Planeta Startup é interessante, mas bastante segmentado

Publicado há um ano
Por André Santana
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Disposta a se livrar da dependência do MasterChef, a Band continua sua busca para emplacar um novo reality show. A aposta do momento é Planeta Startup, reality de empreendedorismo que propõe uma disputa entre startups. Sem dúvidas, uma premissa interessante. Mas que tem o desafio complicado de explicar o que é uma startup para um público tão heterogêneo da TV aberta.

Apesar de ser o primeiro reality show brasileiro sobre startups, a mecânica do Planeta Startup não diverge muito dos formatos similares. A atração reúne jovens empreendedores em busca de apoio para oportunizar suas startups, voltadas aos mais variados segmentos. O primeiro episódio explorou a seleção das ideias, numa apresentação dos pré-candidatos diante dos jurados Amure Pinho, Dani Arruda e Tallis Gomes. A jornalista e economista Ana Luísa Médici comanda a competição.

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Em suma, Planeta Startup lembra bastante outros realities de empreendedorismo já exibidos pela Band. O programa tem um “quê” de O Aprendiz e muito de Shark Tank Brasil. Porém, adota uma linguagem ainda mais segmentada, embora tenha um tom didático bastante elevado. Planeta Startup acerta ao buscar explicar termos e conceitos, além de desmistificar o universo do empreendedorismo e da inovação. No entanto, o apelo do programa, sem dúvidas, é mais voltado para iniciados. Assim, não deve atrair uma audiência popular.

Ideia original

Mesmo assim, a aposta em Planeta Startup é louvável. A Band é uma das poucas TVs abertas que buscam novos formatos para seus realities e investe em ideias originais. Sim, o canal também depende dos programas importados, mas consegue mesclar os formatos de foras com os originais nacionais. De quebra, ao apostar numa disputa de empreendedorismo, a emissora busca um público qualificado, o que pode atrair anunciantes.

Entretanto, a Band precisa, também, de formatos mais populares. Ao apostar em programas segmentados, o canal agrega prestígio, mas pode afugentar parte do público. A emissora, então, tem o desafio de buscar um equilíbrio e apostar em programas capazes de agregar valor e, também, audiência. Os dois pontos são importantes na TV aberta.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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