Quiz show de Luciano Huck mostra que simplicidade também dá audiência

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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Quando estreou na Globo, no longínquo ano de 2000, Luciano Huck suou para emplacar o seu Caldeirão do Huck. A atração, criada para finalmente ajustar as tardes de sábado do canal, que vivia de experiências desde o fim do Cassino do Chacrinha (veja só!), penou diante da forte concorrência do Programa Raul Gil. O show de calouros e os quadros com crianças de Raul, na época da Record, lideravam a audiência do horário.

Para virar o jogo, a direção da Globo investiu pesado no Caldeirão do Huck. De olho na cartela de formatos internacionais, vieram um sem-número de apostas, sobretudo em reality shows, como o Amor à Bordo (aquele que as pessoas embarcavam num navio para tentar arrumar um namorado, lembra?) e o Acorrentados (que também tinha um mote “romântico”). Mais tarde, Huck passou a reformar casas no Lar Doce Lar, ou carros no Lata Velha. Quadros de grande estrutura, que, aos poucos, viraram o jogo e tornaram o Caldeirão do Huck líder de audiência em seu horário de exibição.

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São tantas atrações megaestruturadas, que demandam reformas, viagens internacionais, cenários suntuosos, piscinas enormes de mergulho, e até construções de réplicas de ambientes para que famosos se emocionem, que chega a ser inusitado o fato de um dos maiores sucessos do Caldeirão, hoje, ser um prosaico quadro de perguntas e respostas. Desde o início da temporada 2017, Luciano comanda a versão nacional de Who Wants to be a Millionaire?, aqui chamado de (claro!) Quem Quer Ser um Milionário?.

Já vimos uma versão não-oficial do formato fazer muito sucesso por aqui, o lendário Show do Milhão de Silvio Santos. Agora, vemos a versão original do formato, seguido à risca pela equipe do Caldeirão do Huck. Um quadro irresistível, diga-se. A escalada de perguntas, o fato de participante e apresentador ficarem o tempo todo frente a frente, e todo o trabalho de luzes e sonoplastia dão a tensão necessária para prender o espectador. Além disso, Luciano usa o quadro para o que costuma fazer de melhor: arrancar boas histórias de seus personagens. Todo participante do game tem uma boa história pra contar, o que ajuda o espectador a se envolver e torcer por ele.

Depois de tanto tempo de reformas de casa, famosos em esportes radicais, competições de mergulho e muitas viagens, é bom ver o Caldeirão do Huck fazer sucesso com um quadro aparentemente mais simples. Um quiz show é sempre divertido de assistir, e o formato andava em baixa na TV brasileira. Uma boa aposta da Globo, que deixou sua tarde de sábado mais divertida.

Dony De Nuccio se destaca à frente do Jornal Hoje

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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