos 18 anos, emissora ainda precisa crescer

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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A “rede de TV que mais cresce” chegou aos 18 anos, mas ainda mostra que precisa crescer. E não apenas no Ibope, mas também como emissora de televisão. Isso porque, em 2017, a RedeTV! deu sinais de que ainda carece de mais maturidade, seja na implantação de uma grade de programação, seja na criação e manutenção de programas.

O que se viu ao longo do ano na RedeTV! foi uma série de movimentações no estilo “tentativa e erro”, nas quais apareceram mais erros que acertos. O canal tentou consertar alguns erros nas mudanças da programação de 2016, mas não foi bem-sucedido na empreitada. Veja: no ano passado, a RedeTV! optou por extinguir o Você na TV, de João Kléber, mesmo a atração registrando audiência satisfatória (embora sempre fosse de péssimo gosto). Este ano, com a programação matinal sem impulso, a emissora “ressuscitou” o programa, na faixa da manhã, e sem os mesmos resultados de antes.

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E este é apenas um exemplo de manobra que o canal tentou ao longo do ano, mas sem resultados práticos. A RedeTV! tentou, ainda, achar um programa que servisse de alavanca ao RedeTV News, exibido às 19h30. Para isso, exibiu vários programas na faixa das 18 horas, mas acabava sempre voltando atrás nos testes para encaixar programas de horários locados. Atualmente, o canal exibe aqueles game-shows tipo caça-níquel. Triste.

Por estas e outras, a RedeTV! teve um ano no qual não saiu do lugar. O canal teve seus acertos, como o game show O Céu É o Limite, além de colher os bons resultados de programas como Encrenca e A Tarde É Sua. Mas sua grade instável e constantemente “interrompida” para encaixar faixas locadas a igrejas e concessionários impede que vários programas decolem. E a emissora tem bons programas, e que poderiam render mais, como o Melhor pra Você, Mariana Godoy Entrevista e a programação esportiva, por exemplo. Para piorar, no final do ano, a emissora perdeu Amaury Jr., um nome que costuma trazer faturamento certo.

Além disso, sua programação jornalística, no geral, não decepciona. Por isso mesmo, o canal deveria, em 2018, mirar seus investimentos justamente no jornalismo e no esporte, onde costuma mandar bem sempre que traz alguma novidade. Qualificando a programação, quem sabe não surgem novos anunciantes que permitam com que a venda de horários seja diminuída?

Record 2017: um ano que a emissora prefere esquecer

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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