Prestes a sair do ar, Estrelas acerta formato e reage no Ibope

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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Com sua extinção confirmada para o final do primeiro semestre de 2018, o Estrelas, de Angélica, entra na reta final fazendo as pazes com o Ibope. Desde que lançou a temporada Estrelas do Brasil, que mostra a apresentadora em diferentes regiões do país abordando a cultura de cada local, o programa exibido nos sábados da Globo acertou o conteúdo e, como consequência, viu sua audiência crescer.

Nada mal para um programa que vinha mal das pernas já há alguns anos. Estrelas sempre se manteve num patamar aceitável de audiência, com média em torno dos 12 pontos no Ibope, desde sua estreia, em 2006, até a temporada 2014. Ao mesmo tempo, seguia basicamente a mesma fórmula, com Angélica entrevistando celebridades em locais diversos. No entanto, em 2015, Estrelas pulou da faixa das 14 horas para às 15 horas, sendo antecedido pela Sessão Comédia. Desde então, perdeu fôlego. Provavelmente porque seu formato intimista parecia ideal para a hora do almoço, mas se mostrava sonolento no meio da tarde. E a alavanca do Jornal Hoje fazia falta.

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Por conta disso, Estrelas não escapou de reformulações. No ano passado, o programa foi relançado com a ideia de apostar em temporadas temáticas, nascendo o Estrelas Solidárias. Na nova fase, a atração adotou um formato de reality show ao mostrar Angélica e seus convidados fazendo trabalho voluntário e mostrando ações sociais de sucesso no país. Uma boa intenção que gerou programas interessantes, mas que logo caiu na repetição, fazendo o público perder o interesse.

Aí veio o Estrelas do Brasil, muito mais interessante que seu antecessor. Agora, Angélica não apenas recebe famosos, como também personagens representativos dos locais que visita. Mais do que isso, a atração explora, sob várias perspectivas, a cultura local, mostrando a música, as artes plásticas, o artesanato, a gastronomia e outras peculiaridades das regiões por onde passa. Na atual safra, Angélica visita locais representativos do Rio Grande do Sul, mostrando ao público a cultura gaúcha, tão diferente para o restante do país. Anteriormente, as diferenças também foram mostradas nos programas do Norte e Nordeste, sempre de maneira eficiente e divertida.

Ou seja, Estrelas do Brasil mostra, em plena tarde de sábado, o quão imenso é o país e quantas culturas diferentes ele abriga. Didático na medida, mas sempre cheio de informação, algo raro para um programa popular exibido num horário tão complicado. Mais interessante ainda é ver que a audiência comprou a ideia. Se nas temporadas passadas, o Estrelas viu sua audiência cair para números entre 8 e 10 pontos no Ibope, o atual Estrelas do Brasil vem se mantendo na marca entre 11 e 12 pontos, ou seja, praticamente voltou ao patamar de sua fase mais bem sucedida.

Estrelas foi cancelado numa boa hora, já que o programa já deu o que tinha que dar faz tempo, e Angélica merece uma atração melhor. No entanto, a atração sairá de cena num bom momento, no qual revitalizou seu formato cansado e conquistou a plateia perdida. Um feito e tanto.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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