Record TV acerta com reapresentação de Escrava Mãe

Emissora foi feliz ao apostar em trama sobre a mãe da escrava Isaura

Publicado há 3 meses
Por André Santana
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A Record TV está sorrindo de orelha a orelha com os bons resultados de mais uma exibição de A Escrava Isaura. A saga da escrava branca está prestes a se despedir mais uma vez da programação da emissora com o feito de ter consolidado, em definitivo, a faixa de novelas vespertinas do canal. Por isso, sua direção acertou em cheio na escolha de Escrava Mãe (2016) para sucedê-la.

Escrava Mãe foi a última boa ideia da dramaturgia da Record TV. Escrita por Gustavo Reiz, a trama foi concebida como uma das armas da emissora para salvar seu núcleo de novelas, totalmente desgastado e desacreditado com os parcos desempenhos de Máscaras (2012), Balacobaco (2012), Dona Xepa (2014) e Vitória (2014). Acumulando insucessos na faixa das 22 horas, o canal refez sua estratégia de dramaturgia.

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Na época, a ideia era apostar em tramas mais, digamos, “seguras”. Assim, veio a estratégia de transformar Os Dez Mandamentos (2015), inicialmente pensada para ser uma minissérie, numa novela. Exibindo-a na faixa das 20h30, a emissora pretendia promover um rodízio de “novela bíblica” e “novela de época” no horário. E Escrava Mãe já estava aprovada para suceder Os Dez Mandamentos.

Mas o sucesso estrondoso de Os Dez Mandamentos fez a emissora desistir do rodízio de novelas, fixando a faixa das 20h30 para as adaptações do Livro Sagrado. Escrava Mãe, então, ficou na gaveta um bom tempo. Entrou no ar totalmente gravada, reinaugurando a faixa das 19h30. E não decepcionou.

Mãe da escrava Isaura

O bom desempenho da trama não foi uma surpresa. A direção da emissora foi muito feliz ao apostar no “prequel” de uma de suas novelas mais importantes. A Escrava Isaura foi uma novela histórica, que recolocou a dramaturgia da Record nos trilhos e atraiu o público. Seu magnetismo é tanto que suas reprises nunca falham.

Sendo assim, nada mais lógico que apostar em outra história do mesmo universo. Escrava Mãe narra a saga de Juliana (Gabriela Moreyra), que se tornará a mãe de Isaura. Folhetim puro, a trama mostra o romance entre a escrava o português Miguel (Pedro Carvalho, em seu primeiro papel no Brasil), que é atrapalhado pela terrível vilã Maria Isabel (Thaís Fersoza).

Além de ser um romance muito bem contado, Escrava Mãe é um capricho visual. Uma das novelas mais bem produzidas da Record TV. A qualidade da imagem e cenografia chamam a atenção, além da direção de arte. O elenco também se destaca, sobretudo Gabriela Moreyra e Thaís Fersoza, em seus melhores momentos na TV.

Estas qualidades colocam Escrava Mãe como a melhor novela “não-bíblica” do canal desde que os folhetins religiosos ganharam força. É uma trama mais consistente e envolvente que novelas como Belaventura e Topíssima, que vieram depois. Justamente por isso, uma reprise neste momento é bastante bem-vinda.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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