Necessária para a história, morte de Carlos eleva Éramos Seis a clímax dramático

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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Nos últimos capítulos da novela das 18h da TV Globo, Éramos Seis, os personagens se viram às voltas com o baque e o sofrimento intensos provocados pela trágica morte de Carlos (Danilo Mesquita). Mais velho dos quatro filhos de Lola (Glória Pires), o rapaz foi atingido por vários tiros de metralhadora em meio a uma manifestação política das que desembocaram na Revolução Constitucionalista de 1932, conflito que colocou São Paulo contra o governo central, então liderado por Getúlio Vargas. Ainda bastante jovem, Carlos deixou para trás seus sonhos de tornar-se médico e casar-se com a namorada de infância, Inês (Carol Macedo). Morreu “de mal” com a própria Inês e com sua irmã, Isabel (Giullia Buscacio), com quem se desentendera devido ao modo como a moça tratou Lola numa ocasião. Torcida para que o personagem tivesse um rumo diferente, bem como lamentações por sua morte depois de consumada, não faltaram. No romance original de Maria José Dupré, e também nas versões para a TV desde os anos 1970, Carlos morre. E na TV de forma semelhante à que vimos há pouco. A tragédia que vitima o rapaz é importante para que o destino de todos os outros membros da família siga como deve ser, e a narrativa desemboque no final triste, porém possível, que a consagrara. Gostemos de Carlos ou não, não lamentemos sua morte, que foi bastante emocionante e exibiu verdadeiro show de talento do elenco, especialmente de Glória Pires e Danilo Mesquita, mãe e filho muito sinceros e entregues em cena. Ainda que triste, ela é imprescindível para que Éramos Seis siga sua trajetória.

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