Madura, Grazi Massafera vive seu melhor momento na TV em Bom Sucesso

Publicado há um ano
Por André Santana
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13 anos após estrear como atriz de novelas, em Páginas da Vida (2006), Grazi Massafera agora atinge a maturidade na profissão. Vivendo a mocinha Paloma, em Bom Sucesso, a atriz mostra que adquiriu sensibilidade e estofo com a experiência. Com estas qualidades, Grazi faz da protagonista da novela das sete da Globo uma heroína de carne e osso, com maneirismos e expressões que convencem. Sem dúvidas, ela vive seu melhor momento na TV.

E não foi uma trajetória fácil. Depois de emplacar duas coadjuvantes simpáticas, a Thelma de Páginas da Vida e a Florida de Desejo Proibido (2007), a atriz começou a alçar voos maiores. Sua maior provação foi em Negócio da China (2008), ocasião em que se viu sem par romântico com a saída de Fabio Assunção da trama. Coube a ela levar a problemática história de Miguel Falabella nas costas. Porém, logo em seguida vieram críticas, com a vilã Deodora de Tempos Modernos (2010), a antagonista Lucena de Aquele Beijo (2011) e a mocinha insossa de Flor do Caribe (2013), a Ester. No piloto automático, Grazi não era unanimidade.

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Porém, sua redenção veio com Larissa, a modelo viciada em crack de Verdades Secretas (2015). Ali, a atriz mostrou um trabalho de composição mais completo, provando que tinha ganho musculatura artística. Isso se confirmou na personagem seguinte, a divertida Luciane de A Lei do Amor (2016). A novela era ruim e a personagem não tinha lá muita função, mas era um tipo cômico que Grazi fez muito bem.

Paloma

E foram estas boas experiências que levaram Grazi a fazer de Paloma seu melhor trabalho. O desafio da atriz em Bom Sucesso é bem maior do que em Verdades Secretas, por exemplo, já que Paloma é um tipo muito comum. Passar credibilidade defendendo uma mocinha “pé no chão”, sem o apoio de caracterização ou efeitos (como era Larissa), é bem mais complicado. E a atriz vem tirando de letra. Paloma é reconhecível, encantadora e é fácil se identificar e torcer por ela.

Obviamente, o texto de Rosane Svartman e Paulo Halm ajuda, assim como a direção de Luiz Henrique Rios. Paloma foi muito bem construída pelo texto e pela direção. Mas Grazi merece os méritos por ter compreendido esta heroína tão cheia de camadas. E, acima de tudo, ter sabido traduzir isto na maneira de falar, olhar e se movimentar. Paloma é de carne e osso, e Grazi Massafera conseguiu chegar lá.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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