Proximidade com o Big Brother prejudica Power Couple Brasil

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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A direção da Record foi feliz ao fazer a estreia da terceira temporada do Power Couple Brasil apenas depois da conclusão do Big Brother Brasil, da Globo. Afinal, seria suicídio bater de frente com o reality show de Tiago Leifert, que teve uma bem-sucedida temporada neste início de 2018. No entanto, mesmo com este cuidado, a TV da Barra Funda não conseguiu evitar um “cansaço” no público, já que apenas alguns dias separaram a vitória de Gleici da apresentação de Marlon, André di Mauro e companhia, todos sob a batuta de Gugu Liberato.

Como dito anteriormente, o Power Couple veio com mudanças profundas nesta nova leva. A atração agora é exibida diariamente, com a competição acontecendo em tempo real (nas temporadas anteriores, o confinamento durava cerca de um mês, mas o programa era exibido por três meses). Com esta mudança, a edição passou a valorizar mais a convivência com os casais na mansão onde estão confinados. Na primeira temporada, o programa então apresentado por Roberto Justus era exibido apenas às terças-feiras, e os episódios dedicavam mais tempo aos games do que o cotidiano dos casais. Na segunda temporada, Power Couple ia ao ar às terças e quintas, aumentando o espaço da convivência, mas ainda valorizando mais o game.

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Agora, com a mudança na forma de exibição, Power Couple dá mais espaço aos acontecimentos na casa. Brigas por quartos melhores, desentendimentos entre os cônjuges ou picuinhas naturais da convivência são mostrados diariamente. Com isso, o programa ficou bastante parecido com o Big Brother Brasil. Mesmo com dinâmicas diferentes, na prática, aos olhos do público, as diferenças são poucas. Além disso, a proximidade com o BBB leva os participantes do Power Couple a, sem querer, remeter situações vistas recentemente no reality da Globo. Outro dia, usaram até mesmo a expressão “fogo no parquinho”, repetida por Tiago Leifert ao longo do BBB 2018, e que até se tornou o título de uma série na GloboPlay.

Tantas semelhanças podem dar ao público a sensação de que o BBB ainda não acabou, causando um desgaste da fórmula. E o resultado é que o Power Couple, embora não seja uma decepção na audiência, não consegue repetir o bom desempenho de sua primeira temporada, exibida em 2016. E não se trata de um erro do programa, já que as mudanças valorizaram e engrandeceram o produto. O erro foi justamente a proximidade entre Power Couple e BBB, pois suas semelhanças ficaram muito evidentes.

E a coisa pode ficar ainda pior, tendo em vista que a Record planeja nova temporada de A Fazenda ainda este ano. Com isso, promoverá uma overdose de realities de confinamento que pode prejudicar o formato. Ao menos desistiram de A Casa, senão o desgaste seria ainda maior. Mas, sem dúvidas, faltou um cuidado na escolha dos programas e em suas datas de exibição.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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