No Limite peca pela falta de emoção

O programa não consegue fazer o público amar ou odiar os participantes

Publicado em 5/25/2021
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Há 21 anos, a estreia de No Limite foi uma verdadeira febre. A competição envolvendo 12 pessoas passando perrengue numa praia gerou verdadeira comoção na audiência, que escolheu seus jogadores favoritos e torceu por eles. A vitória de Elaine, considerada “zebra”, deu um desfecho ainda mais grandioso ao programa, que fez história.

Entretanto, passados tantos anos, o No Limite não conseguiu resgatar esta emoção. Pelo contrário. O programa atual está apático, bem longe de envolver o público com a mesma intensidade que um dia conseguiu. A edição burocrática faz com que o reality show pareça, apenas, um game show mais ousado.

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Falta calor humano à atual edição. Lá em 2000, quando Elaine era considerada “zebra”, a cabeleireira tinha seus fãs. O programa equilibrava bem a competição em si e os momentos no acampamento, explorando as relações que se estabeleciam entre os competidores. E isso não se repete na edição atual.

Talvez por se tratar de ex-BBB’s, a direção do programa entenda que os personagens não precisam ser reapresentados para o público. Mas precisam. Torcer dentro do No Limite não é apenas acompanhar uma prova sendo executada. Mas é também simpatizar (ou antipatizar) com alguém, é se identificar com alguém.

De novo, voltemos ao No Limite 1. Uma das quatro finalistas, Andrea Baptista, foi considerada vilã e muitos espectadores simplesmente a detestavam. Ou seja, os concorrentes criavam uma relação com o público. Isso não acontece agora.

Edição pouco inspirada

Além de não explorar direito os perfis dos participantes, a edição do No Limite também tem se mostrado preguiçosa no sentido de não oferecer qualquer tensão. O maior exemplo disso é o momento do Portal, onde a equipe perdedora precisa votar para eliminar alguém. Este seria o ponto alto do episódio, mas é mostrado no programa como se fosse apenas mais um momento.

André Marques não consegue provocar os participantes. Ele poderia fazer alguma pergunta a alguém, para que o público entenda os motivos que levam os participantes a escolher quem eliminar. Flashbacks situando a audiência, ou até mesmo uma trilha sonora mais intensa, fazem falta.

O programa ainda está no terceiro episódio e, portanto, há tempo para corrigir a rota. Mas é preciso vontade. Ou o No Limite sairá de cena apenas como uma boa ideia mal executada.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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