Loading apaga má impressão inicial, mas ainda tem desafios pela frente

Emissora dribla dificuldades e oferece bom conteúdo

Publicado há 7 dias
Por André Santana
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Há um mês, o Brasil ganhava um novo canal aberto. A Loading estreou com a simpática intenção de ser uma alternativa jovem em meio a tantos canais atirando para todos os lados. Com um conteúdo voltado à cultura pop e geek, o canal tem uma programação interessante. Mas ainda precisa convencer o público e o mercado que a aposta é séria, e não de tiro curto.

O início da Loading não foi dos melhores. O canal começou com uma grade pouco divulgada, e com horários que variavam ao longo da semana. Mas já fez alguns ajustes neste sentido. Nos últimos dias, os horários vêm sendo respeitados e a emissora exibe cartelas com dias e horários das atrações nos intervalos. Mesmo assim, a divulgação da grade própria ainda é insuficiente. Faltam chamadas.

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Outro problema do canal foi o barulho causado pelo fim do Metagaming, um de seus principais programas, e que ficou menos de uma semana no ar. O programa sobre esports deixou de ser produzido quando sua equipe se demitiu, alegando censura. A emissora respondeu que a linha editorial do Metagaming não a agradava, já que abordava assuntos obscuros que não condiziam com sua “agenda positiva”.

Apesar da polêmica, a posição do canal pareceu coerente. Isso porque Metagaming era sisudo demais, com reportagens que fugiam muito da proposta do canal. O programa destoava do restante da grade. Mesmo assim, o imbróglio poderia manchar a reputação de um canal recém-inaugurado. Mas, passado um mês, a emissora sobreviveu a esta tensão inicial.

Grade acertada

Com isso, atualmente, a Loading tem conseguido mostrar a sua cara. E o Multiverso é o principal acerto deste início do canal. O programa aborda todos os assuntos referentes ao universo pop, com notícias e comentários sobre quadrinhos, séries, filmes e games. Fe Pineda, Fabio Gomes e Mariana Ayres são carismáticos, têm bom domínio de cena e sabem do que estão falando.

Também se destaca o time de colaboradores, como Felipe “Goldenboy” Goldenberg, Jessica “Jejé” Pinheiro e Helena Nogueira, entre outros. Eles sempre trazem assuntos interessantes, que enriquecem a pauta do dia e fazem o Multiverso mais variado e divertido. Tem funcionado bem.

Além disso, a grade é preenchida por ótimas animações. A Loading traz para a TV aberta produções que há tempos não tinham tanto espaço. Atack on Titans, Assassination Classroom, Miss Kobayashi’s Dragon Maid e Akashic Records of Bastard Magic Instructor são acertos.

The Lost Canvas e Cardcaptor Sakura divertem. E o canal também acertou em cheio com suas manhãs nostálgicas, resgatando pérolas como O Pequeno Príncipe e O Mundo de Beakman.

Desafios

Ou seja, no geral, o saldo do primeiro mês da Loading é positivo. A emissora tem boas intenções, um time de apresentadores antenados e excelentes produções estrangeiras no catálogo, com uma grade de programação que nerd nenhum pode colocar defeito.

Sendo assim, o desafio agora será manter esta proposta ousada mesmo diante de um mercado obscuro e, muitas vezes, imediatista. A segmentação de público parece um acerto, já que atrairá um nicho específico e, provavelmente, anunciantes específicos para tal segmento. Porém, num momento de crise econômica, estes resultados podem não ser tão rápidos.

Mas, se conseguir consolidar sua marca e fazer seu nome junto ao público e ao mercado, a Loading tem tudo para decolar. O que é bom para todos, já que havia uma falta para conteúdo jovem na TV aberta.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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