Que opções a Globo tem para substituir Novo Mundo na faixa das 18h?

Provavelmente, a escolhida deve ser relativamente recente e do mesmo horário ao qual retornará

Publicado há 3 meses
Por Fábio Costa
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Devido aos muitos ajustes necessários não apenas nos estúdios e instalações da emissora como também no próprio ritmo de produção, para que nenhum profissional seja exposto ao contágio pelo novo coronavírus, as incertezas sobre as gravações de novelas são muitas, tanto na TV Globo quanto na Record TV.

De maneira que já se fala em novas reprises para preencher, senão todos, pelo menos alguns dos horários que as emissoras dedicam ao folhetim eletrônico, para substituir as que estão no ar por causa da pandemia.

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Na Globo, provavelmente a faixa das 18h não verá uma novela inédita antes de 2021. Escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, Nos Tempos do Imperador estrearia no dia 30 de março, mas foi adiada e na data entrou no ar uma “edição especial” de outra novela da dupla, Novo Mundo (2017).

Já se fala em Lado a Lado (2012/13), de João Ximenes Braga e Cláudia Lage e supervisão de Gilberto Braga, e Flor do Caribe (2013), de Walther Negrão, como possíveis sucessoras de Novo Mundo por volta de setembro.

Grazi Massafera e Henri Castelli em Flor do Caribe (Divulgação/ TV Globo)

A seu favor, Flor do Caribe tem elementos como a ambientação solar e litorânea, contemporânea, e o fato de ter como protagonista Grazi Massafera, que vem de um bom momento como a Paloma de Bom Sucesso (2019/20), de Rosane Svartman e Paulo Halm.

Apesar de ser uma novela de época (ambientada entre as décadas de 1900 e 1910), Lado a Lado trata de um momento histórico posterior ao das duas histórias de Thereza e Alessandro, com a Revolta da Chibata, o início da formação das favelas cariocas e também da prática do football em terras brasileiras.

Elenco de Lado a Lado, novela da Globo (Reprodução)

Para fugir à ambientação num tempo passado, a emissora talvez não aposte em Lado a Lado, vencedora do Emmy Internacional em 2013. Todavia, as opções contemporâneas não foram bem o forte da faixa, pelo menos não nos últimos 10 anos.

Caso o recorte temporal seja, digamos, mais flexível, algumas opções para a Globo resgatar são Escrito nas Estrelas (2010), de Elizabeth Jhin, Paraíso (2009), de Benedito Ruy Barbosa, e opções mais antigas como Esplendor (2000), de Ana Maria Moretzsohn.

Nenhuma dessas foi reprisada ainda. Mesmo Araguaia (2010/11), de Walther Negrão, que inaugurou a exibição em HD às 18h, pode ser lembrada. É contemporânea e ao mesmo tempo foge ao ambiente urbano, com seu enredo ambientado no Centro-Oeste brasileiro.

Duas histórias assinadas por Lícia Manzo, A Vida da Gente (2011/12) e Sete Vidas (2015), contemporâneas e aclamadas pela crítica, correm por fora. Elas têm a seu favor também o fato de não serem muito longas, tendência geral dos últimos anos por determinação do diretor da Teledramaturgia global, Silvio de Abreu.

No caso de apostarem em algum título já reprisado, o que parece ser pouco provável por questões comerciais, sem dúvida Alma Gêmea (2005/06), do mesmo Walcyr Carrasco que assina Êta Mundo Bom! (2016), em exibição no Vale a Pena Ver de Novo, desponta como uma novela elegível.

Todavia, essa hipótese se enfraquece ainda mais quando nos lembramos de que o mesmo Walcyr tem também Chocolate com Pimenta (2003/04) no ar no Viva e tanto Gabriela (2012) quanto Amor à Vida (2013/14) ventiladas para a vaga das 21h quando terminar Fina Estampa (2011/12), de Aguinaldo Silva.

Na linha dos resgates, os mais sonhadores esperam títulos como Mulheres de Areia (1993), de Ivani Ribeiro, ou mesmo histórias exibidas originalmente em outros horários. A ser seguida a mesma lógica de até aqui, não deve ocorrer algo nessa linha. A escolhida deve ser outra novela das 18h, com menos de 10 anos.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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