O Aprendiz com influenciadores digitais não foi uma boa ideia

Publicado há um ano
Por André Santana
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Depois de um hiato de cinco anos, O Aprendiz retornou à TV brasileira . Um dos mais interessantes realities já exibidos por aqui, a competição de Roberto Justus voltou ao ar pela Band tentando se modernizar. Para isso, colocou influenciadores digitais na disputa. No entanto, com a temporada entrando na reta final, os resultados não são animadores. E já ficou bem claro que não foi uma boa ideia colocar celebridades das redes sociais como protagonistas.

No episódio exibido hoje (03), O Aprendiz propôs às equipes Hashtag e Share a criação de um vídeo para um aplicativo de vendas. Uma missão que tem tudo a ver com os participantes, todos acostumados a elaborar e atuar em vídeos para a internet. Por isso mesmo, foi um dos episódios mais interessantes desta temporada, que vem sendo marcada pelo marasmo. Isso porque, normalmente, O Aprendiz seguiu da cartilha de sempre, com provas que testaram a capacidade empreendedora e empresarial dos participantes.

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Com isso, o que se viu foi um amadorismo acima da média em se tratando de O Aprendiz. Claro, os influenciadores digitais têm noção de negócios, mas não a mesma habilidade vista nos participantes das primeiras temporadas de O Aprendiz. Nos primeiros anos, executivos acostumados com o mundo dos negócios eram testados. Com isso, o programa fluía de maneira mais interessante. Mas, nesta temporada, os influenciadores parecem peixes fora d’água. Deste modo, O Aprendiz perdeu muito do seu charme.

Disputa amadora

O Aprendiz já teve temporadas em que os participantes não eram executivos experientes. Ainda na Record TV, o reality teve uma temporada com universitários, e outra com celebridades. Nestes dois casos, funcionou. Isso porque os universitários eram estudantes de áreas relacionadas ao mundo dos negócios. Assim, era interessante acompanhá-los aplicando seus conhecimentos acadêmicos na prática.

Já a edição com celebridades chamou a atenção porque era divertido ver pessoas conhecidas (e inusitadas), como Beth Szafir e Andréa de Nóbrega, tendo que se virar no mundo dos negócios. Mas a edição com influenciadores digitais não tem o mesmo apelo. Afinal, boa parte dos famosos das redes sociais não é conhecida por quem consome TV aberta.

Ou seja, seria bem mais interessante se esta edição de O Aprendiz se assumisse, verdadeiramente, dentro deste universo de redes sociais. Se houvesse a preocupação em mostrar, nas provas, o processo administrativo e criativo do trabalho destas pessoas, com certeza o resultado seria mais interessante. Além disso, o programa poderia ter desdobramentos justamente nas redes sociais, ampliando o seu alcance. Mas, estranhamente, isso não aconteceu. Assim, o programa perdeu uma boa oportunidade de se reinventar, de fato.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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