MasterChef Profissionais estreia com cara de Hell’s Kitchen

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Novamente o reality show MasterChef se iniciou na Band na noite dessa terça-feira (04). Desta vez o programa veio embalado com a roupagem e o subtítulo “Profissionais” – no qual os participantes, como o próprio nome já diz, não se tratam de amadores como nas edições anteriores. Algo curioso na edição é que ela se assemelha muito ao Hell’s Kitchen do SBT, por se tratar de profissionais culinários e por serem colocados sob pressão ao servir com seus pratos figuras famosas, que nesta estreia foram os 4 jurados do X Factor Brasil, Alinne Rosa, Di Ferrero, Paulo Miklos, Rick Bonadio e seus convidados.

Os dois finalistas ganharão mil reais por mês em compras numa rede de supermercados patrocinadora do programa durante 1 ano, 170 mil reais, e um carro SUV. Ana Paula Padrão, cada vez mais simpática como apresentadora, mas ainda dispensável se considerarmos que ela é apenas portadora de notícias dentro do show, anunciou que seriam 3 os eliminados daquela noite.

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A primeira prova foi dividida em dois temas: Técnicas Culinárias e Receitas Clássicas, onde a metade dos candidatos foi para o mezanino assistir, a outra metade foi para a cozinha para realizar suas próprias versões de Receitas Clássicas.

João, Rodrigo e Eliane encabeçaram os três piores pratos a princípio. Ela foi a primeira participante a deixar o programa por ter feito, segundo os jurados, o prato menos profissional. Seu prato foi Talharim à carbonara leve com legumes e pimentão assado – Os chefs elogiaram a ideia, porém criticaram a execução do prato, alegando que a massa estava pesada.

A seguir foi a vez dos candidatos que haviam apenas observado, irem para a cozinha se mostrarem aptos a desenvolverem Técnicas Culinárias para Receitas do Mediterrâneo, onde o ingrediente obrigatório foi o peixe. Alguns problemas atrapalharam os candidatos como o nervosismo, tempo e até mesmo o entendimento do conceito da prova.

No segundo desafio Marcelo, Fernanda e Izadora obtiveram os maiores insucessos. Fernanda foi a segunda eliminada do programa. Sua Corvina grelhada e purê de batata-baroa com crocante de presunto de Parma e molho de ervas foi alvo das críticas dos jurados do Masterchef Profissionais. O problema principal do prato da moça foi o erro no conceito, e ingredientes utilizados que em nada lembrava o que foi solicitado na prova, que era a comida mediterrânea.

Izadora, João, Marcelo e Rodrigo disputaram a terceira prova que seria servir 30 pessoas, onde além dos pratos, a execução dos mesmos seria avaliada, e a forma como cada candidato trabalha. Paola Carossella vestiu o avental para fiscalizar cada candidato, o que novamente lembrou o trabalho exercido pela Chef Dahouí no Hell’s Kitchen. O pré-preparo dos pratos foi observado pelos outros candidatos que proferiram palpites e críticas sobre a forma como cada um dos candidatos lidava com seu tempo e seus ingredientes, onde por fim os vencedores das provas anteriores foram chamados para ajudar em situação crítica.

Izadora foi a terceira eliminada do programa de estreia, devido ao excesso de insegurança, falta de atenção e postura que prejudicou o andamento do trabalho em equipe.

A arrogância dos jurados continua em alta, assim como suas tentativas de desestabilizar os candidatos, sobretudo Fogaça, o que acredito que nessa edição seja um enorme equívoco, afinal mesmo que não sejam populares como os jurados, os candidatos também são profissionais, e alguns até mais habilidosos que os três famosos. Por outro lado, percebe-se o oposto em alguns momentos principalmente em Paola, que notou que os candidatos não são inferiores aos chefs, e sim “colegas” como ela descreveu. Diferente da temporada normal do Masterchef, o grande acerto dessa vez, foi eliminar a fase do suspense para saber quem terá direito ao avental ou não. Era algo desnecessário, e todas as vezes mal editado, já que era comum assistirmos participantes ao fundo do cenário já vestidos com avental, cujas provas ainda não haviam sido mostradas, quebrando totalmente a lógica do suspense.

A estratégia de colocar participantes vencedores para ajudar os candidatos na berlinda, alterou os ânimos de todos, e o choque com que cada um trabalha em ótima decisão da produção do programa. A estrutura emocional de todos foi prejudicada, inclusive de Paola que ficou nervosa ao perceber que os candidatos não lhe ouviam, especialmente João, que desobedeceu à uma ordem sua, quebrando a hierarquia da cozinha. Ainda bem, pois foi aí o clímax do programa, afinal é disso que vive um reality show.

Infelizmente a emissora trata o reality como uma das únicas opções de entretenimento, o que prejudica seu andamento e esgota e fórmula facilmente, e isso reflete até mesmo no tempo de duração do episódio no ar. Se bem editado, e com arestas aparadas Masterchef Profissionais poderia durar tranquilamente 1 hora e meia no ar, mas infelizmente ele durou mais de 2 horas, num horário que mais prejudica do que ajuda o programa.

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