O Negócio encerra trajetória firmando-se como a melhor série nacional da HBO

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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Depois de quatro temporadas bem-sucedidas, a série O Negócio, produção nacional da HBO, chegou ao fim. A saga da garota de programa de luxo Karin (Rafaela Mandelli) e suas amigas firmou-se como a melhor e mais longeva produção brasileira do canal pago, graças a, sobretudo, um roteiro esperto e cheio de vigor. Criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho, e escrita por Fabio Danesi, Camila Raffanti e Alexandre Soares Silva, O Negócio foi uma produção caprichadíssima da Mixer, e contou com um elenco vitorioso, com destaque para as belas protagonistas.

O Negócio partiu de uma premissa interessante. A trama começou quando Karin, cansada das humilhações dos cafetões, decide assumir sua própria carreira de garota de programa de luxo, aplicando as regras do marketing para fazer seu negócio acontecer. Ao lado das amigas Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista), ela cria a agência Oceano Azul, que se torna um dos mais bem-sucedidos cases de prostituição de luxo do país. A cada episódio da primeira temporada, uma regra do marketing aparece sendo aplicada por Karin, explorando o polêmico tema pelo prisma empresarial. O inusitado plot garantiu a originalidade da série.

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No decorrer das temporadas, a saga de Karin foi evoluindo. A Oceano Azul tornou-se um nome empresarial forte, e a garota de programa surgiu como uma importante CEO. O selo ganhou “braços”, como um clube de luxo e até um prédio. Paralelamente, Karin, Luna e Magali viviam seus problemas particulares. Enquanto a protagonista tornou-se um ícone na luta contra a hipocrisia, Luna se via às voltas com problemas familiares, e Magali se metia em situações inusitadas por conta de seu estilo de vida mais “livre”, chegando a liderar uma comunidade de “poliamor”. O Negócio, então, foi ganhando musculatura, sobretudo quando alçou poderosos coadjuvantes, como o professor de esgrima César (Eduardo Semerjian) e o impagável cafetão Ariel (Guilherme Weber) a coprotagonistas. Gabriel Godoy, o Oscar, e Kauê Telloli, o Zanini, foram outras gratas surpresas.

Além disso, a série soube se reinventar a cada temporada, sem perder de vista seu plot inicial, mantendo o interesse da audiência. E foi feliz ao explorar sua temática sob o prisma do humor, fazendo com que todos os episódios se tornassem um entretenimento divertido, mesmo quando a história não evoluía tanto. Exemplo disso foi a temporada final, mais calcada em pequenas situações paralelas do que numa grande história principal.

Mesmo com tantas qualidades, O Negócio não escapou de um esgotamento da fórmula. Por isso mesmo, a decisão de encerrar a série na quarta temporada foi bastante feliz. A história foi encerrada no momento certo, mostrando que a produção seriada nacional na TV paga já alçou níveis elevadíssimos, e que a teledramaturgia brasileira, de maneira geral, tem muitos caminhos a seguir. No fim, foi uma experiência que deve servir como modelo para novos produtos.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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