Mesmo sem surpreender, Carcereiros mantém relevância em nova temporada

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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A série Carcereiros foi uma das boas novidades da Globo no ano passado. O drama dos agentes penitenciários, representado pela figura entediada de Adriano (Rodrigo Lombardi), agregou novidade à linha de séries da emissora. No entanto, na segunda temporada, que a emissora estreou nesta noite (16), a série perde o fator novidade. Porém, ela consegue se sustentar na figura de seu protagonista, um sujeito rico em possibilidades.

Se os episódios de Carcereiros ainda se apoiam em histórias individuais, o arco dramático da série se baseia na vida do protagonista. Adriano segue como uma das peças daquele presídio, recebendo toda a carga negativa do ambiente e levando-a nas costas. Mesmo assim, ele consegue ser compreensivo e ponderado quando necessário. Em suma, é um tipo comum, o que é sempre um desafio para um ator. E Rodrigo Lombardi comprou bem esta proposta, fazendo aqui o seu melhor trabalho na TV.

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Nesta segunda temporada, Adriano ganha novas camadas ao se relacionar com uma detenta. Seu namoro com Érika (Letícia Sabatella) influirá diretamente em sua relação com o trabalho e com sua família. Deste modo, com um enfoque mais pessoal em seu protagonista, Carcereiros ganha novas camadas, o que garante o interesse da audiência nesta segunda temporada.

Documentário

Além de mostrar a vida pessoal e profissional de Adriano, Carcereiros segue com a proposta de incluir depoimentos reais de agentes penitenciários nos episódios. Nesta reestreia, o recurso perdeu espaço. Mas a perda se revelou um ganho. Afinal, os depoimentos são interessantes, mas quando usados em demasia acabavam por prejudicar a narrativa. Isso não aconteceu nesta estreia, que mostrou os carcereiros da vida real de maneira mais adequada dentro da história.

A abordagem da vida particular de Adriano, com suas vivências e contradições, somadas ao tom documental, garantem a relevância da série nesta segunda temporada. O time de roteiristas, encabeçado por Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho, conseguiu driblar a ausência do fator novidade e abriu o leque de possibilidades de Carcereiros. Há boas histórias para serem contadas.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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