No ar como mãe de adolescente em Malhação, Paloma Duarte amadurece na TV

Publicado há um ano
Por André Santana
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Paloma Duarte é uma das melhores atrizes de sua geração. A filha da atriz Débora Duarte estreou na TV ainda criança e cresceu diante das câmeras, acumulando uma série de importantes papéis. Já viveu adolescentes problemáticas e mocinhas arrojadas nas mais diferentes produções. Porém, é em Malhação: Toda Forma de Amar que Paloma vive o seu momento mais maduro na TV. Com naturalidade, ela convence como mãe de um adolescente.

Na trama, Paloma é Lígia, uma das protagonistas. Ela é a mãe do mocinho Filipe (Pedro Novaes) e vive um conflito com a mocinha Rita (Alanis Guillen). Isso porque Rita teve a filha tirada de seus braços, e a bebê acabou sendo adotada por Lígia. Agora, Lígia e Rita disputam a guarda da criança nos tribunais. Ao mesmo tempo, Filipe e Rita se envolvem, aumentando o conflito do enredo principal.

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Deste modo, pela primeira vez numa novela, Paloma Duarte encarna uma mãe tradicional. Lígia é uma típica mãe de família, com contornos realistas, longe da caricatura. E Paloma, mesmo mantendo um ar jovial, nos leva a crer que Lígia é de carne e osso. A forma como ela defende sua família, luta pelos filhos e convive com o marido Joaquim (Joaquim Lopes) é crível, graças à interpretação minimalista da atriz. Assim como Gloria Pires, Paloma Duarte trabalha com o mínimo e esbanja carisma. Deste modo, ela preenche a tela sempre que está em cena.

Personagens desajustadas

A Lígia de Malhação: Toda Forma de Amar é praticamente uma novidade na carreira de Paloma Duarte na TV. Dentre seus papéis mais marcantes estão heroínas apaixonadas, jovens rebeldes, mocinhas imperfeitas e adultas mimadas. Na Globo, ela já foi romântica com a Angélica, de Terra Nostra; garota-problema com a Vilminha de Pecado Capital; e jovem voluntariosa com a Marina, de Mulheres Apaixonadas.

Porém, foi em sua passagem pela Record TV que ela mostrou outras facetas. Paloma Duarte foi protagonista em novelas como Cidadão Brasileiro, Poder Paralelo, Máscaras e Pecado Mortal, com tipos que fugiam do lugar-comum. Luísa, de Cidadão Brasileiro, foi a mais “tradicional”. Já a Fernanda, de Poder Paralelo, era uma mocinha cheia de contradições e um tanto controversa. Enquanto isso, Doroteia, de Pecado Mortal, era uma antagonista deliciosamente desequilibrada, que tirava o herói Carlão (Fernando Pavão) do sério.

Agora, ela retorna à Globo num novo papel, onde tem a chance de entregar uma atuação mais clean. E tem ido muito bem. Lígia pode não figurar entre os mais importantes trabalhos da atriz, mas, sem dúvidas, representa o momento mais maduro de sua carreira.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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